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A TENTAÇÃO NO ÂMBITO DA CARNE, MENTE E ESPÍRITO
A TENTAÇÃO NO ÂMBITO DA CARNE, MENTE E ESPÍRITO

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“E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Romanos 12:2)

 

Um assunto de grande importância no meio cristão é referente ao tema de santificação do ser humano, ainda que em meio a um mundo que “jaz no maligno” (1Jo.5:19). A Bíblia admoesta claramente a andarmos separados das concupiscências da carne a fim de sermos separados como um povo escolhido e eleito do Senhor, como estrelas brilhando em meio a um mundo de perdição. Por isso, o cristão definitivamente não pode conviver com o pecado:

 

“Para que venham a tornar-se puros e irrepreensíveis, filhos de Deus inculpáveis no meio de uma geração corrompida e depravada, na qual vocês brilham como estrelas no universo, retendo firmemente a palavra da vida” (Filipenses 2:14,15)

 

“Quem semeia para a sua carne, da carne colherá destruição; mas quem semeia para o Espírito, do Espírito colherá a vida eterna” (Gálatas 6:8)

 

“E revestir-se do novo homem, criado para ser semelhante a Deus em justiça e em santidade provenientes da verdade” (Efésios 4:24)

 

“Que ele fortaleça os seus corações para serem irrepreensíveis em santidade diante de nosso Deus e Pai, na vinda de nosso Senhor Jesus com todos os seus santos” (1 Tessalonicenses 3:13)

 

“Porque Deus não nos chamou para a impureza, mas para a santidade” (1 Tessalonicenses 4:7)

 

“Amados, visto que temos essas promessas, purifiquemo-nos de tudo o que contamina o corpo e o espírito, aperfeiçoando a santidade no temor de Deus” (2 Coríntios 7:1)

 

“Cada um saiba controlar o próprio corpo de maneira santa e honrosa” (1 Tessalonicenses 4:4)

 

“Esforcem-se para viver em paz com todos e para serem santos; sem santidade ninguém verá o Senhor” (Hebreus 12:14)

 

“Visto que tudo será assim desfeito, que tipo de pessoas é necessário que vocês sejam? Vivam de maneira santa e piedosa” (2Pedro 3:11)

 

“Mas agora que vocês foram libertados do pecado e se tornaram escravos de Deus, o fruto que colhem leva à santidade, e o seu fim é a vida eterna” (Romanos 6:22)

 

Mas, assim como é santo aquele que os chamou, sejam santos vocês também em tudo o que fizerem” (1 Pedro 1:15)

 

“Assim como vocês ofereceram os membros dos seus corpos em escravidão à impureza e à maldade que leva à maldade, ofereçam-nos agora em escravidão à justiça que leva à santidade” (Romanos 6:19)

 

A Bíblia é muito clara em dizer que “sem santidade ninguém verá ao Senhor” (Hb.12;14) e, de fato, creio que todo o verdadeiro cristão já esteja plenamente ciente do fruto do pecado e suas consequências mortais. O fato aqui, que será abordado nestas linhas, não é apenas alertar o cristão contra o pecado, mas principalmente elucidar o tema, debater sobre o assunto em questão e mostrarmos saídas para este mal, acentuando o contraste entre carne, mente e Espírito. O meu objetivo aqui é, precisamente, escrever sobre este assunto crítico que, creio eu, ninguém esteja “acima de qualquer suspeita”. Para iniciarmos, nada melhor do que ir diretamente àquilo que Paul Washer perspicazmente chamou de a “Acrópoles” da fé cristã: Romanos 3:23 e contexto:

 

“Mas agora, sem lei, tem-se manifestado a justiça de Deus, que é atestada pela lei e pelos profetas; isto é, a justiça de Deus pela fé em Jesus Cristo para todos os que crêem; pois não há distinção. Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus; sendo justificados gratuitamente pela sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus” (Romanos 3:21-24)

 

A partir deste texto escrito por Paulo, vemos como o homem foi transformado em um ser naturalmente mal, mas mesmo assim é recebido e aceito por Deus que, pela a Sua Graça, nos perdoa e nos faz “justos” diante Dele, não por nossos próprios méritos, mas sim mediante o sangue de Cristo que agora “nos purifica de todo o pecado” (1Jo.1:7). O pecado significa separação – a separação que o homem teve em relação a Deus, logo na criação e que vai até os dias de hoje, especialmente sobre aqueles que seguem os desejos libertinos da carne. Ironicamente, “santidade” também significa “separação”, mas a separação que o homem deve ter para Deus. Assim vemos que o pecado é a separação de Deus, e a santidade é a separação para Deus.

 

Ora, se houve uma separação, então se presume que, em algum momento, o homem esteve junto de Deus. De fato, para entendermos o pecado devemos primeiramente regressar ao início de tudo, ou senão todo o sentido se perde. O homem foi criado com livre-arbítrio, capaz de escolher livremente entre amar a Deus ou odiá-lo, entre obedecê-lo ou não. A grande maioria das coisas nas quais o ser humano desfrutava antes da Queda (de Adão e Eva no Jardim) é uma figura do que acontecerá por ocasião da ressurreição, quando ganharemos um “corpo espiritual” (1Co.15:44), isto é, um corpo que, embora físico (Lc.24:39) e material (Jo.5:28,29), é guiado pelo Espírito que permanece, e não pela carne que perece; tem como próprio desejo agradar o Espírito e não a carne e é controlado pelo Espírito e não pela carne.

 

Uma prova muito forte disso se vê quando, no Jardim, apenas depois da Queda que Adão e Eva perceberam que estavam nus e sentiram vergonha de si mesmos. Isso nos mostra que os desejos libertinos e pecaminosos da carne não estavam ainda em sua plena atividade – o homem antes disso era controlado pelo Espírito, e não pela carne. De fato, podemos perfeitamente dizer, e sem medo de errar, que a própria carne era algo que tinha o desejo de agradar a Deus. Com a Queda, os seres humanos deixaram de serem naturalmente bons e passaram a ser naturalmente ruins, ou seja, a nossa carne (natureza) foi marcada pelo pecado (i.e, separação) em relação a Deus.

 

Disso resultou toda uma desvalorização do ser humano sobre o que significa a santidade e o temor a Deus, e também naturalmente a perversidade foi aumentando gradativamente mais. Nem mesmo o Dilúvio ou a destruição de Sodoma e Gomorra conseguiram barrar esse quadro. A natureza do ser humano passou a ser tão carnal, que o próprio homem se tornou refém dele mesmo, isto é, da carne que habita nele e que, de certo modo, é ele! Sempre é bom voltarmos ao quadro da criação antes da Queda para compreendermos que, apesar do Deus onisciente saber que o pecado entraria no mundo, não era de sua intenção inicial que o homem já fosse naturalmente mau.

 

A maldade, o pecado, nos afastou de Deus, e, deste modo, destituídos estamos da Sua Glória. O livre-arbítrio do homem foi usado de maneira errada para contribuir para a Queda; o pecado do homem foi o que causou a sua separação de Deus e a separação de Deus foi o que causou uma natureza pecaminosa, naturalmente má. Porque Deus é o único que é naturalmente bom, e, portanto, tudo aquilo que está separado dele (como é o nosso caso – Rm.2:23) deve-se por necessariedade ser naturalmente mal.

 

Quando chamaram Jesus de “bom”, ele respondeu dizendo que somente Deus é bom (Lc.18:19). Isso nos mostra que não é possível que a natureza humana seja “boa”, pois deve conter algo que seja inclinado para o mal. Embora este quadro seja plenamente removido na vida futura, enquanto estamos no tempo chamado “hoje” temos que aprender a conviver com isso. Aprender sim, mas nos conformarmos jamais!

 

“E não vos conformeis a este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus” (Romanos 12:2)

 

Aprender significa exatamente instruir-se, receber determinada instrução. Se você não se instrui acerca de determinado tema, o que já era difícil torna-se inconcebível alguma tentativa de sucesso. O texto base deste estudo não poderia ser outro senão o texto em que Paulo aborda bem o contraste nítido entre carne, mente e Espírito:

 

Romanos 7

14 Porque bem sabemos que a lei é espiritual; mas eu sou carnal, vendido sob o pecado.
15 Pois o que faço, não o entendo; porque o que quero, isso não pratico; mas o que aborreço, isso faço.
16 E, se faço o que não quero, consinto com a lei, que é boa.
17 Agora, porém, não sou mais eu que faço isto, mas o pecado que habita em mim.
18 Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem algum; com efeito o querer o bem está em mim, mas o efetuá-lo não está.
19 Pois não faço o bem que quero, mas o mal que não quero, esse pratico.
20 Ora, se eu faço o que não quero, já o não faço eu, mas o pecado que habita em mim.
21 Acho então esta lei em mim, que, mesmo querendo eu fazer o bem, o mal está comigo.
22 Porque, segundo o homem interior, tenho prazer na lei de Deus;
23 mas vejo nos meus membros outra lei guerreando contra a lei da minha mente, e me levando cativo à lei do pecado, que está nos meus membros.
24 Miserável homem que eu sou! Quem me livrará do corpo desta morte?
25 Graças a Deus, por Jesus Cristo nosso Senhor! De modo que eu mesmo com a mente sirvo à lei de Deus, mas com a carne à lei do pecado.

 

A questão do pecado é tão séria, que nem mesmo o nosso grande apóstolo Paulo estava isento de tal luta interior. Nestes versos fica muito evidente o contraste existente entre a mente, a carne e o Espírito (Santo). Tentaremos definir cada um deles.

 

 

Carne

 

Por causa da Queda, é sempre inimiga de Deus. A carne não se converte, mas morre na cruz! Ela não pode deixar de ser má para ser boa enquanto ainda vivemos neste presente tabernáculo. A carne é “inimiga de Deus, pois não se sujeita a lei de Deus, e nem pode fazê-lo” (Rm.8:7). Embora a carne sempre seja naturalmente má, nós podemos (com a ajuda do Espírito Santo, como veremos mais adiante), enfraquece-la, sujeita-la, dominá-la, controla-la. Nós podemos sair do domínio da carne a fim de estarmos sobre o domínio de Deus, tendo controle sobre a carne e não sendo controlado por ela. Paulo também fala explicitamente quanto a isso:

 

“Entretanto, vocês não estão sob o domínio da carne, mas do Espírito, se de fato o Espírito de Deus habita em vocês. E, se alguém não tem o Espírito de Cristo, não pertence a Cristo” (Romanos 8:9)

 

“Porque todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus” (Romanos 8:14)

 

Podemos comparar a nossa carne como um animal, um monstro ou qualquer outro tipo de coisa assustadora (depende muito de como você a vê e o quanto você a domina ou é dominado por ela). Para alguns, a carne é como um animal feroz e realmente monstruoso, que o domina e praticamente que o deixa sem saída senão o pecado, que é o que a carne deseja, pois é inimiga do Deus Santo e Puro. Mas, quanto mais vamos buscando a Deus, mais nós nos achegamos para perto dele. O resultado disso é que ele derrama o seu amor em nossos corações por meio do Espírito Santo que Ele nos concedeu (Rm.5:5), que nos ajuda em nossas fraquezas (Rm.8:26), porque nós somos cooperadores com Ele (2Co.6:1).

 

Como fruto disso, a carne continua (e como sempre vai continuar nesta vida) naturalmente má, mas não com a mesma força (intensidade, controle) de antes. De um “grande monstro” passa a ser um animal “domesticável”. O mais importante de toda essa analogia é mostrarmos que, ainda que ela se torne mais “inofensiva” com o tempo, ela nunca pode ser alimentada. Se você começa a alimentar novamente o animal, ele vai começar a crescer e lhe causar problemas novamente. A carne é um inimigo, que nunca nesta vida deixará de ser inimigo, podendo ser enfraquecido, mas nunca esquecido ou subestimado. Devemos sempre “vigiar e orar, para não cair em tentação” (Mc.14:38).

 

A própria oração do Pai Nosso (oração modelo) nos relata muito bem isso. “...Não nos deixe cair em tentação, mas livra-nos do mal” (Mt.6:13). Nesses casos, o mal habita em nós mesmos (Rm.7:20)! Apesar desta linguagem de “se livrar de nós mesmos” possa ser algo confuso para alguns, é exatamente isso o que a Bíblia nos mostra. A nossa própria natureza (carnal) tem desejos que tem que ser mortos e, por isso, nós mesmos devemos ser sepultados para dar lugar a um alguém regenerado mediante o agir regenerador do Espírito do Deus vivo:

 

“Pois sabemos que o nosso velho homem foi crucificado com ele, para que o corpo do pecado seja destruído, e não mais sejamos escravos do pecado” (Romanos 6:6)

 

“Não mintam uns aos outros, visto que vocês já se despiram do velho homem com suas práticas” (Colossenses 3:9)

 

“Quanto à antiga maneira de viver, vocês foram ensinados a despir-se do velho homem, que se corrompe por desejos enganosos” (Efésios 4:22)

 

 

Mente

 

A nossa mentalidade, o que a ciência atribui ao cérebro (palavra que não existe na Bíblia Original, que usa como fonte dos pensamentos o coração e a alma, na maioria das vezes), é algo que pode ser espiritual ou não, dependendo da sua vontade. Muitas pessoas têm as suas próprias mentes voltadas inteiramente àquilo que a sua carne deseja, ou seja, não fazem guerra a ela, não lutam; ao contrário, se submetem a ela pelo próprio desejo. Infelizmente, não sabem que, na realidade, estão se submetendo é para o próprio senhorio de Satanás, que os “aprisionou para fazer a sua vontade” (2Tm.2:26). Outras pessoas, contudo, tem a mente voltada para aquilo que o Espírito deseja que o realize.

 

Nestes casos, tal pessoa vive um dilema em seu intimo: enquanto a carne (que, como vimos, é sempre naturalmente má) deseja ser satisfeita, a sua mentalidade (em contraste) deseja exatamente o inverso, isto é, fugir do pecado e da carne e viver uma vida de santidade e separação para Deus. Nisso fica nítido a guerra no interior que se desenvolve em tais circunstâncias, como Paulo perfeitamente colocou ao escrever aos Romanos, cap.7. “Pois não faço o bem que quero, mas o mal que não quero, esse pratico” (v.20). Ou seja, a sua mente (vontade) era de agradar a Deus, de fazer o bem. Contudo, ele não conseguia fazê-lo como desejava. Por quê? Porque ele estava em uma luta interna contra... ele mesmo!

 

“..Acho então esta lei em mim, que, mesmo querendo eu fazer o bem, o mal está comigo. Porque, segundo o homem interior, tenho prazer na lei de Deus; mas vejo nos meus membros outra lei guerreando contra a lei da minha mente, e me levando cativo à lei do pecado, que está nos meus membros” (v.21-23)

 

E isso leva Paulo a concluir em seguida: “Miserável homem que sou!” (v.24). Paulo se considerava miserável, porque estava em guerra contra ele mesmo – vontades opostas; duas formas diferentes de desejos atuando contrariamente entre si! Embora no seu “íntimo” ele tivesse prazer em obedecer à lei de Deus, em segui-Lo, ele também via uma “outra lei”, atuando nos seus próprios membros, que guerreia contra si mesmo.

 

A conclusão de Paulo, como não poderia ser diferente, é que apenas Cristo Jesus é capaz de nos dar forças a fim de derrotarmos o mal nesta batalha diária, transformando o “homem miserável” (Rm.7:24) em alguém que pode dizer que “tudo posso naquele que me fortalece” (Fp.4:13). O mais importante aqui, a mencionar, é que a nossa mente é neutra, ou seja, ela pode naturalmente ser boa ou má, a favor ou contra a nossa carne, dependendo da nossa própria posição diante de Deus.

 

A carne é decaída por causa do Pecado, mas a mente é livre por causa do Livre-arbítrio. Por isso, você pode ter uma mente carnal (Rm.8:7), ou uma mente espiritual (Rm.8:5). Se você tiver uma mente espiritual, existe (como vimos) a luta diária contra a carne, que sempre será inimiga de Deus e não pode se submeter à Sua Lei (Rm.8:7).

 

Por isso mesmo, não podemos chegar a dois extremos, ou pelo menos não sempre, quando tratamos sobre a questão do pecado. Por exemplo, se você for fazer um culto sobre o Juízo a fim de condenar o pecador (na esperança de tirá-lo do pecado) isso de nada adiantará no caso dele já ter uma mente espiritual, porque ele naturalmente já quer melhorar. Noutras palavras, isso só traria mais peso e culpa em cima dele que já tem uma mente espiritual. O que deveria ser feito seria mostra-lo como ele pode também vencer a carne. O simples fato de nós, na nossa mente, desejarmos agradar a Deus, não significa de modo algum que – necessariamente – você já seja um total vitorioso.

 

Ao contrário, uma guerra (como a de Paulo em Rom.7) irá se confrontar dentro de si mesmo. Duas manifestações de duas pessoas estarão em luta dentro de si, de modo que você pode até mesmo não saber quem realmente você é, porque tanto o bom quanto o mal moram dentro de si. Por outro lado, pregações em outro extremo podem levar os pecadores que por si mesmos desejam ter a mente carnal (e não a espiritual) satisfeitos consigo mesmos. E, se já é difícil vencer totalmente a carne com a nossa mente espiritual, quanto mais com uma mentalidade carnal! Não é a toa que “ao justo é difícil ser salvo, quanto mais o ímpio e pecador!” (1Pe.4:18). A grande maioria das pessoas faz um uso terrível de seu livre-arbítrio, dando total liberdade e legalidade para a carne atuar livremente.

 

Elas por si mesmas estão enraizadas no pecado e se fazem servas e escravas por livre e espontânea vontade daquele “monstro” que é o nosso maior inimigo. São escravas do pecado (Rm.6:20) e escravas do diabo (Jo.8:44), que os aprisionou para fazer a vontade dele (2Tm.2:26). Mas se você realmente tem uma mentalidade espiritual, então mesmo que esteja ainda em pecado ou que seja difícil sair dele, Deus lhe concederá graça a fim de ter soberania e controle sobre ela, e não ser dominado e controlado pela carne. Para isso, basta a você buscar na fonte, em Deus, e Ele lhe concederá do Seu Espírito para te fortalecer nas suas fraquezas. É exatamente isso o que veremos a seguir.

 

 

Espírito

 

O Espírito Santo é o “agente” que Deus concede a nós em nossos corações. Ao contrário do que muitas pessoas pensam, ele não está em nós porque “não existe espaço no Céu” ou porque não tem outro lugar para ficar, mas sim com um direto e claro objetivo a ser realizado em nós. Este objetivo dele é nos ajudar a vencer a carne e o pecado. Se de um lado a nossa carne é naturalmente má (e age dentro de você), por outro lado os filhos de Deus tem o Espírito de Deus em si mesmos, que é, evidentemente, naturalmente bom.

 

Ele nos ajuda em nossas fraquezas (Rm.8:26) e coopera juntamente conosco (2Co.6:1). Por nossas próprias forças, nós NUNCA conseguiremos vencer a carne, nem mesmo com uma mente espiritual. Por isso, Deus, na Sua infinita graça e misericórdia, nos concede o Espírito Santo a fim de nos fortalecer e matar a carne. Não somos nós mesmos que conseguimos matar a carne, mas sim o Espírito Santo que nos ajuda.

 

“Da mesma forma o Espírito nos ajuda em nossas fraquezas” (Romanos 8:26)

 

“Quem me livrará do corpo desta morte? Graças a Deus, por Jesus Cristo nosso Senhor!” (Romanos 7:24,25)

 

“Porque por meio de Cristo Jesus a lei do Espírito de vida me libertou da lei do pecado e da morte” (Romanos 8:2)

 

“Pois se vocês viverem de acordo com a carne, morrerão; mas, se pelo Espírito fizerem morrer os atos do corpo, viverão” (Romanos 8:13)

 

Veja bem, o Espírito Santo é co-operador conosco (ele não faz tudo sozinho independente da nossa vontade), mas nós (mente) e ele (Espírito) atuamos juntamente para brigar contra a carne (instintos pecaminosos) e o diabo, o inimigo de todos os crentes (1Pe.5:8). Também se deve lembrar-se da historinha do elefante e do ratinho (que estava em cima dele) que atravessaram uma ponte de madeira e a “abalaram”. Depois, o ratinho disse ao elefante: “Nós abalamos mesmo a ponte!”. Obviamente o ratinho por si mesmo não conseguiria fazer coisa nenhuma e se ele conseguiu fazer algo é tudo graças ao elefante que (realmente) tem a força suficiente para abalar a ponte.

 

Muitos cristãos acabam pensando que são eles mesmos que vencem a carne, o pecado, o diabo, etc. Isso certamente ocasionará em uma ruína futura, porque se temos alguma força (por mínimo que seja) ela é totalmente pela graça de Deus em nos conceder o Seu Espírito (o “elefante” da história). O fato de muitos cristãos acreditarem que são eles mesmos que abalam as pontes deve explicar o porquê de não abalarmos muitas pontes! Temos sempre que ter em nossa mente e em nosso coração aquelas palavras de João Batista: “É necessário que ele cresça e que eu diminua” – João 3:13.

 

Outro fator importante a ser mencionado, é que o Espírito Santo não vai trabalhar sozinho e também pode destruir a carne dependendo do material que você mesmo concede a ele. Por exemplo, se você ora, busca a Deus, vai à igreja, lê a Bíblia, etc, e tudo isso constantemente e diariamente presente na sua vida, então você estará agradando o Espírito Santo que mora dentro do verdadeiro cristão, e o resultado disso é que você verá a carne com cada vez menos força e a sua vontade será cada vez maior de agradar a Deus sem sentir atração pelas coisas pecaminosas.

 

Não que a sua carne se “converta”, mas sim porque o Espírito Santo estará, aos poucos, matando ela e a deixando inoperante. Embora o Espírito Santo seja Deus, ele não age independentemente das nossas ações; ao contrário, ele atua na medida do material que você lhe concede para trabalhar. Se você não lhe concede nenhum tipo de “material” para matar a carne (i.e, busca-O pouco), se segue que, ao não agradar o Espírito, a sua própria carne (que milita contra o Espírito – Gl.5:17) vai se tornar mais forte. O Espírito Santo espera uma atitude nossa, a fim de que ele possa atuar em nossas vidas em quebrar as pontes que nos ligam ao pecado e a morte, de modo a não darmos mais fruto para a morte, mas sim para a vida que está em Cristo Jesus (Jo.4:36).

 

Por isso, é inconcebível que alguém que se diz “cristão” atue como pagão e não busque a presença diária do Espírito de Deus em sua vida. Deus não te dá o Espírito Santo porque você tem a carteirinha de determinada placa de igreja, mas sim porque você é um “adorador em Espírito e em verdade” (Jo.4:24) que está sedento pela Sua Presença na sua vida a fim de derrotar o pecado e agradar aquele a quem nós “vivemos e existimos” (At.17:28), nosso eterno e bondoso Pai celestial. Se você não busca a Deus, em nada se diferenciará do pagão que tem mente carnal e se entrega ao pecado e é escravo dele. A graça de Deus não significa liberdade para o pecado, precisamente porque nós, que éramos escravos do pecado, fomos libertos para tornar-nos escravos da justiça, isto é, escravos de Deus:

 

“Vocês foram libertados do pecado e tornaram-se escravos da justiça” (Romanos 6:18)

 

“Não sabem que, quando vocês se oferecem a alguém para lhe obedecer como escravos, tornam-se escravos daquele a quem obedecem: escravos do pecado que leva à morte, ou da obediência que leva à justiça?” (Romanos 6:16)

 

“Falo isso em termos humanos por causa das suas limitações humanas. Assim como vocês ofereceram os membros dos seus corpos em escravidão à impureza e à maldade que leva à maldade, ofereçam-nos agora em escravidão à justiça que leva à santidade” (Romanos 6:19)

 

Mas, ao contrário de ser escravo daquele “monstro” que o atormentava e o fazia refém, nós “não recebemos um espírito que os escravize para novamente temer, mas sim o Espírito que os adota como filhos, por meio do qual clamamos: Aba, Pai” (Rm.8:15).

 

Sumariando, todos nós temos uma carne naturalmente pecaminosa como fruto da Queda (Rm.8:7), sendo naturalmente merecedores da ira de Deus (Ef.2:3) e destituídos da Sua Glória (Rm.3:23), mas não da Sua Graça (Rm.3:24), que nos amou e nos concedeu o Seu Filho amado, a fim de ter vida aquele que crê (Jo.3:16), e tem uma mentalidade espiritual e não carnal (Rm.8:5), ajudado e auxilidado pelo nosso cooperador, o Espírito Santo (Jo.14:16), que nos ajuda nas nossas fraquezas (Rm.8:26), a fim de derrotar a carne e o diabo que militam contra o Espírito Santo e a nossa própria mente.

 

Na medida em que buscamos a Deus, agradamos o Espírito (Ef.4:30), e este vai progressivamente e objetivamente matando a carne, chegando ao ponto em que o que brilhava antes não brilha mais tanto assim, o pecado perde o seu valor e um ódio a ele toma lugar dentro de si mesmo, que é liberto graças a Cristo Jesus, nosso Senhor (Rm.7:25).

 

 

Resumo rápido do capítulo

 

Carne – Naturalmente pecaminosa como fruto da Queda, mas na vida futura se transformará para um “corpo espiritual” àqueles que creem, passando de algo naturalmente ruim para algo naturalmente bom. Enquanto, contudo, vivemos aqui, estamos sob a carne que naturalmente é inimiga de Deus e não pode se submeter a Ele (Rm.8:7). Pode, no máximo, ser enfraquecida pelo Espírito Santo que nos ajuda, tendo que ser morta (Ef.4:22).

 

Mente – Naturalmente neutra por causa do livre-arbítrio concedido por Deus tanto antes como depois da Queda (como também aos anjos), liberdade essa que muitas vezes nos leva a tomar decisões erradas (como foi no Jardim), que pode desejar agradar a Deus – “mente espiritual” (Rm.8:5), ou desagradá-Lo – “mente carnal” (Rm.8:7).

 

Espírito – Enviado aos santos de acordo com a vontade de Deus a fim de ajudar os que querem e desejam vencer o pecado (i.e, aqueles que têm uma mente espiritual), nos auxiliando em nossas fraquezas (Rm.8:26). O Espírito Santo coopera conosco, mas sempre temos que lembrar quem é o elefante e quem é o ratinho da história, a fim de não cairmos no pecado da soberba ou do orgulho como se estivéssemos em pé por nós mesmos. Por nós mesmos, não conseguimos abalar ponte nenhuma, mas a Graça de Deus em nossas vidas nos dá forças para, dependendo dos casos, abalarmos muitas pontes.

 

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Por: Lucas Banzoli.

 

Extraído de meu livro: "Como Vencer o Pecado". 

 

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