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EXISTÊNCIA DE DEUS (P4)
EXISTÊNCIA DE DEUS (P4)

PROVA 10 - OS PRINCÍPIOS ANTRÓPICOS

 

"HOUSTON, TEMOS UM PROBLEMA!"

 

São 13 de abril de 1970, dois dias depois que o comandante da missão Jim Lovell e dois outros astronautas saíram da atmosfera terrestre na Apollo 13. Eles estão agora voando no espaço a mais de 3 mil quilômetros por hora, ansiosamente esperando por uma caminhada que apenas alguns homens fizeram: andar na superfície da Lua. Tudo está saindo conforme a planejada em sua espaçonave tão magnificamente projetada. Nas palavras do própria Lavell, ele e sua equipe estão "felizes da vida'. Mas tudo isso está prestes a mudar.

Depois de 55 haras e 54 minutos do início da missão, logo. depois de completar uma transmissão de televisão para a Terra, Lavell está arrumando alguns fios quando ouve um barulho muito forte. Num primeiro momento, acha que é apenas a piloto Jack Swigert fazenda uma brincadeira ao acionar secretamente uma válvula barulhenta. Mas, quando ele vê a expressão de preocupação no rosto de Swigert — aquela expressão que diz "Não fui eu!" -, Lavell rapidamente percebe que não é uma piada.

O diálogo entre as astronautas Lavell, Swigert, Fred Haise e Charlie Duke (Duke está na Terra, em Houston) é mais ou menos assim:

Swigert: — Houston, temos um problema.

Duke: — Aqui é Houston. Repita, por favor.

Lovell: — Houston, houve um problema. Tivemos uma queda de voltagem na linha B.

Duke: — Entendido. Queda de voltagem na linha B.

Haise: — O.k. Neste momento, Houston, a voltagem parece ... estar boa. Ouvimos um barulho bastante forte, juntamente com sinais de alerta aqui no painel. Até onde me lembro, a linha B foi aquela que apresentou um pico algum tempo atrás.

Duke: — Entendido, Fred.

Haise: — Esse solavanco deve ter abalado o sensor de oxigênio número 2. Ele estava oscilando para baixo, em torno de 20 a 60%. Agora ele está no ponto máximo.

Nesse momento, as astronautas não estão totalmente cientes do que está acontecendo. Os sensores dos tanques de oxigênio parecem trabalhar de maneira errática. Estão mostrando que a quantidade de oxigênio nos tanques está variando de 20% até a impossível quantidade de 100%. Enquanto isso, a despeito da observação inicial de Haise de que "a voltagem parece estar boa", diversas luzes de advertência na categoria "Avisos Principais" do sistema elétrico do espaço nave estão dizendo o contrário.

Dentro de poucos minutos, a terrível natureza do problema torna-se aparente. A Apollo 13 não tem apenas um problema nos sensores. Ela tem um problema real. A nave — localizado agora a mais de 200 mil milhas náuticas da Terra e afastando-se de casa — está rapidamente perdendo oxigênio e força. Duas das três células de combustível estão inativas e a terceira está deteriorando-se rapidamente. Haise notifica Houston sobre a situação da energia:

Haise: — AC 2 está vazia ... Temos agora uma queda na voltagem do circuito A. .. Está mostrando 25 e meio.  circuito B está zerado agora.

Então Lovell relata o problema do oxigênio:

Lovell: — ... e a quantidade de 02 no tanque 2 está marcando zero. Entenderam?

Houston: — Quantidade de 02 no tanque 2 é zero.

Então, quando olha por uma escotilha, Lovell vê aquilo que parece ser um gás escapando para o espaço pela parede lateral da espaço nave.

Lovell: — Está me parecendo, ao olhar pela escotilha, que alguma coisa está escapando.

Houston: — Entendido.

Lovell: — Estamos ... estamos perdendo alguma coisa, algo está vazando para o espaço.

Houston: — Entendido. Copiamos, algo está vazando.

Lovell: É algum tipo de gás.

Mais tarde, confirmou-se que o gás era oxigênio. Embora a tripulação não soubesse disso ainda, o tanque de oxigênio número 2 havia explodido e danificado o tanque 1 no processo. Lovell não podia ver o dano, apenas o gás escapando.

Constante antrópica 1: Nível de oxigênio. Aqui na Terra, o oxigênio responde por 21 % da atmosfera. Esse número preciso é uma constante antrópica que torna possível a vida no planeta. Se o oxigênio estivesse numa concentração de 25%, poderia haver incêndios espontâneos; se fosse de 15%, os seres humanos ficariam sufocados. Lovell e sua equipe precisavam encontrar uma maneira de manter o nível correto de oxigênio dentro da espaçonave.

Mas o oxigênio não era o único problema. Do mesmo modo em que acontece na atmosfera da Terra, qualquer mudança em uma das constantes dentro da espaçonave pode afetar as várias outras que também são necessárias à vida. A explosão gerou um decréscimo não apenas no oxigênio, mas também na eletricidade e na água. Na Apollo 13, a água e a eletricidade são produzidas ao combinar-se oxigênio com hidrogênio em células de combustível. Sem oxigênio, não haveria maneira de produzir ar, água e energia. Uma vez que eles estão no vácuo do espaço, não existe nenhuma fonte de oxigênio do lado de fora.

A situação é tão inimaginável que Jack Swigert diria mais tarde: "Se alguém colocasse um acidente como esse no simulador", significando uma falha quádrupla das células de combustível 1 e 3 e dos tanques de oxigênio 1 e 2, "nós diríamos 'escute aqui, pessoal, vocês não estão sendo realistas' ".

Infelizmente não estavam no simulador, mas enfrentavam uma emergência real numa espaço nave a dois terços do caminho para a Lua. O que eles podem fazer? Felizmente existe um bote salva-vidas. O módulo lunar (ML) tem provisões que podem ser usadas numa emergência. O ML é a nave acoplada na parte superior do módulo de comando (MC) que, controlada por dois dos astronautas, descerá na Lua, enquanto o terceiro astronauta permanece em órbita. É óbvio que descer na Lua é uma atividade que está prestes a ser cancelada: salvar a vida dos astronautas é a nova missão da Apollo 13.

Num esforço de economizar energia para a reentrada, os astronautas rapidamente desligam o módulo de comando e sobem para o ML. Mas não é por estarem no ML que os astronautas estão fora de perigo. Eles ainda precisam circundar a Lua para conseguir voltar para a Terra. Isso vai levar tempo — um tempo que não têm. O ML tem condições de sustentar dois homens por cerca de 40 horas, mas precisa sustentar três homens por quatro dias!

Como resultado disso, todo esforço é feito para economizar água, oxigênio e eletricidade. Todos os sistemas não essenciais são desligados — incluindo o aquecimento -, e os astronautas diminuem o consumo de água para apenas um pequeno copo por dia. Sentindo-se mal, Haise logo começa a ter febre, e os outros astronautas lentamente ficam desidratados. Isso torna a concentração ainda mais difícil.

Infelizmente, pelo fato de todos os sistemas automáticos estarem desligados, a situação exige uma grande concentração por parte dos astronautas. Além de circundar a Lua, a tripulação precisa fazer várias correções de curso manuais para assegurar que atinjam o ângulo correto de reentrada e aumentem a velocidade de sua viagem de volta para casa. Para fazer isso, eles terão de navegar manualmente pelas estrelas. Uma vez que os escombros da explosão continuam em volta da espaçonave no vácuo do espaço, os astronautas não podem distinguir as estrelas da luz do Sol refletida nos escombros. Conseqüentemente, só lhes resta usar a Terra e o Sol como pontos de referência navegacionais observáveis pela escotilha da espaço nave.

Usando esse método bastante rudimentar, verificam seus cálculos repetidas vezes para assegurar-se de que estão certos. Há pouca margem para erro. O fato é que eles precisam colocar a espaço nave num ângulo de entrada que não pode ser menor que 5,5 graus e não maior que 7,3 graus abaixo da linha do horizonte da Terra (do ponto de vista da espaçonave). Qualquer desvio dessa faixa fará a nave ricochetear para o espaço, para fora da atmosfera terrestre, ou ser queimada durante a descida.

Constante antrópica 2: Transparência atmosférica. A pequena janela que os astronautas devem atingir reflete os padrões perfeitos pelos quais o Universo foi planejado. Enquanto a atmosfera apresenta-se como um problema de entrada para os astronautas, ela também mostra qualidades que são absolutamente essenciais para a vida aqui na Terra. O grau de transparência da atmosfera é uma constante antrópica. Se a atmosfera fosse menos transparente, não haveria radiação solar suficiente sobre a superfície da Terra. Se fosse mais transparente, seríamos bombardeados com muito mais radiação solar aqui embaixo (além da transparência atmosférica, a composição da atmosfera, com níveis precisos de nitrogênio, oxigênio, dióxido de carbono e ozônio, é, por si só, uma constante antrópica).

Constante antrópica 3: Interação gravitacional entre a Terra e a Lua. Enquanto começam a se preparar para circundar a Lua, os astronautas deparam-se com outra constante antrópica. Essa constante está relacionada à interação gravitacional que a Terra tem com a Lua. Se essa interação fosse maior do que é atualmente, os efeitos sobre as marés dos oceanos, sobre a atmosfera e sobre o tempo de rotação seriam bastante severos. Se fosse menor, as mudanças orbitais provocariam instabilidades no clima. Em qualquer das situações, a vida na Terra seria impossível.

Após seu encontro com a Lua, os astronautas são finalmente direcionados para a Terra. Contudo, surge ainda outro problema. As delicadas condições de vida dentro da espaçonave estão ficando contaminadas. A medida que o oxigênio é consumido, os astronautas geram um novo problema simplesmente por exalar, ou seja, o dióxido de carbono está começando a alcançar níveis perigosos dentro da espaçonave. Se não conseguirem achar uma maneira de filtrar o dióxido de carbono no ML, os três astronautas serão envenenados por sua própria respiração!

O Controle da Missão pede que os astronautas desembalem filtros extras criados para o módulo de comando (a parte da espaçonave que foi descartada e que teve sua energia desligada) para verificar se eles podem ser usados no ML. Contudo, em vez de receberem as tão esperadas boas notícias, os astronautas logo percebem que os filtros do MC são de tamanho e forma diferentes dos usados no ML! O fornecedor A aparentemente não estava de acordo com o fornecedor B! Frustrado, o diretor de vôo Gene Krantz — que pronunciou a famosa frase "O fracasso não é uma opção!" no Controle da Missão — vocifera: "Isso não pode ser um projeto do governo!".

Revirando-se em busca de uma solução, os engenheiros da NASA em terra começam a trabalhar freneticamente: procuram uma maneira de encaixar os filtros quadrados do MC nos buracos redondos do ML apenas com os materiais que podem ser encontrados na espaçonave. Eles descobrem uma maneira de fazê-lo e começam a explicar o processo de montagem para a tripulação. Esse processo engenhoso envolve o uso de papelão, pedaços da, roupa dos astronautas, sacos para acondicionamento de materiais e fita crepe (sim, ela também conserta qualquer coisa no espaço — não deixe de ter uma em sua casa!).

Constante antrópica 4: Nível de dióxido de carbono. É claro que esse tipo de implementação não é necessária aqui na Terra porque a atmosfera terrestre mantém o nível correto de dióxido de carbono. Essa é outra constante antrópica. Se o nível de CO2 fosse mais alto do que é agora, teríamos o desenvolvimento de um enorme efeito estufa (todos nós seríamos queimados). Se o nível fosse menor, as plantas não seriam capazes de manter uma fotossíntese eficiente (todos nós ficaríamos sufocados — o mesmo destino que os astronautas estavam tentando evitar).

Felizmente os filtros adaptados trabalham bem e dão à tripulação um tempo valioso (além de fornecer ar respirável). Logo chega o momento de se livrar do módulo de serviço danificado. Quando o módulo de serviço se afasta, a tripulação vê pela primeira vez a extensão dos danos: a explosão do tanque de oxigênio arrancou um pedaço da cobertura do módulo de serviço com uma área de cerca de 3,5 m por 2 m, atingiu as células de combustível e danificou uma antena. Se uma explosão com a metade da intensidade tivesse acontecido perto do escudo do módulo de comando, o resultado seria um problema catastrófico para a espaçonave e a perda da tripulação.

Ao se aproximarem da reentrada, a tripulação volta para o módulo de comando para tentar religá-lo. Essa é sua única esperança de chegar em casa (o ML não possui um escudo para proteção contra o calor). Mas com as três células de combustível inoperantes e tendo apenas a eletricidade fornecida por uma bateria, o procedimento normal de ligação do MC não funcionaria. Não é possível religar todos os sistemas simplesmente porque não existe força suficiente nas baterias! Como resultado, precisam confiar em um novo procedimento de ligação que os engenheiros e astronautas da NASA haviam acabado de desenvolver na Terra.

Para complicar, a água condensada está agora pingando dos painéis de controle do Me, onde a temperatura abaixou, atingindo 3,30 C. Será que os painéis poderiam entrar em curto-circuito? Os sistemas necessários entrariam em funcionamento? Esse é um ambiente perigoso para usar eletricidade, mas eles não têm escolha.

Apesar do perigo, a nova seqüência de ligação dos sistemas é bem-sucedida, e os astronautas colocam o cinto de segurança para a reentrada. De volta à Terra, o mundo está de olho no destino daqueles três homens. Novos boletins e coletivas de imprensa fornecem informações atualizadas. O Congresso emite uma resolução pedindo que o povo norte-americano ore, o papa pede ao mundo que faça o mesmo, enquanto a bordo de uma cápsula espacial danificada aqueles três bravos norte-americanos aceleram rumo à atmosfera terrestre com grande velocidade. Dentro de instantes, serão puxados pela gravidade da Terra para uma velocidade máxima de aproximadamente 40 mil quilômetros por hora. Isso equivale a pouco mais de 11 quilômetros por segundo!

Constante antrópica 5: Gravidade. A gravidade que está puxando os astronautas de volta para casa é outra constante antrópica. Sua força pode ser impressionante, mas não poderia ser em nada diferente para que a vida existisse aqui no planeta. Se a força gravitacional fosse alterada em 0,00000000000000000000000000000000000001 por cento, nosso Sol não existiria e, portanto, nós também não. Isso é que é precisão!

Enquanto nossos astronautas se encaminham para a Terra em sua espaço nave avariada, ninguém tem certeza se sobreviveriam à violenta e intensamente quente reentrada. Muitas perguntas permaneciam sem resposta: O escudo térmico está intacto? A nave está realmente no ângulo de entrada correto? As baterias do MC funcionariam durante a reentrada? Os pára-quedas abririam corretamente? Para deixar as coisas ainda piores, havia um alerta de furacão na área de recuperação da cápsula.

À luz de todas essas incertezas, os astronautas elogiaram a equipe de terra pouco antes do silêncio de rádio de três minutos que acompanha a reentrada:

Swigert: — Olha, quero dizer que vocês estão fazendo um ótimo trabalho.

Houston: — Vocês também, Jack.

Swigert: — Sei que todos nós aqui queremos agradecer a todos vocês aí embaixo o trabalho maravilhoso que fizeram.

Lovell: — É isso aí, Joe.

Houston: — Digo a vocês que foi muito bom fazer tudo isso.

Lovell: — É muito atencioso de sua parte.

Houston: — Essa é a coisa mais amável que alguém já me disse! Houston: — O.k., perda de sinal em um minuto ... Bem-vindos ao lar.

Swigert: — Obrigado.

Durante a reentrada, um avião militar C-135 está voando em círculos pela área de recuperação para prover o elo de comunicação necessário com o centro de controle da missão. Contudo, depois de três minutos, não há contato com os astronautas. A tensão cresce:

Houston: — A Apollo 13 deveria sair do blecaute agora. Estamos esperando por algum relatório do ARIA (Apollo Range Instrumentation Aircraft).

Vôo: — Rede, nenhum contato do ARIA?

Rede: — Até agora nada, Vôo (longa pausa).

Já se passaram quatro minutos desde a reentrada — ainda não houve nenhum contato. Nenhuma reentrada durou tanto tempo.

Houston: — Aguardando um relatório sobre captação de sinal (pausa).

Finalmente o avião recebe um sinal da cápsula:

Houston: — Temos uma informação de que o ARIA 4 captou um sinal.

Mas ainda não há nenhuma confirmação de que alguém esteja vivo.

Houston: — Odyssey, aqui é Houston aguardando. Câmbio.

Para o alívio de todos, Swigert finalmente fala:

Swigert: — O.k., Joe.

Houston: — O.k., nós recebemos a transmissão, Jack!

Os astronautas estão vivos, mas ainda há um último obstáculo: os dois estágios dos pára-quedas, primeiramente o de desaceleração e depois o principal, precisam funcionar, ou tudo estará perdido. Sem a abertura correta dos páraquedas, os astronautas serão esmagados quando a cápsula atingir o oceano a 480 quilômetros por hora.

Houston: — Menos de dois minutos para a abertura do pára-quedas.

Momento de espera ...

Houston: — Relatório de que dois pára-quedas de desaceleração abriram corretamente. Vem agora a abertura dos pára-quedas principais (pausa). Aguardando confirmação da abertura dos pára-quedas principais.

Os pára-quedas principais abrem conforme planejado, e Houston obtém contato visual.

Houston: — Odyssey, Houston. Estamos vendo seus pára-quedas abertos. Isso é maravilhoso!

Finalmente, depois de quatro dias de um suspense de roer as unhas, os astronautas, o Controle da Missão e o resto do mundo dão um suspiro de alívio:

Houston: — Está todo mundo aplaudindo muito aqui no Controle da Missão! ... muitos aplausos enquanto os pára-quedas principais da Apollo 13 aparecem claramente nos monitores de televisão aqui.

A cápsula toca o oceano às 13h07 (fuso horário do leste dos EUA) de 17 de abril de 1970.

 

 

O PRINCÍPIO ANTRÓPICO: O PROJETO ESTÁ NOS DETALHES!

Quando algumas pessoas do Controle da Missão Apollo 13 começaram a expressar dúvidas de que os astronautas pudessem voltar vivos, o diretor de vôo Cene Krantz respondeu ao seu pessimismo com a seguinte frase: "Senhores, eu acho que este será nosso momento mais agradável". E realmente foi. A Apollo 13 ficou conhecida como o "fracasso bem-sucedido". Os astronautas não puderam caminhar na Lua, mas voltaram com sucesso à Terra apesar das condições quase letais que enfrentaram.

Assim como a tripulação sobreviveu apesar de todas as dificuldades que enfrentou no meio dessas condições quase mortais, nós também sobrevivemos contra todas as dificuldades neste pequeno planeta chamado Terra. Tal como a nossa Terra, as espaço naves da série Apollo foram projetadas para preservar a vida humana no meio do ambiente bastante hostil do espaço. Uma vez que os seres humanos só conseguem sobreviver dentro de um estreito espaço de condições ambientais, essas naves precisam ser planejadas com incrível precisão e milhares de componentes. Se apenas uma pequena coisa der errado, a vida humana correrá perigo.

Na Apollo 13, a pequena coisa que colocou a tripulação em risco parece insignificante demais para ser importante: o tanque de oxigênio número 2 caiu no chão de uma altura de 5 cm em algum momento antes de sua instalação. Esses pequenos 5 cm danificaram a fina parede do tanque e deram início a uma cascata de acontecimentos que culminaram com a sua explosão. Devido à natural interdependente dos componentes, o problema no sistema de oxigênio levou à falha os outros sistemas e quase à perda da espaçonave e da tripulação. Pense nisto: aquela pequena queda de uma altura de 5 cm gerou todos os problemas que os astronautas precisaram vencer para que pudessem sobreviver. Isso resultou em pouco oxigênio, pouca água e eletricidade, em muito dióxido de carbono e em erro de navegação.

Tal como uma pequena mudança na espaçonave, uma pequena mudança no Universo resultaria em grandes problemas para todos nós também. Como já vimos, cientistas descobriram que o Universo — tal como uma nave espacial — foi projetado com precisão para criar o próprio ambiente que suporta as condições de vida em nosso planeta. Um pequeno desvio em qualquer um dos inúmeros fatores ambientais e físicos (que estamos chamando de "constantes") impediria, até mesmo, que existíssemos. Tal como os componentes da Apollo 13, essas constantes são interdependentes — uma pequena mudança em uma delas pode afetar as outras, chegando até mesmo a impedir ou destruir as condições necessárias à vida.

O alcance da precisão do Universo faz o princípio antrópico ser talvez o mais poderoso argumento para a existência de Deus. Não se trata de simplesmente haver algumas constantes definidas de maneira bem aberta que talvez tenham aparecido por acaso. Não. Existem mais de cem constantes definidas com bastante precisão que apontam definitivamente para um Projetista inteligente. Já identificamos cinco delas. Vejamos outras dez:

1.Se a força centrífuga do movimento planetário não equilibrasse precisamente as forças gravitacionais, nada poderia ser mantido numa órbita ao redor do Sol.

2.Se o Universo tivesse se expandido numa taxa um milionésimo mais lento do que o que aconteceu, a expansão teria parado, e o Universo desabaria sobre si mesmo antes que qualquer estrela pudesse ser formada. Se tivesse se expandido mais rapidamente, então as galáxias não teriam sido formadas.

3.Qualquer uma das leis da física pode ser descrita como uma função da velocidade da luz (agora definida em 299.792.458 m por segundo). Até mesmo uma pequena variação na velocidade da luz alteraria as outras constantes e impediria a possibilidade de vida no planeta Terra.

4.Se os níveis de vapor d'água na atmosfera fossem maiores do que são agora, um efeito estufa descontrolado faria as temperaturas subirem a níveis muito altos para a vida humana; se fossem menores, um efeito estufa insuficiente faria a Terra ficar fria demais para a existência da vida humana.

5.Se Júpiter não estivesse em sua rota atual, a Terra seria bombardeada com material espacial. O campo gravitacional de Júpiter age como um aspirador de pó cósmico, atraindo asteróides e cometas que, de outra maneira, atingiriam a Terra.

6.Se a espessura da crosta terrestre fosse maior, seria necessário transferir muito mais oxigênio para a crosta para permitir a existência de vida. Se fosse mais fina, as atividades vulcânica e tectônica tornariam a vida impossível.

7.Se a rotação da Terra durasse mais que 24 horas, as diferenças de temperatura seriam grandes demais entre a noite e o dia. Se o período de rotação fosse menor, a velocidade dos ventos atmosféricos seria grande demais.

8.A inclinação de 230 do eixo da Terra é exata. Se essa inclinação se alterasse levemente, a variação da temperatura da superfície da Terra seria muito extrema.

9.Se a taxa de descarga atmosférica (raios) fosse maior, haveria muita destruição pelo fogo; se fosse menor, haveria pouco nitrogênio se fixando no solo.

10.Se houvesse mais atividade sísmica, muito mais vidas seriam perdidas; se houvesse menos, os nutrientes do piso do oceano e do leito dos rios não seriam reciclados de volta para os continentes por meio da sublevação tectônica (sim, até mesmo os terremotos são necessários para sustentar a vida como a conhecemos!).

O astrofísico Hugh Ross calculou a probabilidade de que essas e outras constantes — 122 ao todo pudessem existir hoje em qualquer outro planeta no Universo por acaso (i.e., sem um projeto Divino). Partindo da idéia de que existem 10 elevado a 22 planetas no Universo (um número bastante grande, ou seja, um número 1 seguido de 22 zeros), sua resposta é chocante: uma chance em 10 elevado a 138,isto é, uma chance em 1 seguido de 138 zeros! Existem apenas 10 elevado a 70 átomos em todo Universo. Com efeito, existe uma chance zero de que qualquer planeta no Universo possa ter condições favoráveis a vida que temos, a não ser que exista um Projetista inteligente por trás de tudo!

 

O ganhador do Prêmio Nobel Amo Penzias, um dos descobridores da radiação posterior ao Big Bang, expõe as coisas da seguinte maneira:

A astronomia nos leva a um acontecimento único, um Universo que foi criado do nada e cuidadosamente equilibrado para prover com exatidão as condições requeridas para a existência da vida. Na ausência de um acidente absurdamente improvável, as observações da ciência moderna parecem sugerir um plano por trás de tudo ou, como alguém poderia dizer, algo sobrenatural.

O cosmologista Ed Harrison usa a palavra "prova" quando considera as implicações do princípio antrópico na questão de Deus. Ele escreve: ''Aqui está a prova cosmológica da existência de Deus — o argumento do projeto de Paley atualizado e reformado. O ajuste uno do Universo nos dá evidências prima facie do projeto deístico".

 

 

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Extraído do Livro: “Não tenho fé suficiente para ser ateu”, de Norman Geisler e Frank Turek

 

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