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A VERDADE ABSOLUTA EXISTE?
A VERDADE ABSOLUTA EXISTE?

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Recentemente tive na faculdade um pequeno debate com um aluno sobre o tema da verdade ser absoluta/relativa. Com a minha escola de pensamento doutrinário cristã, estou mais do que convicto de que a verdade absoluta existe, enquanto que ele, por outro lado, segue rigorosamente a escola de pensamento da psicologia (embora também sendo cristão) e defendeu que a verdade absoluta não existe, o que existem são apenas verdades relativas. Como o meu objetivo aqui não é expor publicamente o nome das pessoas envolvidas, então vou dizer apenas o sobre nome do indivíduo: Neto!

 

Primeiramente eu pensei que este sujeito, Manuel Lima Neto, estivesse simplesmente de brincadeira comigo e não dizendo algo sério. Com o passar do tempo, comecei verdadeiramente a me assustar ao perceber que ele estava realmente acreditando naquilo que ele estava dizendo. Pior do que isso, existem inúmeras pessoas no mundo todo que pensam deste jeito e, por esta razão, decidi parar tudo aquilo que eu estava escrevendo em andamento no momento para criar este artigo que, longe de ser um “livro” ou alguma coisa do tipo, serve apenas para elucidar em palavras e conceitos breves e simples como que a base argumentacional do relativismo consiste em argumentos altamente falaciosos e de princípios mutuamente excludentes, que excluem a si mesmos.

 

Segue-se abaixo alguns dos argumentos utilizados por ele e a minha maneira de refutá-los:

 

 

1. ALGUNS EXEMPLOS DE RELATIVISMO

 

Entender o relativista é muito simples. Todos nós temos “verdades” em nossas mentes e, como elas são distintas entre os diferentes grupos sociais ou indivíduos independentes, então eles deduzem, sem prova alguma, que a verdade absoluta não existe. Em outras palavras, eles querem que nós pensemos que através do fato de que existem algumas verdades relativas, então não existe verdade absoluta nenhuma! Ora, isso é tão absurdo quanto dizer que porque existem alguns times de futebol péssimos então são todos péssimos, ou então que porque existem números pares então todos os números são pares, ou então que porque existem pessoas calvas então todas as pessoas são calvas, etc.

 

Nem precisa dizer que uma premissa não leva a outra por necessariedade, ou seja, o argumento falha em presumir que verdades relativas excluem verdades absolutas. Nenhum fundamentalista que eu conheço exclui a existência de verdades relativas. O fato é que existem verdades relativas, assim como também existem verdades absolutas. Excluir a existência de verdades absolutas apenas por causa da existência de verdades relativas não significa apenas colocar na boca dos fundamentalistas aquilo que eles jamais disseram, como também consiste em inferir algo em cima de uma presunção errônea que não segue premissa nenhuma. Por exemplo, vejamos como ficariam as premissas dos relativistas:

 

1. Existem verdades relativas.

2. Logo, não existem verdades absolutas.

 

Perceba que não existe nenhum ponto de apoio ou de ligação entre a premissa 1 e a conclusão, e o fato de existirem verdades relativas não faz com que as verdades absolutas sejam excluídas da lista! Mas vamos analisar alguns dos exemplos que eles passam:

 

1. O exemplo do caderno

 

Pense comigo: imagine que existe um caderno na minha mão, e que os alunos de uma classe tentam descrever como é este caderno. Alguns escrevem dizendo que ele é vermelho, outros acham que é um vermelho mais escuro e outros acham que é rosa, etc. Excetuando os casos de miopismo e de caolhos, os relativistas querem dizer que o caderno não é realmente vermelho, mas depende do ponto de vista de cada indivíduo. Por exemplo, para o fulano ele é rosa, para o cicrano ele é vermelho, para o Manuel Lima Neto ele é roxo, etc. Assim sendo, para eles não existe uma verdade absoluta sobre a cor do caderno, mas apenas uma “verdade relativa” à opinião de cada sujeito.

 

Ora, embora possa ser verdade que algumas pessoas considerem a cor do caderno de maneira sutilmente diferente, isso não vai mudar em nada alguns fatos absolutos em cima deste caderno, como, por exemplo, o fato dele ser um caderno! Ninguém vai dizer: “Isso aí é uma xícara”! E, mesmo que algum ignorante afirme que aquilo é uma xícara e não um caderno, a opinião pessoal dele em cima do que seja o objeto não vai transformar o caderno em uma xícara!!! Este ponto é muito importante. Nós temos que diferenciar aqui entre a opinião pessoal de um indivíduo como sendo a “verdade” dele, e aquilo que é realmente a verdade. Aquilo ser um caderno e não uma xícara é um fato, e fatos são verdades:

 

Significado de “Verdade”:

-Conformidade a um fato ou realidade; uma declaração provada como ou aceita como verdadeira; realidade.

 

Portanto, o objeto ser um caderno é um fato – uma verdade -, e mesmo se alguém disser que aquilo é uma xícara, isso não vai transformar o caderno se materializando em uma xícara! Assim sendo, a opinião pessoal de alguém em nada altera o fato de existir uma verdade absoluta. Pense como seria bom (até mesmo para mim, mesmo não sendo um relativista) se tudo o que a gente achasse que fosse uma verdade fosse uma verdade mesmo. Imagine que eu acredito que seja “verdade” que aquela folha que a professora passa na sala de aula é, na verdade, um monte de notas de 100 dólares! Uau! Como é bom ser um relativista! Isso pode até parecer divertido, mas certamente não é uma realidade. Eu não poderia me aproveitar do meu relativismo para me tornar um multimilionário!

 

Ainda que eu achasse ser uma “verdade” que eu ganhei na Mega Sena (quando não ganhei nada), a minha conta bancária continuaria sendo exatamente a mesma de antes! Nem um centavo iria ser acrescentado a mim, mesmo se eu pensasse que é “verdade” que eu ganhei na Mega Sena! Perceba como é nítido que o fato de eu pensar em algo como sendo “verdade” não faz com que isso seja uma verdade mesmo; em outras palavras, o fato disso ser uma verdade relativa válida para mim, não muda em absolutamente NADA o fato de existir uma verdade absoluta que é inalterável em frente aos meus achismos!

 

Eu poderia até pensar que o Faustão é um magrela, mas isso não iria emagrecê-lo de verdade a não ser que ele fizesse um belo de um regime! E, mesmo no caso do caderno vermelho, este caderno continuaria sendo vermelho ainda que o Manuel Lima Neto insistisse em dizer que ele é uma xícara roxa! Infelizmente o caderno não iria se materializar no momento, transmutando-se em um outro objeto e nem sequer mudaria a sua aparência exterior. Ele possui evidentemente um formato e uma cor absolutos, e, mesmo que alguém queira interferir nisso, ele apenas estará dando um atestado de miopismo ou cegueira, e não “transformando” coisa alguma ao seu bem querer!

 

 

2. O exemplo da árvore

 

Posteriormente, quando ele notou que o seu exemplo do caderno estava completamente furado, ele inovou com o exemplo da árvore. Ele disse para imaginarmos a seguinte cena: Suponhamos que existe no meio da rua uma árvore, e ela cai para um lado. Este fato é observado por várias pessoas em diferentes perspectivas. Para uma pessoa, a árvore caiu para a esquerda; já para a outra, essa árvore caiu mais para a direita, enquanto para outro caiu para frente, etc. Segundo ele, não podemos definir isso como uma verdade absoluta, uma vez sendo que existem diferentes “verdades” sobre isso – não podemos definir exatamente para qual lado que aquela árvore caiu.

 

Existem vários problemas com este exemplo. Em primeiro lugar, ele erra em presumir que o fato de existir uma verdade relativa exclui as verdades absolutas em cima daquele fato. Noutras palavras, ao exemplo do que já foi aqui dito, a existência de verdades relativas não exclui a verdade absoluta presente em outros fatos. Vou usar este mesmo exemplo a fim de mostrar algumas das verdades absolutas que o indivíduo, Manuel Lima Neto, esqueceu de mencionar. A primeira verdade que podemos ter daquilo, para início de conversa, é que aquilo é uma árvore. Por mais que alguns observadores pudessem discutir sobre onde exatamente que aquela árvore caiu, ninguém seriamente discutiria quanto ao fato daquilo ser uma árvore!

 

E, ainda que alguém dissesse que aquilo é uma xícara e não uma árvore (sempre o exemplo da xícara para nos ajudar), isso certamente não transformaria aquela árvore em uma xícara! Em outras palavras, a verdade é independente das nossas vontades ou sentimentos. Certamente se aquela árvore tivesse destruído o carro de alguém, este alguém iria querer pensar que o seu carro não foi atingido de verdade. Ele poderia então filosofar, filosofar, e filosofar mais um pouco, mas uma coisa ele certamente não iria conseguir: transformar aquele carro em algo perfeito novamente!

 

Noutras palavras, as vontades, sentimentos ou “verdades” da cabeça do motorista do carro em absolutamente nada iria ajudar àquele carro deixar de ficar destruído, simplesmente porque a verdade é absoluta e, portanto, não depende da opinião do motorista do veículo ou de qualquer outra pessoa. O carro foi destruído e pronto – fim de papo! O mesmo é válido para o exemplo da árvore: ela não deixará de ser uma árvore em razão das nossas vontades ou da opinião particular de cada um. Mas este é apenas uma das verdades absolutas que podemos tirar neste exemplo da árvore. Vamos ir um pouco mais além.

 

Vamos ampliar um pouco o exemplo de Manuel Lima Neto e conjecturarmos também que esta árvore, ao cair, atingiu violentamente uma criancinha. Me desculpe se este exemplo é violento demais (lembre-se de que é apenas um exemplo que não aconteceu de verdade!). Agora que o momento emocional já passou, imagine também que do outro lado (que a árvore não caiu) estava uma Ferrari, em perfeito estado. Em outras palavras, existe em cena uma árvore, uma criancinha e uma Ferrari, e a árvore caiu em cima da criancinha e não da Ferrari. Estes fatos não podem ser relativos, mas apenas absolutos.

 

Ainda que algum observador distante possa inferir que a árvore não atingiu a criança, mas sim a Ferrari, ele não estaria dizendo a verdade: estará simplesmente mentindo, ou estando enganado. A verdade absoluta de que a árvore atingiu a criança não iria mudar em nada! Se algum relativista começar a vir com as suas filosofias para com a mãe daquela criança, ele pode fazer muitas filosofias mas certamente não conseguirá trazer a criança dela de volta a vida, e muito menos reverter a queda para atingir a Ferrari e não a criança. Do mesmo modo, o motorista daquela Ferrari não iria ver acidente algum com o seu veículo, mesmo que alguém afirme que ela está completamente destruída. Vamos resumir este quadro dentro de apenas alguns pontos principais:

 

1. Existe uma verdade relativa (quanto ao lado que a árvore caiu).

2. Existem também algumas várias verdades absolutas em cima deste mesmo fato, como por exemplo:

a. Que aquilo era uma árvore.

b. Que, independentemente do lado em que a árvore caiu, ela caiu em cima da criança e não em cima da Ferrari.

c. Que a criança morreu e nenhuma filosofia relativista poderá mudar este fato ou trazer a criança de volta à vida, não por meio de uma ressurreição, mas sim através da pura filosofia!

 

A conclusão inequívoca quanto a este exemplo é que o lado em que a árvore caiu é realmente relativo, pois a árvore não tem “lado” dela mesma para cair para algum deles. Ao contrário dos seres humanos, que podem dizer que caíram para a direita ou para a esquerda, a árvore não pode dizer se caiu para um lado ou para o outro – essa visão é dependente da visão particular e relativa concernente a cada pessoa.

 

Mas, por outro lado, também existem verdades absolutas (não-relativas) e imutáveis quanto a este mesmo fato, como por exemplo o fato dela ter caído em cima da criancinha e não em cima do automóvel. Isso não depende da opinião relativa de cada pessoa, porque independentemente disso, a criança continuará morta (ou ferida), enquanto, por outro lado, a Ferrari continuaria intacta. Este fato é, assim, imutável, único, não-dependente de opiniões particulares, não-relativo, e, portanto, absoluto.

 

 

2. O exemplo do estuprador de criancinhas

 

Não se assuste com este outro título, ele não é tão mal assim. Pouco tempo depois eu passei para Manuel Lima Neto um exemplo de um estuprador de criancinhas, que abusa delas e depois explode um hospital como um homem-bomba suicida (tudo bem que eu exagerei um pouco no exemplo, mas é válido...), e a pergunta era apenas uma: Ele estava certo naquilo que ele fez??? Bom, agora sim é a hora em que você tem que se assustar com esta coisa do mal, porque a resposta dele foi simplesmente: “Sim”! Como eu não acreditava de fato naquilo que ele disse, ele completou dizendo que na visão do pedófilo-estuprador-homem-bomba-suicida ele estaria certo, com a “verdade”, ao fazer aquilo.

 

Infelizmente isto não é uma verdade. Os estupradores, pedófilos, etc, não fazem isso achando que é certo. Eles sabem que isto é errado, mas eles fazem mesmo assim! O estupro é considerado universalmente como uma maldade e uma impiedade, não existe nenhum registro nem no mundo atual e nem no mundo antigo de algum povo, tribo ou nação que tenha reconsiderado isso ou achado que o estupro é algo útil e proveitoso que tem que ser estimulado. Dito em termos simples, o estupro é universalmente reconhecido como algo errado, e não como algo certo! O estuprador, ao estuprar um indefeso, sabe que ele está fazendo uma coisa errada.

 

Ele não está fazendo aquilo por achar que está certo em fazer aquilo (doutra forma nós poderíamos dar “razão” a ele), mas sim porque insiste em passar por cima da lei moral (lei de consciência) que Deus implantou em todos os corações. Já foi mais do que comprovado que o DNA não fica feliz, não fica triste, não acha que está certo e nem que algo está dando errado, o DNA apenas é o que é! Do mesmo modo, a teoria da evolução não explica satisfatoriamente a moralidade porque não existe moralidade dentro de um processo evolutivo, seja por seleção natural, mutação, etc. A seleção natural cuida apenas de eliminar do meio aquilo que está desaproveitável e ajuntar aqueles que são os mais aptos, ela não cria criatura alguma e muito menos coloca um princípio moral no coração dele! De acordo com a Bíblia, foi portanto Deus quem colocou este princípio moral nos seres humanos:

 

Romanos 2

14 Porque, quando os gentios, que não têm lei, fazem naturalmente as coisas que são da lei, não tendo eles lei, para si mesmos são lei;

15 Os quais mostram a obra da lei escrita em seus corações, testificando juntamente a sua consciência, e os seus pensamentos, quer acusando-os, quer defendendo-os;

16 No dia em que Deus há de julgar os segredos dos homens, por Jesus Cristo, segundo o meu evangelho.

 

Aqui percebemos a resposta que nem o DNA e muito menos a seleção natural nos oferece com relação à moralidade: ela está gravada por Deus em nossos corações, uma lei de consciência, que ora nos acusa, e ora nos defende. Ora, sendo que é Deus o autor da Lei Moral, é óbvio que Ele não iria colocar uma lei moral diferente para cada um. Um acha que pode estuprar, o outro acha que não pode. Um acha que é certo ser pedófilo, outro desconsidera isso. Um acha que se perverter ou adulterar é algo moralmente correto, enquanto outro acha que isso não é certo. É óbvio que estes exemplos simplesmente inexistem, porque Deus colocou uma única e mesma lei moral (absoluta) no coração de todos os seres humanos, que em função de seu livre-arbítrio tem a liberdade de escolher entre se sujeitar a ela (ou não).

 

Deus não é um ser mutável e inconstante, que coloca uma lei moral em um e uma lei maligna em outro; ao contrário, em Deus “não há acepção de pessoas” (Rm.2:11), pois “eu Sou o Senhor, e não mudo” (Ml.3:6), e, como disse o apóstolo Tiago, “Deus não muda como sombras inconstantes” (Tg.1:17)! Eu evidentemente não estou dizendo que não existem pedófilos e nem estupradores e nem adúlteros (é óbvio que existe), mas sim que eles não fazem isso por acharem que eles estão corretos nesta prática, mas sim sabendo que estão cometendo algo imoral e repudiável, contudo permanecem nisso por fazerem uso de seu livre-arbítrio a fim de quebrar a lei moral e praticar a imoralidade.

 

Perceba que Paulo fala claramente que a lei moral está “escrita em nossos corações” (v.15). Mas somos nós quem podemos decidir entre andar em conformidade com ela ou quebrar essa lei. Quando eles quebram esta lei, eles não estão “provando” para nós que a “verdade” deles é diferente da nossa, mas sim que eles estão deliberadamente quebrando esta lei moral e preferindo cometer a imoralidade, mesmo sabendo que é imoralidade! Portanto, apoiar o estuprador e dizer que ele está seguindo “a verdade deles” não é apenas algo maligno e assombroso, como também é algo que foge de todo e qualquer senso lógico de exame. A Lei Moral é absoluta e não relativa. E não é apenas a lei moral que é um perfeito exemplo de verdade absoluta, como veremos mais adiante.

 

O fato que temos que frisar neste ponto é que existe um padrão absoluto (não relativista) de certo e errado, o qual podemos seguir ou não, mas ainda que alguém desobedeça o padrão, este padrão continua sendo absoluto mesmo assim. Para terminar, vamos dar mais alguns exemplos. Dizem, por exemplo: “Você gostaria que fizessem o mesmo com você?”; “Desculpe, esse banco é meu!”; “Deixe-o em paz, ele não está fazendo nada de mal!”; “Dê-lhe um pedaço do seu chocolate, pois eu dei um pedaço do meu”; e: “Poxa, mas você prometeu!”. Essas coisas são ditas todos os dias por pessoas cultas ou incultas, adultas ou crianças.

 

O que mais interessa nestes comentários é que quem o faz não está apenas expressando em palavras o quanto lhe desagrada o comportamento do outro, mas também está fazendo um apelo para um padrão de comportamento que o outro sujeito deveria conhecer. E este outro quase nunca responde: “Ao inferno com o padrão!”. Quase sempre ele tenta provar que sua atitude não infringiu este padrão, ou que, se infringiu, ele tinha uma desculpa muito especial para agir assim. Portanto, existe um padrão absoluto de moralidade e conceitos absolutos que regem o universo. Podemos segui-lo ou não, só não podemos negar que ele existe, pois ele vive conosco em todos os nossos dias, mesmo até nos momentos em que menos percebemos.

 

 

2. A VERDADE CRISTÃ ADMITE O RELATIVISMO?

 

Sendo que a grande maioria das pessoas de nosso país consideram-se cristãs (não estou dizendo que quase todas são, mas sim que quase todas acham que são!), então considero de extrema importância tratar da verdade absoluta/relativa dentro do conceito cristão de mundo (num site de teologia). Até porque o Manuel Lima Neto (sim, aquele mesmo do debate) também é cristão e, portanto, pude facilmente usar exemplos clássicos dentro do cristianismo e da Bíblia que repudiam completamente o relativismo. Já vimos que existem padrões morais absolutos, agora veremos como existe verdade religiosa absoluta, conquanto que isso possa soar forte para muitas pessoas que preferem ficar com a máxima ridícula de que “todos os caminhos levam a Deus”!

 

É exatamente isso que o relativismo mascaradamente prega e é precisamente neste ponto que eu queria leva-lo a uma compreensão maior também quanto a este prisma. A lógica argumentacional é realmente muito simples e prática. Primeiramente eu perguntei a ele se um mulçumano homem-bomba que explode um hospital ou um prédio está com a verdade. Como ele é um relativista, então você já deve presumir que ele disse que sim. Bom, depois daquela última (do estuprador de criancinhas indefesas) eu não me assustei tanto assim com esta outra pérola (apenas me lembro de tê-lo aplaudido ironicamente). Mas vamos ver até que ponto que o relativista chega:

 

1. O homem-bomba mulçumano está com a verdade em explodir prédios e hospitais.

 

2. Se este homem está com a verdade nisso, então ele pode ser salvo (como prega o Alcorão a este respeito).

 

3. Portanto, existe salvação para homens-bomba suicidas não-cristãos e assassinos!

 

Como ele já tinha aceitado na boa o ponto 1 (lembre-se que ele é um relativista), então passei logo para a segunda premissa que irremediavelmente conduz à conclusão do ponto 3. Quando viu que estaria em apuros, decidiu não responder a esta questão, mas, ao invés de responder que “SIM” ou que “NÃO”, preferiu seguir as aulas de psicologia e dizer que “isso é subjetivo”! Isso é muito claro, pois, se respondesse que “SIM”, a conclusão do ponto 3 seria irremediável, e se por outro lado se adiantasse dizendo que “NÃO”, estaria simplesmente contrariando aquilo que ele havia acabado de confirmar no ponto 1.

 

Mas a saída de dizer que essa resposta é subjetiva (não ficar nem com o “SIM” e nem com o “NÃO”) não o ajuda muito, pois ao se negar a dizer o “NÃO” ele abre claramente uma POSSIBILIDADE deste homem-bomba-suicida ser salvo! Ora, eu aposto que se Jesus Cristo estivesse aqui vivo, na terra, e pudesse responder a pergunta de alguém que lhe questionasse a este respeito, não iria fazer como os relativistas pós-modernistas:

 

“-Senhor Jesus, um homem-bomba suicida, que explodiu um hospital cheio de criancinhas... ele pode ser salvo”?

 

Os relativistas acham que Jesus teria respondido desta maneira:

 

“-Meu filho, veja bem... isto é uma questão de paradigma... é ‘subjetivo’... não vamos dizer que ele foi salvo... mas também não vamos dizer que ele não foi...!”

 

Você consegue imaginar este diálogo, com Jesus realmente dizendo uma asneira dessas? Eu não!!! É evidente que ele iria imediatamente se opor a qualquer tipo de chance ou possibilidade de um homem deste ser salvo! Infelizmente um relativista não pode se unir a Cristo desta maneira, porquanto a sua filosofia lhe deixa preso ou a dizer o “SIM” ou a não dizer nem o “sim” e nem o “não” e deixar a questão em aberto! Quanta diferença para Jesus Cristo, que disse:

 

“Seja, porém, o vosso falar: Sim, sim; Não, não; porque o que passa disto é de procedência maligna” (Mt.5:37)

 

É o sim, SIM; e o não, NÃO! Não existe “relativismos”! Jesus não disse que a resposta pode ser “sim, não e subjetivamente”, mas apenas o SIM ou o NÃO, e o que passa disso é procedência do maligno! Mas vamos ainda mais além. Colocando em cena a possibilidade de um não-cristão conhecedor da verdade de Cristo (que, porém, o rejeita), e mesmo assim podendo ser salvo, então Jesus simplesmente não deveria ter perdido o seu tempo, descendo dos céus, se feito homem, vindo em carne, nascido de uma virgem, sofrido, apanhado, zombado, escarnecido, crucificado e morto, porque tudo isso teria sido vão e a toa, pois nós poderíamos facilmente chegar a salvação através de uma bomba atolada nas nossas costas e atirada contra o primeiro hospital ou prédio que nós vermos na nossa frente!

 

Neste caso, bastaria que nós seguíssemos a religião mais fácil (já que TODOS os caminhos levam a Deus...), ou até mesmo uma religião que só precisa fazer “boas obras” e nada a mais, onde a fé em Cristo não é necessária, e nós seríamos salvos do mesmo jeito! Jesus não precisaria ter sofrido e morrido, bastaria ter sugerido a todo mundo seguir uma porcaria de religião que fosse a mais fácil e simples de se seguir e pronto – estaríamos salvos! Que “maravilhoso” plano de redenção esse dos relativistas!

 

Infelizmente, Cristo pregou o evangelho do “levar DIARIAMENTE a sua cruz” (Lc.9:23), do “negar-se a si mesmo” (Lc.16:24), da “porta estreita onde poucos entram” (Mt.7:13), e do apenas “pequeno rebanho” (Lc.12:32) que seria salvo! Certamente Cristo, se fosse um relativista, abriria também as possibilidades de salvação para TODAS as religiões e seitas que existem abundantemente no mundo, algumas criadas por Satanás e outras que cultuam falsos deuses, pois todas elas pregariam a “VERDADE” do jeito delas, e todos poderiam ser salvos por meio delas, e a porta estreita seria alongada, o pequeno rebanho se tornaria um rebanho extenso e grandioso, e a cruz perderia o seu peso e o seu sentido. A verdade cristã não admite relativismos! Foi exatamente por conta disso que Jesus Cristo disse:

 

“Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim (Jo.14:6)

 

E em seguida eu perguntei: “Quando Jesus disse que ele era ‘o caminho, A VERDADE, e a vida, ele estava dizendo isso só para ele mesmo e não para você!?”. Perceba que Jesus acentua o caráter único da mediação exclusiva de Cristo entre nós e Deus, não coloca em aberto nenhum outro caminho; não diz que ele era “UM” caminho, mas sim que ele é “O” caminho, e para confirmar ainda mais fortemente essa ideia, ele prossegue dizendo: “...ninguém vem ao Pai, senão por mim! (Jo.14:6). É, não tem jeito. A verdade cristã não admite relativismos, mas apenas uma única verdade absoluta que se chama Jesus Cristo!

 

 

3. O APÓSTOLO PAULO ERA RELATIVISTA?

 

Já vimos as evidências com respeito a Jesus Cristo, agora veremos o que pensa o apóstolo Paulo com relação à psicologia relativista. Lembre-se sempre que, para eles (os relativistas), a verdade absoluta não existe, o que existe é simplesmente algumas várias “verdades”, todas elas relativas, referentes à opinião pessoal de cada elemento. Cada um está com a verdade naquilo que pensa! Então vejamos se Paulo compartilha deste mesmo ponto de vista relativista de ensino:

 

Gálatas 3

1 Ó gálatas insensatos! Quem os enfeitiçou? Não foi diante dos seus olhos que Jesus Cristo foi exposto como crucificado?

2 Gostaria de saber apenas uma coisa: foi pela prática da lei que vocês receberam o Espírito, ou pela fé naquilo que ouviram?

3 Será que vocês são tão insensatos que, tendo começado pelo Espírito, querem agora se aperfeiçoar pelo esforço próprio?

4 Será que foi inútil sofrerem tantas coisas? Se é que foi inútil!

 

Paulo é muito categórico aqui. Ele não diz que os gálatas estavam seguindo “a verdade relativa deles” ao seguirem a letra da lei ao invés do Espírito da graça. Paulo não lhes envia uma carta os elogiando por estarem seguindo vigorosamente a verdade deles, mas sim lhes escreve em seis capítulos refutando a heresia que já se iniciava naquela comunidade através de judaizantes que queriam lhes impor as obrigações da observância da lei mosaica (tais como a circuncisão, entre outros preceitos cerimoniais).

 

Paulo lhes chama de “insensatos” (v.1), de “enfeitiçados” (v.1), depois volta a chama-los de insensatos no verso 3, e conclui dizendo que o esforço dele em favor deles foi em vão, e diz que foi inútil sofrerem tantas coisas (v.4)! Com certeza Paulo não era nem um pouco relativista! Em outra ocasião nesta mesma carta, Paulo lhes diz que eles caíram da graça e apartaram-se de Cristo, e que se desviaram da fé desta maneira:

 

“Vocês, que procuram ser justificados pela lei, separaram-se de Cristo; caíram da graça (...) Vocês corriam bem. Quem os impediu de continuar obedecendo à verdade?” (Gl.5:4,7)

 

A Bíblia dos sonhos dos “relativistas cristãos” ficaria assim:

 

“Ó gálatas sensatos! Vocês estão fazendo bem em se aperfeiçoar pelo esforço próprio! Meus parabéns! Estão seguindo a verdade relativa de vocês, não vou condená-los por não estarem seguindo o caminho da verdade porque a verdade não existe! Vocês estão em Cristo, não caíram da graça! Continuem correndo deste jeito até o final, observando a verdade relativa de vocês! Aleluia! A graça seja com todos vós relativistas, amém” (Pseudo-Paulo aos relativistas, 5:4,7)

 

Bom, como todos devem saber, essa carta infelizmente não existe. A única coisa que existe é Paulo rejeitando-os por terem deixado de obedecer à verdade, mas como é que Paulo poderia repreendê-los por causa disso se eles estariam seguindo a verdade deles de qualquer jeito? Como eles estariam se apartando da verdade, se eles estavam relativamente certos? Se não existe uma verdade absoluta como padrão, como foi que os gálatas haviam se desviado dela? Ora, é mais do que óbvio que, para Paulo e para todos os cristãos, existe um padrão de verdade absoluta que deve ser seguido por todos os homens, e aqueles que se desviam deste padrão apartam-se da verdade, porque ela não é relativa à opinião pessoal de cada um, mas sim absoluta.

 

Em outras palavras, um cidadão pode até ser relativista, mas neste caso terá que necessariamente rejeitar o cristianismo e os preceitos morais e religiosos absolutos, para seguir a filosofia deles. Já imaginou se todos estão com a verdade? Então deveríamos dar razão aos espíritas que consultam os mortos, aos católicos com os seus milhares de ‘senhores’ e ‘senhoras’ que eles servem, e até mesmo aos ateus que dizem que Deus não existe! Felizmente, para a glória de Deus, há “um só evangelho” (Gl.1:8,9), no qual a consulta aos mortos é abominação ao Senhor (Lv.20:27), e temos “um só Senhor, Jesus Cristo” (1Co.8:6; Ef.4:5). O que vai além disso é “doutrinas de demônios” (1Tm.4:1), e não um relativismo bonito!

 

A Bíblia não elogia o ateu por ter a “verdade reltiva” dele, mas os chama de tolos e seus atos detestáveis (Sl.14:1)! Infelizmente este evangelho não é pregado “por aí”, pois preferem propagar as asneiras das “verdades relativas” onde todos são salvos, onde todos os caminhos levam a Deus, onde a verdade está nas mãos do povo e em cada indivíduo pessoal, e onde não existe um padrão absoluto de fé e moral. Aonde a Sagrada Escritura rejeita e repudia (seitas e credos antibíblicos), os relativistas aproveitam para “passar a borracha” ou “reinterpretar” a Bíblia da maneira deles, que mais lhes convém, ao invés de seguir o conselho de Paulo: “não ir além daquilo que está escrito” (1Co.4:6)!

 

O mesmo apóstolo ainda acentua, na epístola aos Romanos:

 

“O amor seja sem hipocrisia. Detestai o mal, apegando-se ao bem” (Rm.12:9)

 

A principal cilada de Satanás, aquela que é sempre a sua primeira arma de defesa, é dizer que o mal e o bem não existem, que é bem é o mal, e que o mal é o bem. Por mais insignificante que pareça essa consideração, existe ainda gente que cai nessa. Nunca mo diabo irá se apresentar a alguém como um monstro abominantemente assustador. Pelo contrário, como disse o ex-satanista Daniel Mastral, em seu livro “Filho do Fogo” (Vol.2), o que o diabo mais quer fazer é dizer que bem e mal não existem, mas são apenas conceitos relativos. Com isso, ele mesmo se passa por “bem”.

 

De fato, não existe a mínima diferença significativa entre bem e mal na concepção relativista. Paulo fala para “detestar o mal” e “se apagar o bem” totalmente à toa, porque bem e mal é a mesma coisa, não é mesmo? Neste caso, Paulo também não diria para “não se deixar vencer pelo mal, mas vence o mal com o bem” (Rm.12:21). Como vamos vencer o mal com o bem, se o bem e o mal não existem, e se o bem é o mal e o mal é o bem? Como poderíamos vencer o mal com o bem, senão se existem conceitos claros e absolutos de bem e mal, um no qual nós temos que nos apagar e o outro no qual nós temos que detestar? É evidente que bem e mal, na visão cristã, não é algo relativo, senão alogo absoluto.

 

Certo e errado, verdade e mentira, bem e mal, existem tanto quanto qualquer outra coisa a nossa volta. Esses conceitos são tão ou mais reais quanto eu e você. Não seria possível detestarmos algo, se ele não existe realmente. Da mesma forma, nós não nos apegamos a algo irreal. Conceitos de bem e mal dentro do cristianismo são absolutos, e não relativos. Embora o que Satanás mais queira (para o seu próprio bem) é fingir que bem, mal, verdade e mentira não existem e são apenas relativos, nós, cristãos, sabemos que existem conceitos absolutos de bem e mal, como o fato de Deus ser absolutamente bom e absolutamente amoroso, enquanto em contrapartida o diabo é absolutamente mal e odiável. Estes são extremos inegáveis dentro do padrão cristão de fé e vida.

 

Ora, o próprio Senhor Jesus Cristo não nos deixou escolha. Os seus atos e as suas palavras não nos deixam “em meio termo”, mas sim com apenas duas opições: Ou ele é Deus, ou então ele foi um lunático, louco ou charlatão. A opição de que ele tenha sido apenas “um bom mestre de moral” como está sendo dito por aí, simplesmente não faz o menor sentido quando analisamos as palavras e os ensinamentos do Senhor através da leitura dos evangelhos. Por exemplo, imagine o seu vizinho fazendo estes tipos de afirmações a você:

 

"Eu sou o primeiro e o último, aquele que é auto-existente. Você precisa que seus pecados sejam perdoados? Eu posso fazê-lo. Você quer saber como viver? Eu sou a luz do mundo — todo aquele que me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida. Você quer saber em quem pode confiar? Toda autoridade me foi dada no céu e na terra. Você tem qualquer preocupação ou pedido? Ore em meu nome. Se você permanecer nas minhas palavras, e as minhas palavras permanecerem em você, peça o que quiser, e lhe será dado. Você precisa de acesso a Deus Pai? Ninguém vem ao Pai senão por mim. O Pai e eu somos um"

 

O que acharia do seu vizinho se ele estivesse dizendo essas coisas seriamente? Você certamente não diria: "Uau, acho que ele é um grande professor de moral!". Não, você diria que esse cara é maluco, porque está definitivamente afirmando ser Deus. Não temos mais do que duas opições: Ou Jesus é realmente quem ele afirmou ser – Deus -, ou então ele é algum tipo de maluco lunático ou um “falso profeta”. Não existem relativismos pessoais, mas apenas dois pontos absolutos e distantes, nos quais podemos chegar a uma única conclusão, apenas. O grande C.S. Lewis mostrou muito bem esta questão quando escreveu:

 

“Estou tentando impedir aqui que qualquer um realmente diga as coisas tolas que as pessoas costumam dizer sobre Ele: "Estou pronto para aceitar Jesus como um grande professor de moral, mas não aceito a afirmação de que ele é Deus". Isso é algo que não devemos dizer. Um homem que fosse simplesmente homem e dissesse esse tipo de coisas que Jesus disse não seria um grande professor de moral. Seria, em vez disso, um lunático — ou estaria no mesmo nível do homem que diz que é um ovo cozido — senão, seria o próprio Demônio do inferno. Você precisa fazer sua escolha. Ou esse homem era, e é, o Filho de Deus, ou então ele é um louco ou algo pior. Você pode calá-lo, considerando um tolo; você pode cuspir nele e até matá-lo como se fosse um demônio; ou então pode cair a seus pés e chamá-lo de Senhor e Deus. Mas que ninguém venha com um ar paternalista sem sentido sobre o fato de ele ser um grande professor humano. Ele não deixou isso aberto a nós. Ele não pretendia fazer isso” (C.S. Lewis, Mere Christianity. New York: Macmillan, 1952, p. 54-5)

 

Definitivamente, o relativismo objetivamente não tem nada, absolutamente nada a ver com a mensagem cristã!

 

 

4. RELATIVISMO PESSOAL MUDA FATOS ABSOLUTAMENTE VERDADEIROS?

 

Um outro ponto interessante na nossa amistosa discussão, foi quando ele argumentou propondo que a morte de Jesus na cruz não é um fato absolutamente aceito, isto é, existem pessoais que creem deste jeito, enquanto outras não creem assim. Enquanto não tivermos a confirmação deste fato, ficaremos apenas com as verdades relativas da mente de cada indivíduo. Mas essa parte é facilmente refutável pelo simples fato de que Jesus ter ou não ter sido morto numa cruz é completamente independente da opinião pessoal de cada um. Noutras palavras, Jesus não vai descer da cruz porque eu não acredito nele, e nem vai subir à cruz porque eu acredito nele. O fato que já aconteceu já aconteceu, não importa o quanto que eu possa crer ou descrer nele.

 

Vamos ilustrar isso de uma maneira simples e prática. O Alcorão (livro sagrado dos mulçumanos) prega que Jesus (apenas mais um profeta) não foi crucificado, enquanto sabemos que a Bíblia ensina uma verdade completamente diferente do que o Alcorão diz a este respeito. Ora, não é possível que os dois sejam verdadeiros porque contradizem um ao outro. A Bíblia diz que Jesus morreu na cruz e que ressuscitou três dias depois (1Co.15.1-8), enquanto o Alcorãodiz que Jesus existiu, mas que não morreu na cruz (surata 4.157). Se um deles está certo, então o outro está errado. Se Jesus nunca existiu, então ambos estão errados. Não podemos acreditar que ambos estejam com a verdade, porque são mutuamente excludentes. Um está certo, e o outro está errado. Ou estão os dois no erro. A única coisa que não pode ser verdade é que ambos estejam com a verdade! O inverso de verdadeiro é falso.

 

Sabemos, assim, que sendo mutuamente excludentes, a verdade não pode ser relativa a este respeito, pois, se dependesse da opinião de cada indivíduo, então Jesus teria morrido e – ao mesmo tempo – não morrido na cruz! Vamos exemplificar isso ainda de uma outra maneira. Imagine, hipoteticamente, que Jesus não tenha morrido na cruz, e os ateus e mulçumanos estão certos. Sendo assim, será que um cristão fervoroso, que mesmo assim insista em dizer que Jesus morreu na cruz, fará que a verdade absoluta deste fato seja alterada de modo que Jesus realmente tenha morrido na cruz? É claro que não! Se Jesus não morreu na cruz, então algum cristão pode até achar ser uma “verdade” relativa para ele que Jesus tenha sido crucificado, mas isso certamente não fará com que voltemos ao tempo e fazer com que Jesus suba a cruz (se ele nunca esteve lá!).

 

Agora vamos inverter a situação. Imagine que, como pregam os cristãos, Jesus realmente morreu na cruz tal como diz a Bíblia, e que os ateus e mulçumanos estão errados. Será que um ateu incrédulo ou um mulçumano fanático irá mudar esta situação, apenas porque não queira aceitar isso como uma “verdade” para ele? É claro que não! Se Jesus de fato foi cruficiado, então os ateus e mulçumanos podem chorar e espernear a vontade, crer naquilo que eles quiserem crer, que (querendo ou não, gostando ou não) não conseguirão reverter aquele fato que realmente existiu! Noutras palavras, é importante aqui frisar que o fato de eu pensar numa “verdade” relativa para mim não muda em absolutamente nada o fato de existir uma verdade absoluta que é totalmente independente aos meus achismos! Eu posso achar que eu estou com a verdade, mesmo se eu não estiver com a verdade mesmo.

 

Imagine, por exemplo, que você está assistindo a crucificação de Cristo, que está acontecendo ali na sua frente no exato momento. Isso certamente não é apenas uma verdade relativa sua, mas sim um fato – absolutamente certo – que está se passando logo ali à sua frente. Você assiste à morte e crucificação de Jesus sabendo portanto que isto é um fato – uma verdade. Se, porém, um chinês que não presenteou os fatos dizer a você que Jesus NÃO foi crucificado, o que você diria? Certamente que você não diria: “Você está com a verdade, porque ela é relativa... não importa aquilo que eu vi, importa que tanto eu quanto você estamos com a verdade!”. É claro que não! Você certamente tentaria convencê-lo de que aquele fato realmente aconteceu, porque você presenteou, você está absolutamente convicto disso, sabe que é uma verdade! A verdade absoluta é inquestionável!

 

Mas as contradições do relativismo não terminam por aqui. As religiões teístas (cristianismo, judaísmo e islamismo) pregam que o universo teve um início, enquanto que as religiões panteístas (Nova Era, hinduísmo, budismo) pregam que o universo não teve um início, mas é eterno. Essas afirmações são obviamente mutuamente excludentes. Não é possível que ambas estejam com a verdade, porque ou o universo teve um começo ou ele não teve! Evidentemente, uma das visões está correta e a outra está errada, não podem estarem todas com a verdade! Os exemplos continuam abundantemente contra o relativismo. O cristianismo prega que o homem só pode ser salvo em Cristo, ou seja, pela fé nele (Rm.3:24; Rm.11:6; Rm.3:27; Ef.2:8; Rm.5:1, etc).

 

Disso presume-se que os que são conhecedores de Cristo mas deliberadamente decidem não colocarem a sua fé nele, não serão salvas, pois a salvação vem pela fé em Cristo. O islamismo, hinduísmo, budismo, judaísmo, estão todos errados porque não colocam a sua fé em Jesus. Da mesma maneira, o islamismo prega que a salvação só existe dentro do próprio islã. Os hindus, por sua vez, creem que todo o mundo, indenpendentemente de suas crenças, está preso a um eterno ciclo de reencarnações baseadas nas boas obras. Essas crenças são altamente contraditórias e, portanto, não podem ser verdadeiras ao mesmo tempo. A “verdade relativa” é fortemente esmagada pelo peso de todas as evidências!

 

Vamos a mais uma ilustração prática. Imagine numa aula de matemática, dois alunos fazendo um exercício em que eles deveriam descobrir qual seria o resultado de 20+20. O primeiro aluno faz todos os milhares de cálculos necessários e “descobre” que dá 40. Já o outro aluno estudou muito e chegou na conclusão de que dá 55. Ambos pensam estar com a verdade. A professora corrige a avaliação, dá nota zero para o segundo aluno e nota máxima para o primeiro. Será que seria razoável que o aluno que errou a operação matemática poderá ir chorar para a professora, alegando que filosoficamente ele está com a razão por acreditar realmente que aquilo fosse a verdade, ainda que fosse mentira? É claro que não. Ele poderia gritar, chorar, espernear, filosofar a vontade, mas a sua nota continuaria sendo zero e a operação continuaria estando errada!

 

Embora ambos acreditem estarem com a razão sobre o assunto e estarem com a verdade, apenas um deles acertou a questão. Por que? Porque foi ele quem acertou em cheio o padrão da verdade absoluta (que, neste caso, condiz com o resultado de 40 na avaliação matemática), enquanto o outro aluno tinha uma verdade relativa apenas para ele, mas não obteve a verdade absoluta. Ambos tinham verdades relativas a eles, mas apenas um deles acertou também aquilo que seria a verdade absoluta no assunto. Por isso, apenas um deles estava certo, o outro estava errado, mesmo achando que estava certo! Estes vários exemplos nos mostram de maneira clara e evidente alguns pontos que devemos considerar aqui:

 

1. Existir verdades relativas à opinião pessoal de cada um não significa excluir um padrão de verdade absoluta existente.

 

2. O fato de alguém achar que está certo (verdade relativa), não faz com que ele esteja com a verdade mesmo (verdade absoluta).

 

3. Existe um padrão de verdade absoluta no qual devemos chegar, podendo acertar ou errar, nos aproximar ou não.

 

Mais algumas considerações com relação aos exemplos:

 

1. Se Jesus morreu na cruz, o fato dos mulçumanos não crerem nisso não vai fazer com que voltemos no tempo e Jesus saia da cruz.

 

2. Se Jesus não morreu na cruz, o fato dos cristãos crerem nisso não vai fazer com que ele suba a cruz.

 

3. Se Deus existe, o fato dos ateus não crerem nele não significa que Ele não existe!

 

4. O fato de um aluno errar achando que está certo não muda o fato de ele não estar de acordo com a verdade e que existe uma verdade absoluta.

 

5. Jesus não pode ter morrido na cruz e ao mesmo tempo não ter morrido na cruz; os cristãos e os mulçumanos não podem estar ao mesmo tempo com a verdade neste fato!

 

Em outras palavras, a existência de verdades relativas não muda em absolutamente nada o fato de existirem verdades absolutas, e muito menos fazem com que a verdade absoluta esteja sujeita as verdades relativas! A existência de uma verdade absoluta, um padrão (moral, religioso, histórico e fatuais) é um fato indenpendente da opinião pessoal de cada um no concernente àquilo que seja a verdade.  A verdade não depende de nossos sentimentos ou preferências. Uma coisa é verdadeira quer gostemos ou não dela.

 

Existe sempre uma verdade absoluta, mas (assim como naquela operação matemática) os homens podem errar em tentar encontrá-la. O fato de que somos falhos em encontrar a verdade não significa que a verdade não existe, mas significa apenas que nós somos seres falíveis, sujeitos ao erro. Em resumo, é completamente errado pensar que porque alguns creem em uma “verdade” diferente da linha de pensamento dos outros, então a verdade absoluta não existe. Isso não ajuda em nada a provar que a verdade absouta não existe; pelo contrário, só serve para provar que a verdade relativa de algumas pessoas pode estar completamente equivocada.

 

 

5. MAIS CONTRADIÇÕES DO RELATIVISMO

 

Como se não bastasse tudo isso que já expus até aqui, o mais gritante de todos os fatos que atestam contra o relativismo é que, além de tudo, esta é uma filosofia autocontraditória, mutuamente excludente, que anula a si mesma. Ser relativista significa negar os seus próprios princípios para aderir a eles. Os seus principais “slogans” não conseguem nem ao mesmo se sustentar diante deles mesmos! Vejamos alguns deles:

 

- “Não existe verdade” - Isso é verdade?

- “Toda verdade é relativa” Essa verdade é relativa?

- “Você não pode conhecer a verdade!” Então como você sabe disso?

- “Não existem absolutos!”Você está absolutamente certo disso?

 

É óbvio que qualquer declaração que não possa ser declarada (porque contradiz a si mesma) deve ser falsa. Os relativistas fracassam por sua própria lógica! Os relativistas não podem JAMAIS dizerem que “não existe verdade” ou que “toda verdade é relativa”, porque eles estariam entrando em contradição com eles mesmos, afinal, essa verdade é relativa? Ou isso é verdade? Como eles podem dizer que eles estão com a verdade e nós estamos enganados neste ponto, se exatamente a verdade não existe? Como eles podem dizer que nós não podemos conhecer a verdade (ou, como o Manuel Lima Neto disse, “isto está além da compreensão humana...”), já que eles sabem disso?

 

Como eles podem estar absolutamente certos da filosofia deles, se não existem absolutos? Isso é muito sério, pois, se não existe a verdade, então não é verdade aquilo que eles dizem! Por que eu vou ter que acreditar em algo que não é verdade? Será que quando os relativistas pregam que toda a verdade é relativa, eles estão cientes de que até mesmo esta própria declaração – que “toda a verdade é relativa” – é relativa e não algo certo? Ora, não é preciso fazer muito para desmontar a filosofia de um pessoal que se contradiz consigo mesmo. Foi exatamente isso que Norman Geisler expôs em seu livro, “Não tenho fé suficiente para ser ateu”, quando derrubou toda a pseudo-filosofia relativista de 200 anos em menos de trinta segundos:

 

Numa aula de filosofia que eu [Norm] estava lecionando, apontei as falhas da filosofia de Kant dessa maneira. Eu disse:

 

— Em primeiro lugar, se Kant afirma que não pode conhecer coisa alguma sobre o mundo real (a coisa em si), então como ele sabe que o mundo real existe? E, segundo, sua visão é falsa em si mesma porque ele afirma que não se pode conhecer nada sobre o mundo real, enquanto afirma que ele sabe que o mundo real não pode ser conhecido!

 

Um dos alunos interrompeu-me e disse:

 

— Não, dr. Geisler, as coisas não podem ser tão simples assim. Você não pode destruir o princípio central dos últimos 200 anos de pensamento filosófico usando apenas algumas frases!

 

Usando a minha fonte favorita — a revista Seleções de Reader's Digest — eu respondi:

 

— É isso o que acontece quando uma linda teoria encontra-se com uma violenta gangue de fatos. Além do mais, quem disse que uma refutação precisa ser complexa? Se alguém comete um erro simples, só é preciso uma simples correção para destruí-lo.

 

O que Norman Geisler expôs acima é a mais pura realidade dos fatos. Nós não precisamos passar anos escrevendo livros inteiros sobre um tema se ele é facilmente derrubado por causa de um erro simples. Os relativistas são derrotados em sua própria lógica! Afinal, se eles dizem que não é possível saber nada com certeza, então de que modo eles podem saber isso com certeza? Noutras palavras, como eles sabem com certeza que não se pode saber coisa nenhuma com certeza? Essa acentuada contradição dentro do relativismo pode ser conhecida através de um diálogo real entre um aluno que foi a uma igreja ouvir um pastor relativista pregar essas ‘lindas e maravilhosas’ teorias de que todos estão com a verdade porque ela é relativa. O relato está registrado no mesmo livro recém mencionado:

 

— O tema do meu sermão nesta manhã — disse o pastor — é que todas as crenças religiosas são verdadeiras!

 

O aluno se contorcia no banco à medida que o pastor prosseguia, assegurando a cada membro de sua congregação que todas as crenças religiosas que eles tinham eram "verdadeiras"! Quando acabou o sermão, o aluno queria sair rapidamente sem ser notado, mas o pastor, todo empertigado, estava esperando à porta para abraçar todas as pessoas da congregação.

 

— Filho — disse o pastor com uma voz estrondosa, saudando aquele aluno -, de onde você é?

— Na verdade, sou daqui mesmo, senhor. Voltei para casa durante as férias do seminário.

— Seminário? Que bom! E então? Que crenças religiosas você tem, filho?

— Eu preferiria não dizer, senhor.

— Por que não, filho?

— Porque não quero ofendê-lo.

— Ah, meu filho, você não vai me ofender. Além do mais, não importa quais sejam as suas crenças, elas são verdadeiras. Então, no que você acredita?

— Tudo bem — relaxou o aluno. Ele se inclinou na direção do pastor, cobriu a boca com a mão e sussurrou:

— Senhor, creio que o senhor vai para o inferno!

O rosto do pastor ficou vermelho enquanto ele tentava responder.

— Bem, eu, ah, acho que cometi um erro! Não é possível que todas as crenças religiosas sejam verdadeiras, porque a sua certamente não é!

 

Eu acho que desta forma não é nem preciso prosseguir demonstrando de que forma que o relativismo é apenas uma visão equivocada do mundo, que nega uma verdade absoluta sem nenhuma razão significativa para tanto e que ignora completamente as suas próprias contradições!

 

 

6. O RELATIVISMO EXISTE NO PLANO REAL OU APENAS NO IMAGINÁRIO?

 

Um outro ponto de grande importância a considerarmos aqui diz respeito se a filosofia relativista é plausível dentro do plano real ou se ela é válida apenas dentro do plano imaginário, irreal. Constantemente vemos afirmações claramente relativistas, muitas vezes altamente contraditórias ou mutuamente excludentes, tais como “Não existe verdade”, ou então: “Existem muitas verdades”; também dizer: “Não existe certo e errado!” (conquanto que em outras ocasiões afirmem entusiasticamente que a visão deles é a certa), etc. Estes conceitos certamente só podem ser plausíveis dentro do plano imaginário, mas nunca dentro do plano real em que vivemos.

 

Por exemplo, eles podem filosofar muito (muito, muito mesmo) para tentar provar que aquele estuprador de criancinhas do cap.2 não está “errado” (porque o errado não existiria), mas isso certamente seria condenado por todas as pessoas, tal cidadão seria considerado um monstro e teria sido preso. Por mais que a filosofia relativista tente propor certas coisas, elas nunca irão alcançar este objetivo dentro do campo real. Por exemplo, ainda que alguém diga que não está errado jogar a filha de seis anos da janela do prédio para a morte, todo mundo consideraria eles dois, como o casal Nardoni, como monstros e que merecem a cadeia (ou algo pior!).

 

Por isso mesmo, eles não optaram por se “justificarem” dizendo que “a verdade era relativa” (isso seria uma saída bem fácil para eles!), mas sim que não foram eles que praticaram aquilo. Eles sabiam que, se dissessem que a verdade é relativa e que não existe certo ou errado neste caso, eles NUNCA seriam absolvidos; pelo contrário, eles além de assassinos ainda seriam considerados como loucos, malucos, estúpidos, e a sociedade NUNCA iria ser idiota ao ponto de dizer: “Ok, vocês tem razão, então!”; ao contrário, iria repudiar ainda mais fortemente tal ato cometido por eles!

 

O povo inteiro saiu às ruas para tentar atacar o casal, e o assunto jamais foi assunto de “debate” se aquilo era “certo ou errado”, porque todos sabiam que aquilo era errado! Em outras palavras, a filosofia relativista pode até chegar a algumas conclusões, mas elas jamais vão ser consumadas dentro do plano real (do mundo visível), mas apenas dentro da imaginação deles (plano imaginário). Por mais que o “mundo das ideias” dos relativistas esteja repleto de conceitos filosóficos “maravilhosos” para eles, eles são completamente inaceitáveis dentro do plano real que nos mostra sempre certas verdades absolutas. Vamos exemplificar isso de alguma maneira, com o exemplo do infinito.

 

Não existe um infinito real, mas apenas um infinito imaginário. Não pode existir o infinito dentro do plano real e visível, pois se confrontaria com certas dificuldades que são realmente insuperáveis, como, por exemplo, que um a mais do que o infinito continuaria sendo infinito, tanto quanto um menos o infinito prosseguiria sendo do mesmo modo infinito! Ninguém pode contar regressivamente do infinito até o ponto 0, tanto quanto não é possível ocorrer uma sucessão de eventos temporais com uma sequencia infinita destes eventos. Em outras palavras, por mais que o infinito possa ser uma realidade dentro do plano imaginário, ele não entra dentro do plano real.

 

É realmente possível ocorrer um caso de infinito qualitativo (como é o caso de Deus), mas não um infinito real e quantitativo. O mesmo ocorre com a metodologia relativista de ensino. Ela só é plausível dentro do campo imaginário, nas ideias, mas nunca no mundo real dos acontecimentos visíveis, no qual percebe-se claramente as verdades absolutas em inúmeras áreas de nosso cotidiano. Por exemplo, não é possível existir alguém que seja um “solteiro casado”, isto é, alguém que seja realmente solteiro e casado ou mesmo tempo. Isso simplesmente não é possível no plano real, ainda que os relativistas pensem nisso no campo imaginário.

 

No plano real, se alguém é casado não é solteiro, e se alguém é solteiro então este não é casado! Portanto, o fato de que não existe um “solteiro casado” é uma verdade absoluta. Por mais que os relativistas queiram negar isso, eles nunca conseguirão demonstrar tal fato dentro do campo real, isto é, trazendo à existência visível um homem ou uma mulher que seja casado(a) com outra pessoa e ao mesmo tempo que seja solteiro! Os exemplos podem ser amplamente relatados aqui. Por exemplo, o fato de não existir um número que seja par ou ímpar ao mesmo tempo, o fato de que não é possível algo ser finito e infinito ao mesmo tempo, o fato de que não existe uma bola quadrada ou um triângulo de dez lados!

 

Vamos parar por aqui para não complicar muito a mentalidade dos relativistas, porque, se eles querem mesmo trazer para o plano real a filosofia deles, então certamente teriam que mostrar exemplos reais de cada um dos exemplos que foram mostrados aqui, e, além destes, de muitos outros. Estes conceitos são absolutos, e a filosofia relativista que toma conta da psicologia, por mais que se esforce grandemente, nunca irá conseguir reverter este quadro satisfatoriamente. Dito em termos simples, se o que os relativistas desejam é que eu confesse que a filosofia deles pode ser uma realidade dentro do plano imaginário, então eles não precisam disso – eu admito isso! Na verdade, qualquer asneira pode ser dita dentro do plano imaginário.

 

Podemos imaginar que o Corinthians um dia irá ser campeão da taça libertadores da América, podemos imaginar o Batman existe realmente e que o nosso universo não é o único, mas é apenas uma partezinha insignificante de um inumerável aglomerado de universos. Podemos sonhar que todas as religiões mundiais são verdadeiras (mesmo as que são contraditórias com elas mesmas e com as outras), podemos imaginar que não existe verdade e que eu e você não existimos, podemos imaginar que você não está lendo este texto mas que está sendo abduzido por uma força extraterrestre, podemos imaginar tudo quanto a nossa mente fértil pode imaginar, mas de tudo isso uma coisa é certa:

 

Todas essas coisas (ou pelo menos uma enorme parte delas) não podem nunca, jamais, em circunstância alguma, serem admitidas como uma realidade (uma verdade ou um fato) dentro do plano real dos acontecimentos! Em resumo, a verdade absoluta existe dentro do plano real, enquanto que, por outro lado, o relativismo só se faz “verdadeiro” dentro do plano imaginário e irreal, no qual TUDO (absolutamente tudo) pode ser sonhado como “realidade”, incluindo até mesmo as maiores contradições do mundo e tudo aquilo que há de mais ridículo.

 

Antes de concluirmos, uma última boa analogia de como a pseudo-filosofia relativista não se encaixa no mundo real: Um homem caiu em um buraco, e não conseguia sair dali. Aquele buraco era real, tanto quanto o homem que lá dentro estava. Durante dias, sem comer e nem beber nada, ele tentava desesperadamente sair daquele buraco que ele caiu, mas o máximo que ele conseguia era ficar cada dia mais fraco e debilitado, de modo que por si mesmo já não tinha forças suficientes para sair daquela situação.

 

Ele precisava urgentemente de uma ajuda de alguma pessoa que por lá passasse. Primeiro ele viu chegar um filósofo relativista, cheio da “sabedoria” e do “conhecimento”. O pobre homem que caiu no buraco clamou, aos prantos, que este filósofo relativista lhe ajudasse a sair daquele buraco, lhe dando a mão, puxando uma corda ou chamando o socorro. Contudo, ao invés de ajudar o coitado a sair daquela situação, aquele relativista super sábio veio com as suas pseudo-filosofias (que não passam do mundo imaginário) tentando coloca-las dentro do mundo real.

 

Ao invés de ajudar aquele homem que estava ali dentro, filosofou, filosofou, filosofou... e chegou as mesmas conclusões que os relativistas sempre chegam: que não é verdade que aquele homem está ali dentro (pois isso poderia não ser verdade para ele mesmo, e nunca poderia ser provado como sendo absolutamente uma verdade), que aquele homem não existe (mas é apenas um “produto da luz”), que aquele buraco não é real, que não é certo e nem errado ajudar aquele homem a sair dali, porque, além do fato de que a pseudo-filosofia deste sujeito relativista lhe dizer que nem aquele homem e nem aquele buraco existem realmente, ainda existe o fato de que nada pode ser provado, nada é absolutamente verdade, nada é real, nada é certo, nada é errado, tudo é relativo, e tudo é subjetivo.

 

Portanto, ele não poderia auxiliar aquele homem que estava no buraco, mas ele conseguiu um fato extraordinariamente bonito que foi “abrir a mente” do camarada para a “verdade do relativismo”. Bom, essa deve ter sido uma atitude realmente linda, mas certamente não teve efeito nenhum no mundo real. Apesar de ter feito a cabeça do camarada, ele não fez com que aquele homem saísse daquele buraco. Ele não trouxe sustento ou mantimento para aquele homem continuar sobrevivendo (pelo menos durante mais algum tempo). Ele não deu a mão para ajudar aquele homem, não puxou uma corda, nem ao menos chamou a emergência!

 

Em outras palavras, dentro do mundo real, aquela pseudo-filosofia de tal relativista não tem mais valor do que aquilo que se costuma colocar na lata do lixo. Ao contrário, este sujeito não seria caracterizado como um “mestre de moral” no mundo real, mas sim como um imoral, um coração de pedra, um monstro, um antiético e malvado. Não trouxe nenhum auxílio que aquele homem que estava no buraco mais necessitava, e o deixou ali naquele mesmo lugar de antes, agonizando até a morte. Provavelmente tal filósofo relativista, longe de ser classificado como um grande “mestre de moral”, seria preso, atacado pela sociedade, ou algo pior!

 

De fato, ele estaria sendo indiretamente responsabilizado pela morte daquele homem, ao não fazer porcaria nenhuma em favor dele dentro do mundo real. Em contrapartida, alguns instantes depois, para a sorte daquele homem que estava no buraco, passou um mendigo, um favelado, que não tinha um tostão no bolso, que nunca estudou na vida e que nunca ouviu falar de filosofia nenhuma; mas, ao olhar para o rosto daquele homem que estava agonizando no buraco, estendeu as suas mãos para ele, o resgatou daquele lugar, chamou imediatamente a emergência e garantiu a sobrevivência daquele homem, que lhe honrou grandemente, bem como a sociedade que aprovou tal feito.

 

Perceba que a pseudo-filosofia relativista é violentamente espancada até mesmo por um mendigo, quando saímos do plano imaginário e entramos no mundo real! Jamais a filosofia relativista tem sucesso no mundo real, porque o relativista irá (querendo ou não, gostando ou não) se confrontar com certos valores morais que realmente existem, bem como outras verdades que são totalmente inquestionáveis.

 

Ele pode até lutar contra isso, pode chorar, berrar e espernear à vontade, mas ele só não conseguirá fazer uma coisa: mudar o fato da existência da verdade absoluta! Por mais que ele lute contra, ele nunca conseguirá trazer da teoria as suas filosofias direto para a prática, tirando-as do plano imaginário direto para o mundo real. Ele irá se deparar diretamente com certos princípios e padrões absolutos, tais como:

 

- A Moralidade Absoluta – Existem certos valores morais que são considerados em todas as partes do mundo todo, tal como o fato de que estuprar uma criancinha ou atirar um bebê do alto de um edifício não é algo louvável, mas repudiável.

 

- O relativismo não existe no campo religioso – Não é possível que todas as religiões do mundo estejam com a verdade (ou que “todos os caminhos levem a Deus”), pois muitas religiões são mutuamente excludentes. Noutras palavras, se uma é verdadeira então a outra é falsa, ou então todas elas são falsas. A única coisa que não pode ser verdade é que todas as religiões são verdadeiras!

 

- A verdade absoluta no campo da lógica racional – O fato de não existir um casado solteiro (dentre vários outros exemplos) prova que existem certos conceitos que são absolutamente verdadeiros. Ainda que alguém não goste disso ou o queira negar, não conseguirá fazer isso no campo real e prático, mas apenas no campo imaginário. Conceitos mutuamente excludentes são absolutamente falsos em todas as partes do mundo, incluindo o próprio relativismo que é uma contradição em si mesmo.

 

Estes são apenas alguns exemplos de todos os que já vimos aqui e de milhares de outros que eu poderia passar. É verdade que existem certas áreas em que o padrão é relativo, tal como é, por exemplo, na estética. Alguma pessoa pode ser “feia” relativamente a uma pessoa, enquanto para outro indivíduo esta mesma pessoa pode ser “linda”. Mas, conquanto que na estética tais valores sejam relativos, é completamente errado dizer, a partir daí, que todos os padrões são relativos. Essa é uma falácia que não é plausível dentro da lógica racional.

 

Nem estou dizendo que tudo é absoluto e muito menos que tudo é relativo. Como eu disse claramente logo no início desta matéria, existem áreas em que a verdade é relativa (como a estética) e também existem áreas em que a verdade é absoluta (como na moralidade, religiosidade, autocontradições, lógica, etc). E, mesmo nas áreas em que a verdade pode ser relativa, temos que recorrer a algo maior para provar isso, ou seja, à existência de uma verdade absoluta, se quisermos mesmo estar dizendo a verdade quanto a esta verdade ser relativa. Novamente, a verdade absoluta entra em cena!

 

Não existe verdade absoluta dentro da estética (quem é mais bonito ou mais feio) ou em gosto de comida (essa comida é boa e a outra é ruim), esses são conceitos relativos. Ninguém irá ser condenado por gostar mais de arroz do que de feijão! Estes costumes não buscam chegar a uma “verdade absoluta” sobre eles, pois é mera questão de gosto. Em contrapartida, valores morais como os que foram passados aqui não são reflexos de “gostos” ou “costumes”. Ao contrário do arroz e feijão, a sociedade condenaria absolutamente um cidadão que jogasse uma criança inocente do alto de um prédio, porque ela sabe que este sujeito estaria violando uma lei de consciência moral absoluta a todos os homens.

 

Se não existisse verdade absoluta e tudo fosse relativo, então provavelmente a reação mais provável das pessoas no caso do estupro ou do assassinato seria a mesma quanto à preferência alimentar. Afinal, tudo é relativo, não é mesmo? Ora, se todos os padrões são relativos, então não haveria motivos de condenar alguém a morte ou a prisão, quando ele estaria apenas seguindo o “padrão” dele!

 

Da mesma maneira, este fato seria igualado a valores estéticos (ambos seriam relativos) e assim como não se condena a preferência física de alguma pessoa (se é loira ou morena), assim também não haveria razões para que condenássemos tais atos imorais (na verdade, não teríamos nem mesmo motivos para considerar tais atos imorais, se a verdade não existe!), a não ser que, diferentemente do outro caso, na moralidade existam padrões absolutos de verdade, o que diferencia claramente as duas situações e nos oferece uma resposta objetiva a tal discrepância que os relativistas não nos podem oferecer.

 

Portanto nem tudo é relativo e nem tudo é absoluto. Para os relativistas, não basta apenas dar um ou outro exemplozinho que mostre o relativismo entrando em ação. Já vimos a “qualidade” dos exemplos deles mesmos, que muitas vezes se parecem muito mais com um verdadeiro “tiro no pé” do que com um argumento sério que respalde a teoria deles. Mas os relativistas precisam fazer muito mais do que isso. Eles precisam efetivamente provar que absolutamente todos os conceitos, todas as verdades, todos os fatos, todas as realidade e todos os exemplos são relativos!

 

E isso eles certamente não podem fazer, nunca conseguiram fazer e nem mesmo conseguirão algum dia. Se, contudo, encontrarmos apenas uma única verdade absoluta em qualquer área ou em qualquer exemplo prático (como eu exaustivamente fiz aqui), então a existência da verdade absoluta já é provada. Basta apenas a existência de uma única verdade absoluta para a verdade absoluta existir. Nem mesmo todos os relativismos do mundo todo poderão anular essa verdade, para alguém que crê que tudo é relativo.

 

O fato é que, quando entramos no campo real, dizer que tudo é relativo é tão descaradamente falso quanto dizer que aquele pseudo-filósofo relativista do exemplo anterior está tão certo quanto o mendigo que realmente ajudou aquele homem! E eu tenho toda a absoluta certeza que, se fosse você aquele homem que estivesse no buraco, iria torcer mil vezes mais para encontrar pela frente aquele homem que o ajudou, e querer bem longe de você aquele grande e sábio mestre relativista da pseudo-filosofia!

 

 

7. CONSIDERAÇÕES FINAIS

 

À luz de todas as evidências que já passei neste pequeno estudo, podemos ver de quantas formas que negar a existência da verdade absoluta significa entrar em gritantes contradições de primeira ordem, muitas delas insuperáveis ou que se faz obrigado a negar até mesmo o mais óbvio dos fatos, sendo forçado a entrar em autocontradição para salvar as suas próprias prerrogativas. Vamos apenas listar dez das [várias] provas de que a afirmação de que “todas as verdades são relativas” é falsa, e de que a verdade absoluta existe:

                                                                                    

1. A existência de verdades relativas não implica na inexistência de um padrão absoluto.

 

2. Valores morais absolutos existem. Um estupro ou injustiça é considerado errado em todos os lugares do mundo, e em todas as épocas.

 

3. Valores religiosos absolutos existem, pois muitas religiões são mutuamente excludentes e, portanto, não podem estar todas corretas. Não é possível que todas as religiões sejam verdadeiras, porque ensinam coisas opostas.

 

4. O fato de eu achar que estou com a verdade não significa que eu estou dizendo a verdade mesmo.

 

5. O fato de uma coisa não ser uma “verdade para mim” não vai transformar o acontecimento real em uma mentira. A verdade não depende de nossos sentimentos ou preferências. Uma coisa é verdadeira quer gostemos dela quer não.

 

6. Um caderno não se transformará em uma xícara apenas porque eu penso que aquilo é uma xícara e não um caderno.

 

7. O relativismo é contraditório em si mesmo, pois se não existe a verdade, então isso é verdade?

 

8. Existe um padrão de verdade absoluta no qual devemos chegar, podendo acertar ou errar, nos aproximar ou não. Negar a verdade absoluta e sua cognoscibilidade é uma afirmação falsa em si mesma.

 

9. Existe uma lei moral (lei de consciência) absoluta, e implantada por Deus nos corações dos seres humanos, que são livres para obedecê-la ou não.

 

10. O fato de alguém errar na sua tentativa de alcançar o padrão absoluto não significa que este padrão absoluto não existe, mas sim que muitas vezes somos falhos em tentar chegar neste alvo.

 

Depois de analisar algumas de todas essas evidências acumulativas, Manuel Lima Neto teve mais ou menos a mesma reação que teve aquele aluno do Norman Geisler (acima mencionado): “Cara... se você estiver certo, estará derrubando mais de 100 anos de psicologia”! Bom, para mim faz pouca ou nenhuma diferença se eu vou derrubar 100, 200, 500 ou 10000 anos de psicologia, se ela estiver errada. Quando Jesus veio ao mundo, os cristãos nem sequer existiam. No antigo Israel, de toda aquela nação, havia apenas sete mil joelhos que não haviam se dobrado diante de Baal (1Rs.19:18; Rm.11:4). Constantemente vemos que a verdade está nas mãos de um pequeno “punhado” de gente, conquanto que a grande maioria esteja no erro. Já vimos que a porta é estreita, e são poucos os que entram nela (Mt.7:13).

 

A verdade absoluta existe, mas, como vimos, muitas vezes as pessoas erram em tentar chegar até ela, e acabam formando caminhos humanos, sujeitos ao erro. Não tenho nada contra a psicologia ou a filosofia (na verdade, muito do que foi aqui exposto foi na base de argumentos filosóficos simples), mas sim contra aquilo que está de errado na psicologia ou na filosofia. Muitas vezes a “voz do povo” não é a voz de Deus, que pode estar “onde estiverem dois ou três em meu nome” (Mt.18:20). O meu sincero desejo a todos os relativistas que lerem este artigo (incluindo o Manuel Lima Neto, é claro) é que eles fiquem absolutamente convictos, plenamente instruídos e objetivamente certos de que a verdade absoluta existe.

 

No final, Manuel Lima Neto, ao se deparar com todas as evidências que se acumulavam diante dele, vendo que a crença dele no relativismo não poderia de modo algum ser sustentada no mundo real, teve que simplesmente dizer: “É... mas isso está além da compreensão humana...”. Não, isso não está além da compreensão humana. Pode estar além da compreensão dele, mas não é um conceito “sobrenatural”. Pelo contrário, todos os conceitos que eu passei ao longo de todo este estudo são facilmente observáveis dentro da compreensão humana, são conceitos humanos e não extraterrestres! A única coisa que causa alguma confusão “paranormal”, impossível de ser aceita no plano real, é a crença cega no relativismo, que é por si só contraditória e falsa. Infelizmente esta acaba sendo a única saída para não confessar uma verdade absoluta e óbvia que deveria ter sido dita:

 

“-Lucas, você está certo!”

 

Que a graça do Senhor Jesus Cristo, o único caminho para a verdade absoluta, seja com todos. Amém!

 

“Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim(João 14:6)

  

Paz a todos vocês que estão em Cristo.

 

Por Cristo e por Seu Reino,

Lucas Banzoli.

 

 

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