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MATEUS 16:18 E O ORIGINAL GREGO
MATEUS 16:18 E O ORIGINAL GREGO

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Essa é uma carta-resposta a um leitor do site que buscava orientações quanto ao original grego sobre Mateus 16:18. Pelo conteúdo extenso e esclarecedor da resposta, eu decidi passá-la também para este espaço no menu principal. Você também pode enviar uma carta sobre qualquer tema da fé clicando aqui.

 

 

Pergunta

 

Senhor Lucas Banzoli,
Sou da Assembléia de Deus, sou estudante e recentemente tenho debatido com alguns católicos e eles me questionaram sobre o primado de Pedro! As suas refutações são excelentes! Mas recentemente um amigo me mandou um artigo com o grego que Jesus falou e o seu artigo é muito bom, mas não fala nada especificamente sobre o grego!!!!

Por favor me ajude!!!!
Me responda por email!

Aqui está o artigo que ele me enviou!
http://www.tuespetrus.org/


Se puderes me responder eu serei muito grato!


Abraços. (Álvaro Fernandes,  Fortaleza/CE – 05/12/2011)

 

 

Resposta

 

Olá, Álvaro.

 

Eu conheço o autor daquele artigo católico, e já tive bons entraves com ele, que você pode conferir clicando aqui e aqui. Sobre o tema específico dessa passagem no original grego, eu mostrei neste artigo algumas das provas de que a interpretação tradicional dos Pais da Igreja (que utilizavam o grego corrente naquela época) era que a pedra diz respeito a confissão de Pedro acerca do próprio Cristo, o que você pode conferir mais ampliadamente no excelente estudo de Fernando Saraví em seu blog “Conhecereis a Verdade”.

 

Também no meu debate com um frei eu passo a ele diversas partes dos escritos de Agostinho, em que ele nega com veemência que Pedro seja a pedra na qual a Igreja está edificada. Por exemplo, ele disse que:

 

“Mas eu sei que em seguida expus, muito freqüentemente, as palavras de Nosso Senhor: ‘Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a Minha Igreja’, da forma seguinte: que a Igreja seria edificada sobre Aquele que Pedro confessou, dizendo: ‘Tu és o Cristo, o Filho de Deus Vivo’. Assim Pedro (Petrus) que teria tomado o seu nome desta pedra (Petra), simbolizaria a Igreja que é construída sobre esta pedra e que recebeu as chaves do Reino dos Céus. Com efeito, não lhe foi dito: Tu és a pedra (Petra), mas: Tu és Pedro (Petrus), pois a Pedra (Petra) era o próprio Filho de Deus, Cristo. Simão Pedro, ao confessar Cristo como a Igreja inteira O confessa, foi chamado Petrus (Pedro)” (Retractações, cap. 21)

 

“E eu te digo…’Tu és Pedro, Rochoso, e sobre esta pedra eu edificarei a minha Igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela. Dar-te-ei as chaves do reino dos céus. O que ligares na terra será ligado também nos céus; o que desligares na terra será desligado nos céus' (Mateus 16:15-19). Em Pedro, Rochoso, nós vemos nossa atenção atraída para a pedra. Agora, o apóstolo Paulo diz sobre o povo, ‘Eles bebiam da pedra espiritual que os acompanhava; e a pedra era Cristo' (1 Coríntios 10:4). Assim, este discípulo é chamado Rochoso à partir da pedra, como Cristão à partir de Cristo. Por que eu quis fazer esta pequena introdução? Para te sugerir que em Pedro a Igreja é para ser reconhecida. Cristo, você vê, construiu sua Igreja não sobre um homem, mas sobre a confissão de Pedro. Qual é a confissão de Pedro? ‘Tu és Cristo, o Filho do Deus vivo'. Lá está a pedra para você, lá está a fundação, lá está onde a Igreja tem sido construída, sobre a qual as portas do inferno não podem prevalecer” (The Works of Saint Augustine Sermons, Vol. 6, Sermon 229P.1, p. 327)

 

“Porque, ‘Tu és Pedro' e não ‘Tu és a pedra' foi dito a ele. Mas ‘a pedra era Cristo', em quem confessando, como também toda a Igreja confessa, Simão foi chamado Pedro” (Saint Augustine, The Retractations Capítulo 20.1)

 

“Mas quem dizeis eles que sou? Pedro respondeu, ‘Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo'. Um de muitos deu a resposta, Unidade em muitos. Então disse-lhe o Senhor, ‘Bem-aventurado és tu, Simão Barjonas: porque não foi carne e sangue que to revelou, mas Meu Pai, que está nos céus'. Então Ele adicionou, ‘e eu te digo'. Como se Ele tivesse dito, ‘Porque tu tens dito sobre Mim, “Tu és o Cristo o Filho do Deus vivo”; ‘Eu também te digo, “Tu és Pedro”. ‘Porque antes ele era chamado Simão. Agora este nome de Pedro foi lhe dado pelo Senhor, e em uma figura, que ele significaria a Igreja. Porque, visto que Cristo é a pedra (Petra), Pedro é o povo Cristão. Porque a pedra (Petra) é o nome original. Então Pedro é assim chamado de pedra; não a pedra de Pedro, como Cristo não é chamado Cristo à partir dos Cristãos, mas os Cristãos à partir de Cristo. ‘Então', ele diz, ‘Tu és Pedro, e sobre esta Pedra', que tu tens confessado, sobre esta pedra que tu tens reconhecido, dizendo, ‘Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo, ‘eu edificarei Minha Igreja'; isto é, sobre Mim mesmo, o Filho do Deus vivo, ‘eu edificarei Minha Igreja'. Eu a edificarei sobre Mim mesmo, não Eu sobre ela” (St. Augustin, Sermon XXVI)

 

“Porque os homens que desejavam edificar sobre homens, diziam, ‘Eu sou de Paulo; e eu de Apolos; e eu de Cefas', que era Pedro. Mas outros que não desejavam edificar sobre Pedro, mas sobre a Pedra, diziam, ‘Mas eu sou de Cristo'. E quando o Apóstolo Paulo averiguou que ele foi escolhido, e Cristo desprezado, ele disse, ‘Está Cristo dividido? Foi Paulo crucificado por vós? Ou fostes vós batizados em nome de Paulo?' E, como não no nome de Paulo, assim nem também no nome de Pedro; mas no nome de Cristo: que Pedro deveria ser edificado sobre a Pedra, não a Pedra sobre Pedro (St. Augustin, Sermon XXVI.1-4, pp. 340-341)

 

“Porque a Pedra (Petra) era Cristo; e sobre este fundamento foi o próprio Pedro edificado. Porque outro fundamento não pode ser lançado além do qual já está posto, que é Cristo Jesus” (Volume VII, St. Augustin, Tractate 124.5)

 

Note que Agostinho, um extremo conhecedor do grego e que ainda escrevia no grego bíblico (Koiné) reconhecia que, de acordo com o original grego, a passagem deve ser interpretada de forma que a pedra é encontrada na profissão de fé de Pedro (no verso 16), e não no próprio Pedro como pessoa. Pedro afirmou que “tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo” (v.16), e Jesus confirmou que sobre esta mesma pedra confessada por ele [Pedro] a Igreja estaria edificada (v.18), isto é, sobre ele mesmo, o “Cristo, o Filho do Deus vivo” (v.16), porque “ninguém pode lançar outro fundamento senão aquele que já está posto, o qual é Cristo Jesus” (1Co.3:11).

 

O artigo do Rafael Rodrigues não passa de um engodo mentiroso e mal elaborado que ainda por cima nega a diferença entre petrus e petra, que o próprio Agostinho fazia questão de diferenciar claramente!!! Será que o Rafael Rodrigues quer dar “aula” de grego para o doutor da Igreja, Agostinho bispo de Hipona, que conviveu nos primeiros séculos e falava neste mesmo grego koiné??? Quantas aulas de grego será que este Rafael Rodrigues fez, para querer dar aula de grego para um erudito e doutor da Igreja que escrevia no século IV exatamente no grego das Escrituras?

 

É óbvio que existe diferença entre petrus e petra. O primeiro significa um “fragmento de rocha”; já o segundo significa uma “massa” de rocha. Ora, existe uma grande diferença entre uma massa rochosa e apenas um pedaço (fragmento) de uma. Corte uma rocha em pedaços, que você tem um petrus. Conserve uma massa rochosa inabalável, e você terá uma petra!

 

É óbvio, então, que Cristo estava se referindo a duas coisas diferentes, como o próprio léxico da Concordância nominal de Strong atesta e confirma tal distinção:

 

kagw de soi legw oti su ei petroV kai epi tauth th petra oikodomhsw mou thn ekklhsian kai pulai adou ou katiscusousin authV - Mateus 16,18

 

4074 πετρος Petros

-Aparentemente, palavra primária; um pedaço de rocha; como um nome, Petrus, um apóstolo: Pedro.

 

4073 πετρα petra

-Feminino da Petrov – Petrus 4074, uma massa de rocha, literalmente ou figurativamente.

 

Está aí acima o original grego, com as definições em seguida de acordo com o dicionário grego e hebraico de Strong, o mais reconhecido léxico grego de todos os tempos. Dito em termos simples, Jesus disse a Pedro:

 

“Tu és PETRUS...”– Um fragmento de pedra.

 

E sobre a sua revelação:

 

“Sobre esta PETRA”– Uma rocha firme; uma massa de rocha.

 

Em outras palavras, Pedro é um fragmento de pedra edificado sobre a massa rochosa, que é a confissão em Cristo relatada no verso 16. Seria muito estranho que o fundamento da Igreja (petrus) fosse apenas um “fragmento” de pedra, e não uma massa rochosa. Fundamentos não são e nunca foram apenas “pedaços” de pedra! Fundamentos são massas firmes e inabaláveis de rocha. O fundamento é o próprio Cristo Jesus (1Co.3:11).

 

O fato é que Jesus não estava rebaixando o nível de Pedro. Pelo contrário, ele estava reconhecendo Pedro como um pedaço de Pedra importante na Igreja, que estava edificada sobre uma pedra maior, uma massa de rocha inabalável, como o fundamento da Igreja, que é o próprio Cristo que ele havia confessado (v.16).

 

Além disso, vale ressaltar também o fato de que petrus é uma palavra que está no masculino, enquanto que petra é uma palavra que está no feminino. Portanto, ou Cristo estava se referindo a Pedro no feminino (o que seria um total absurdo, já que Pedro era homem!), ou então a referência dele era sobre A (feminino) confissão dele no v.16, e não sobre O (masculino) próprio Pedro, pessoalmente.

 

Ademais, vale ressaltar também que no original grego a palavra petra é um feminino singular e está na terceira pessoa, enquanto que petrus é um masculino plural e está na segunda pessoa. Essas diferenças são marcantes no grego e eliminam por completo as chances católicas da pedra ser o próprio Pedro, e fizeram com que os Pais da Igreja (a exemplo de Agostinho) percebessem que a pedra é a confissão em Cristo e não Pedro. Porém, quando transliterado para o português, essas diferenças marcantes são omitidas, o que deixa a interpretação católica menos insustentável.

 

Por exemplo, quando analisamos o texto em português, absolutamente não há nenhum problema em ligar Pedro à “pedra”:

 

“...tu és Pedro, e sobre esta Pedra edificarei a minha Igreja...”

 

Porém, os escritores bíblicos escreveram no grego, e não no português! E, em grego, há uma total discordância entre uma sentença e outra. De fato, a des-ligação e o contraste é tão forte que somente alguém com sérios problemas pode afirmar que uma coisa é exatamente a referência à outra, à luz de todas as diferenças:

 

“...tu és petrus [fragmento de pedra, masculino plural, segunda pessoa], e sobre esta petra [rocha inabalável, feminino singular, terceira pessoa] edificarei a minha Igreja...”

 

Dá para ver claramente como uma coisa não tem nada a ver com a outra. Tente misturar um masculino plural em segunda pessoa com um feminino singular em terceira pessoa para ver que “ligação” acontece! E, ainda por cima, junte isso ao fato de que um tem um significado diferente do outro! É evidente que, como atesta os Pais da Igreja e em especial Agostinho, a “pedra” é a revelação de Pedro acerca do próprio Cristo, que é o fundamento da Igreja:

 

Mateus 16
13
E, chegando Jesus às partes de Cesaréia de Filipe, interrogou os seus discípulos, dizendo: Quem dizem os homens ser o Filho do homem?
14 E eles disseram: Uns, João o Batista; outros, Elias; e outros, Jeremias, ou um dos profetas.
15 Disse-lhes ele: E vós, quem dizeis que eu sou?
16 E Simão Pedro, respondendo, disse: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo. [a declaração de fé de Pedro]
17 E Jesus, respondendo, disse-lhe: Bem-aventurado és tu, Simão Barjonas, porque isto [a declaração de fé de Pedro]não foi lhe foi revelado pela carne e o sangue, mas meu Pai, que está nos céus.
18 Pois também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra [a declaração de fé de Pedro] edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela.

 

Quando contextualizamos a passagem e mostramos as diferenças marcantes no original grego, as pretensões católicas são simplesmente aniquiladas. Tanto é verdade que os outros evangelhos simplesmente omitem o verso 18 que os católicos tanto gostam, por já estar claro e auto-evidente que é no verso 16 que está toda a chave e revelação (a “pedra de revelação”) do texto. Vejamos o que dizem Marcos e Lucas:

 

Marcos 8
8:27
E saiu Jesus, e os seus discípulos, para as aldeias de Cesaréia de Filipe; e no caminho perguntou aos seus discípulos, dizendo: Quem dizem os homens que eu sou?
8:28 E eles responderam: João o Batista; e outros: Elias; mas outros: Um dos profetas.
8:29
E ele lhes disse: Mas vós, quem dizeis que eu sou? E, respondendo Pedro, lhe disse: Tu és o Cristo.
8:30
E admoestou-os, para que a ninguém dissessem aquilo dele.

 

Lucas 9
9:18
E aconteceu que, estando ele só, orando, estavam com ele os discípulos; e perguntou-lhes, dizendo: Quem diz a multidão que eu sou?
9:19 E, respondendo eles, disseram: João o Batista; outros, Elias, e outros que um dos antigos profetas ressuscitou.
9:20 E disse-lhes: E vós, quem dizeis que eu sou? E, respondendo Pedro, disse: O Cristo de Deus.
9:21
E, admoestando-os, mandou que a ninguém referissem isso,
9:22 Dizendo: É necessário que o Filho do homem padeça muitas coisas, e seja rejeitado dos anciãos e dos escribas, e seja morto, e ressuscite ao terceiro dia.

 

Note que nem Lucas nem Marcos fazem qualquer citação do verso 18 encontrado em Mateus. Por que eles simplesmente omitem a sequencia? Porque o mais importante do texto não está em Pedro (v.18), mas na sua confissão de fé (v.16). Por isso, eles citam o v.16 de Mateus, sem mencionar a sua continuação, pois a petra de revelação já havia sido mencionada em ambos os casos. Mas se a pedra fosse o próprio Pedro, então isso significaria que os dois evangelistas “se esqueceram” de relatar exatamente o mais importante da passagem!

 

Isso significaria que eles simplesmente omitiram do público o tema principal da passagem (que seria a Igreja edificada sobre Pedro, conforme dizem os católicos). É claro que os evangelistas não iriam se rebaixar a tal ponto de omitirem o ponto fundamental da fé. Eles transcreveram o verso 16 de Mateus porque aquilo já era o suficiente para sabermos que a pedra era “Cristo, o Filho do Deus vivo” (Mt.16:16). E o próprio Mateus faz questão de diferenciar as sentenças (como mostradas acima), para deixar claro que a pedra era aquilo que antes foi mencionado a respeito de Cristo (v.16), e não o próprio Pedro. Se a citação fosse a respeito de Pedro, a passagem ficaria assim:

 

“...tu és Pedro, e sobre ti edificarei a minha Igreja...”

 

Se a pedra fosse Pedro, Jesus teria simplesmente deixado isso claro desta maneira (“sobre ti”), e não lançado mão do contrasteentre petrus e petra. Ora, o próprio Jesus fazia isso de diversas maneiras, como quando disse a respeito de Jerusalém nas seguintes palavras:

 

“Porque dias virão sobre ti, em que os teus inimigos te cercarão de trincheiras, e te sitiarão, e te estreitarão de todos os lado” (Lucas 19:43)

 

No original grego está assim:

 

oti hxousin hmerai epi se kai peribalousin oi ecqroi sou caraka soi kai perikuklwsousin se kai sunexousin se pantoqen” – Lucas 19:43.

 

Este “epi se” é o equivalente a “sobre ti”. Seguindo essa mesma lógica, Cristo poderia se referir a Pedro da mesma forma que fez com Jerusalém, sem rodeios e nem jogo de palavras, desta maneira:

 

“...tu és Pedro, e sobre ti [epi se] edificarei a minha Igreja...”

 

Porém, não foi isso o que Cristo fez. Ele lançou mão da diferença entre petrus e petra, pois a revelação de Pedro a respeito de Cristo é exata, pois ele é o único fundamento da Igreja (1Co.3:11). Pedro é relatado como sendo uma coluna, e não o próprio fundamento:

 

“Reconhecendo a graça que me fora concedida, Tiago, Pedro e João, tidos como colunas, estenderam a mão direita a mim e a Barnabé em sinal de comunhão. Eles concordaram em que devíamos nos dirigir aos gentios, e eles, aos circuncisos” (Gálatas 2:9)

 

Note que Pedro (assim como Tiago e João) era coluna da Igreja, e não o fundamento dela! Se o texto de Mateus 16.18 deve ser interpretado erroneamente e sem exegese da maneira que os católicos fazem, então teríamos a Igreja edificada sobre Pedro (o fundamento), e não Pedro estando edificado sobre o fundamento! Se os católicos ainda não sabem, as “colunas” eram edificadas sobre o fundamento, e não o fundamento sobre as colunas!

 

Há algum tempo atrás um sujeito chamado “Fernando Nascimento” (que foi refutado por mim aqui) criou um desenho onde coloca Pedro como a pedra fundamental e Jesus sendo apenas a “pedra angular”. Este argumento é ridículo, pois a Bíblia afirma que é o próprio Jesus o fundamento, e mais do que isso: que ele é o único fundamento e que ninguém mais pode ser posto além dele:

“Porque ninguém pode pôr outro fundamento além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo” (1 Coríntios 3:11)

Portanto, Jesus é o ÚNICO FUNDAMENTO e ao mesmo tempo é a pedra angular. A figura montada pelo católico é simplesmente absurda e herética, pois mostra Pedro como sendo o fundamento e Jesus edificado sobre Pedro. Além do fato disso ser uma terrível heresia à luz de 1Cor.3:11, isso também levaria a crer que Pedro é superior a Jesus, pois não é Pedro que está edificado sobre Cristo, mas Cristo sobre Pedro!

Já imaginou no que daria um absurdo desses? Isso significaria que Jesus é dependente de Pedro, assim como a pedra angular é dependente do fundamento. Se Pedro é o fundamento da Igreja e Jesus está sobre ele, então é Jesus que está dependente de Pedro, e não o contrário!

Isso é um absurdo, uma heresia, uma blasfemia! O próprio Pedro declarou que a pedra em questão era Jesus (1Pe.2:4), e que ele (como os demais cristãos) eram “pedras vivas” edificadas sobre a pedra principal (1Pe.2:4-6).

 

A correta figura da Igreja é apresentada a seguir:

 

 

Em resumo, se algum católico quiser contestar este meu estudo, terá primeiramente que:

 

1. Mostrar que sabe mais de grego do que o santo e doutor da Igreja, Agostinho (bispo de Hipona), o principal da sua época e que afirmava abertamente que era Cristo e não Pedro a “pedra” em questão em Mt.16:18, tendo como base o original grego para as suas formulações.

 

2. Mostrar como alguém pode ser um “fragmento de pedra” (petrus) e ao mesmo tempo ser uma rocha grande e inabalável (petra).

 

3. Mostrar como um substantivo masculino (petrus) pode estar relacionado a um substantivo feminino (petra), e também por que Jesus teria se referido a Pedro no feminino quando poderia simplesmente evitar os problemas e aplicar o “epi se” (“sobre ti”).

 

4. Me mostrar como um masculino plural em segunda pessoa pode estar diretamente relacionado a um feminino singular em terceira pessoa como sendo exatamente a mesma coisa!

 

5. Me mostrar como que Pedro era considerado “coluna” na Igreja (Gl.2:9), se os católicos dizem que ele era a pedra fundamental sobre a qual a Igreja estava edificada (i.e, como que Pedro era uma coluna edificada sobre o fundamento quando na verdade ele deveria ser o próprio fundamento e os outros estarem edificados sobre ele!).

 

6. Me mostrar como que Pedro pode “dividir” a tarefa de pedra fundamental com Jesus, sendo que Paulo declarou categoricamente que Cristo é o único fundamento e que ninguém pode ser posto além dele (1Co.3:11).

 

7. Me mostrar por que os outros evangelistas (Marcos e Lucas) sequer se preocupam em mencionar o verso 18 de Mateus 16 (mas apenas citam o v.16), sendo que para os católicos a “pedra” está encontrada exatamente no v.18 que está omitido, e não no verso 16 que é mostrado!

 

8. Me explicar o porquê que Jesus disse várias vezes “sobre ti” [epi se], quando aplicado à própria pessoa, coisa ou cidade a qual ele diretamente se referia, mas quando é com Pedro ele não fala “sobre ti” [epi se], mas sobre uma pedra maior e inabalável (petra) do que o que havia sido referido antes (petrus).

 

Enfim, vou deixar só essas daqui por enquanto, para os católicos não quebrarem muito a cabeça respondendo a todas essas questões. Afinal, um grupo que não sabe nem sequer a diferença entre “fundamento” e “coluna” certamente não vai ter a mínima ideia de resposta a qualquer uma dessas questões...

 

Ressaltando que em breve eu pretendo escrever um artigo exclusivo sobre Mateus 16:18 (essa resposta breve foi apenas um pequeno aperitivo), no qual irei passar exaustivas provas nos Pais da Igreja, no original grego, no contexto, na gramática e na exegese, desmontando ainda mais este amontoado de sofimas elaborados pela Igreja de Roma.

 

Espero ter lher respondido satisfatoriamente.

 

Em Cristo,

Lucas Banzoli.

 

 

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Por: Lucas Banzoli (artigo de 17/12/2011).

 

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