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A "INTERCESSÃO" DE MARIA
A "INTERCESSÃO" DE MARIA

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Este artigo é uma carta-resposta a um evangélico sobre um artigo de um site católico enviado por um amigo dele, em que defende a intercessão de Maria (e dos outros santos falecidos) baseando-se em João 2:1-11. Em seguida a minha resposta a tais “argumentos” católicos, observando exatamente o mesmo texto de João 2:1-11 para provar que, além de não haver nenhuma “intercessão” de Maria ali, o texto serve muito mais para provar o contrário daquilo que os católicos historicamente defendem nestes versos!

 

 

Pergunta:

 

Primeiramente, Lucas, obrigado por me responder! Você disse que eu poderia continuar perguntando, por isto eu estou te enviando mais alguns emails... não se apresse em me responder!!!
 
Feliz natal e ano novo!!!
  
Olhe este "artigo" de um site católico!!! Eu recebi de um amigo que quer me converter ao romanismo... a "Igreja verdadeira"... dizendo que nós não sabemos a diferença entre mediação e intercessão. Engraçado que para eles os ortodoxos não serão salvos (que eles chamam de cismáticos) e os carismáticos (que eles chamam de hereges e dizem que a RCC é um "curso de entrada para o protestantismo"...) também não serão salvos. Ele é um grande amigo, mas em matéria de religião é “cada um no seu quadrado". Omitirei o nome dele, pois apesar de ele me chamar de "herege", cego e alienado... ele é um amigo de infância e não sabe que eu estou enviando isto para você!
 
CLIQUE AQUI PARA VER A ARGUMENTAÇÃO CATÓLICA

 

(Álvaro Fernandes, Fortaleza/CE – 19/12/2011)

 

 

Resposta:

 

Olá, Álvaro.

 

Não há qualquer dificuldade em refutar o texto do seu amigo, mas neste caso específico não creio ser necessária uma extensa e elaborada argumentação contra a intercessão dos “santos” falecidos do catolicismo, tendo em vista que tal crença já foi rebatida por mim em meu artigo: “10 Provas contra a Intercessão dos Santos”. Na verdade, eu poderia citar muito mais do que “dez”, o que pode ser visto na minha lista de 206 Provas contra a Imortalidade da Alma, ou em meu livro "A Lenda da Imortalidade da Alma".

 

Se existem pelo menos duzentas e seis provas contra a imortalidade da alma, então os defuntos não podem estar no Céu intercedendo por nós neste momento, pois a verdade bíblica não é de vida pré-ressurreição, mas sim de entrada na vida após a ressurreição do último dia:

 

“Não fiquem admirados com isto, pois está chegando a hora em que todos os que estiverem nos túmulos ouvirão a sua voz  e sairão; os que fizeram o bem ressuscitarão para a vida, e os que fizeram o mal ressuscitarão para serem condenados (João 5:28-29)

 

Note que os mortos que praticaram a justiça só “sairão para a vida” após essa ressurreição, assim como os ímpios que só “serão condenados” após essa ressurreição. Ou seja, tanto a entrada na vida eterna quanto a condenação dos ímpios ocorre depois da ressurreição, e não antes dela! E quando é que ocorre essa vivificação (ressurreição) para a entrada na glória? Essa o próprio apóstolo Paulo nos responde:

 

“Pois da mesma forma como em Adão todos morrem, em Cristo todos serão vivificados. Mas cada um por sua vez: Cristo, o primeiro; depois, quando ele vier, os que lhe pertencem” (1 Coríntios 15:22-23)

 

Note que a vivificação dos mortos só ocorre na segunda vinda de Cristo. Ou seja, nada de “vida” antes disso! Os defensores da tese popular (e lendária) da imortalidade da alma geralmente atropelam a exegese para citarem parábolas e simbolismos apocalípticos para justificarem seus crenças, algo que jamais é admitido como um método hermenêutico sério, uma vez sendo que por este mesmo “critério” teríamos admitir que as árvores falam (parábola de 2Rs.14:11), que os trovões dialogam (Ap.10:3) ou que Jesus tem sete chifres e sete olhos no Céu (Ap.5:6).

 

É evidente que ninguém admite isso. Por que? Simplesmente porque estão em contextos claramente parabólicos e/ou simbólicos, o mesmo contexto das passagens que os imortalistas usam! Ou seja, alguns deles até interpretam bem a Bíblia (como é o caso do imortalista Norman Geisler, que eu admiro muito), mas quando a questão chega neste assunto, eles abrem mão daquilo que aprenderam acerca das normas de exegese, somente porque de fato não existe qualquer indicação bíblica da crença deles em uma passagem clara ou direta. Veja mais sobre isso em minhas refutações às interpretações tradicionais dos textos deles, em meu artigo: “Imortalidade da Alma Refutada”.

 

O resumo disso tudo é muito simples: se existem pelo menos 206 provas que os “santos” do seu amigo estão mortos e inconscientes, sem passar pela ressurreição que traz a vida, então eu não devo me preocupar com um “textinho” básico desses, que é o “be-a-bá” de todo e qualquer argumento católico, vindo de gente que realmente acredita que descobriu a pólvora com essa passagem de João 2:1-11!

 

Ao invés de eu repetir tudo aquilo que eu já escrevi em artigos e livros (o que seria exaustivo e chato), vou procurar refutá-lo somente e exatamente no mesmíssimo texto que ele se utilizou – isso mesmo, o de João 2 – mostrando que ou ele não sabe o que é exegese, ou então foi extremamente tendencioso em suas “interpretações”. Vejamos o texto bíblico, parafraseando-o:

 

João 2

1 Três dias depois houve um casamento em Canaã da Galiléia. A mãe de Jesus estava presente.
2 Também Jesus e seus discípulos tinham sido convidados para o casamento.
3 Como o vinho veio a faltar, a mãe de Jesus lhe disse: “Eles não têm mais vinho”.
4 Jesus respondeu-lhe: “Mulher, que tenho eu contigo? Minha hora ainda não chegou”.

 

Note que Jesus, na verdade, corrigiu severamente a sua mãe, dizendo: “que tenho eu contigo”??? A pergunta é evidentemente retórica, indicando que Jesus não tinha parte com Maria no ministério, para que ela ficasse se entrometendo nas coisas do Mestre. Se não fosse por isso, Jesus não teria se preocupado em dizer o que Maria tinha com ele, nem tampouco as versões católicas (como a do seu amigo) teriam a audácia de adulterar a passagem bíblica para uma forma mais suave e meiga – “por que dizes isso a mim?” – que nada a mais é senão uma adulteração do grego, que diz:

 

legei auth o ihsouV ti emoi kai soi gunai oupw hkei h wra mou

 

Traduzindo literalmente para o português, o texto ficaria:

 

“Disse (legei) lhe (auth) Jesus (ihsouV): que tenho (ti) eu (emoi) e (kai) você (soi), mulher (gunai)? Ainda não (oupw) é (h) chegada (hkei) a hora (wra) minha (mou)

 

O termo “eu e você” é melhor traduzido por “eu contigo”, tendo em vista que o “você” (soi) ali está no sentido informal (“tu” ou “ti”, ao invés de “senhora”); portanto o texto fica: “Disse-lhe Jesus: Que tenho eu contigo, mulher? Ainda não é a minha hora”. Logo, aqui constatamos que:

 

1. Jesus não se dirigiu a sua mãe por “Senhora” (como todos os católicos fazem), mas por um “você” equivalente a “tu”.

 

2. Jesus não se dirigiu a Maria por “mãe”, mas por “mulher”.

 

3. É importante salientar também que em momento algum houve uma intercessão de Maria em João 2, mas somente uma informação que Maria passou a Cristo. Note que Maria não disse: “filho, transforme a água em vinho agora mesmo”; ou então: “dê mais vinho para eles, porque eles estão pedindo”. Muito pelo contrário, ela apenas informa o Mestre de que não havia mais vinho, dizendo: “eles não têm mais vinho” (v.3). Ora, há uma grande diferença entre informar e interceder. Interceder, de acordo com o Dicionário, significa “intervir a favor de alguém ou de alguma coisa; rogar, pedir: interceder por um condenado” (fonte).

 

Maria, porém, não pediu nada a Cristo; ela apenas informou-lhe acerca do fato de faltar vinho, para que Jesus também ficasse sabendo disso. Informar, por sua vez, significa “dar informação a; dar aviso, comunicação, notícia; tomar conhecimento, inteirar-se de” (fonte). Exatamente o que Maria fez! Note que “interceder” não é um significado de “informar”, nem tampouco uma coisa significa necessariamente outra. Existe uma legítima diferenciação entre “informar” e “interceder”, e o que Maria fez foi evidentemente “informar”. Vejamos como o texto deveria ter ficado na Bíblia dos sonhos dos católicos:

 

MARIA INFORMANDO (BÍBLIA REAL)

MARIA INTERCEDENDO (BÍBLIA DOS SONHOS DOS CATÓLICOS)

“Eles não têm mais vinho” (João 2:3)

“Dê mais vinho a eles” (Acrescentares 2:3)

 

Maria não estava rogando a Cristo pelo dono da festa pedindo o vinho; ela apenas informou Jesus da falta dele. Se cada informação bíblica fosse uma intercessão, então não sobraria mais nada na Bíblia senão intercessão pra tudo o que é lado! É incrível a forma que os católicos forçam a barra nos textos que eles querem desesperadamente que signifique aquilo que eles querem que signifique, ainda que tenha que adulterar o original grego, a exegese e os significados e conceitos nítidos para isso! Portanto, sendo que há uma enorme diferença entre “informar” e “interceder”, e que o ato de Maria foi clarissimamente de informar, os católicos equivocam-se até mesmo em dizer que Maria “intercedeu” ali!

 

4. Que Maria estava contra a vontade de Cristo isso fica óbvio pelo fato de que Jesus não concordou prontalmente com a proposta de Maria, mas afirmou que na questão do ministério ele não tinha nada com ela.

 

Em outras palavras, enquanto os católicos querem desesperadamente que Jesus tivesse dito simplesmente: “Sim, mamãe, é para agora mesmo”!; ou então: “Eis-me aqui às tuas ordens, Nossa Senhora”; o que ele realmente diz – e que é a mais dura realidade para os católicos – é um “que tenho eu contigo, mulher?” – seguido pelo fato de que não era a sua hora de operar aquele milagre.

 

É claro que Jesus não estava desrespeitando a sua mãe, mas somente tratando-a da maneira mais informal o possível (o termo “mulher” não era nenhuma “ofensa” entre os judeus!). Cristo estava apenas mostrando a distanciação entre ele e sua mãe na questão do ministério, e quebrando com as normas católicas de tratar Maria sempre como “Senhora” e “Minha Mãe”, coisas que nem sequer o próprio filho literal de Maria – Jesus – jamais disse!

 

Qual é, portanto, o ponto-chave de tudo isso? Ora, o ponto-chave se encontra nas palavras de Maria, logo em seguida:

 

João 2

5 Sua mãe disse aos que estavam servindo: “Fazei o que ele vos disser”.

 

O único mandamento que Maria nos deixou não foi o de acender velas para ela, de beijar as suas imagens, de se prostrar em adoração veneração perante ela, de fazer pedidos em seu nome, de decorar ladainhas vãs e inúteis ou de elevá-la ao padrão de medianeira imaculada. NÃO!!! Qual foi, de fato, o único mandamento que Maria nos deixou? Que seguíssemos o que Jesus diz, e não o que ela mesma diz! Ao invés de Maria lhes dizer: “faça o que eu estou dizendo para vocês” – ela na verdade diz: “façam aquilo que Jesus disser”!

 

Maria não está no padrão de dar ordens no reino espiritual, tanto é que ela precisou apelar para Jesus operar o milagre. Ao invés de ela mesma sair por aí dando ordens aos seus “súditos”, ela se rendia à obediência a Jesus Cristo. Está óbvio que a submissão espiritual é de Maria a Cristo, e não de Cristo a Maria! Não foi Maria que já veio transformando água em vinho, mas Cristo. Mesmo Maria querendo, ela não foi passar ordens dela, mas disse para fazer somente o que Jesus quisesse.

 

E o próprio Cristo acentuou a distinção entre ele e Maria na questão do ministério. Tem que ser muito ignorante para ler a passagem com as lentes de Roma (e o véu junto) totalmente adulterada pelas traduções católicas, e ainda dizer que Cristo “se submeteu”! Não houve nada disso no texto!!! Note que Jesus só fez alguma coisa quando aquilo deixou de ser uma ´´intercessão´´ de Maria, para se tornar “o que ele vos disser”.

 

Enquanto Maria trazia as informações para Cristo, ele se negou a fazer o milagre. Quando, contudo, ela disse para seguir unicamente as ordens de Cristo, aí sim que Cristo age! Isso é simplesmente revelador no reino espiritual! Isso significa nada a mais nada a menos de que é em vão ficar pedindo a Maria, quando na verdade tudo o que devemos ouvir é Cristo. Isso significa que, enquanto os católicos estão indo em direção a Maria, ela na verdade já disse que era à direção de Jesus que deveriam ir, e não com ela!

 

Quando pedem a intercessão de Maria, nada acontece, como de fato nada ocorreu no versículo 4 pela "intercessão" dela. As coisas só começarão a dar certo para os católicos no dia em que eles deixarem de lado a sua idolatria e partirem para o versículo 5: fazerem somente o que Cristo disser! Aí sim as águas se transformam em vinhos. Aí sim os milagres começam a acontecer. Aí sim Deus começa a operar. Aleluia!!!

 

Isso não é realmente maravilhoso, Álvaro? Temos livre acesso ao Pai por meio de Cristo, não precisamos de Maria (Ef.3:12). Temos um único caminho que conduz ao Pai, que é Cristo e não Maria (Jo.14:6). Temos “um só mediador, o qual é Cristo Jesus, homem” (1Tm.2:5), e não “Maria, a mulher”!

 

É claro que os católicos vão dizer que Moisés foi mediador dos israelitas. É uma pena que eles não observam que isso ocorreu porque Moisés era o mediador da antiga aliança, mas Cristo é o único mediador da nova aliança. Moisés era o único mediador da antiga aliança, aliança tal que não trazia salvação, não trazia justificação, não trazia o Espírito Santo como habitação permanente em nossos corações. Mas Jesus – e não Maria – é o mediador da Nova. Jesus é quem traz vida, Jesus é quem traz paz, Jesus é quem traz cura, Jesus é quem liberta, Jesus é quem intercede por nós nos céus, Jesus é quem salva, Jesus é quem transforma a água em vinho.

 

Essa estória de que Deus escolheu fazer tudo por intermédio de Maria é conversa fiada para católico ir dormir; de fato nem eles mesmos acreditam fielmente nisso. Precisam toda hora recorrerem a outros MILHARES de “santos” e “santas”, os quais nem sequer tem a certeza de estarem no Céu, quanto menos de estarem olhando para eles naquele momento, quanto menos de estarem intercedendo pelo católico, quanto menos da “intercessão” deles chegar ao Pai!

 

Os católicos não tem fé em Jesus, precisam vir a Maria. E também não tem fé absoluta em Maria, precisam de mais quantos “santos” derem na cabeça deles de fabricarem e criarem, na ilusão chamada de “catolicismo romano”. Nós, porém, o povo escolhido de Deus, nação eleita, sacerdócio real, e não adoradores de Igreja, temos toda a nossa fé absolutamente centralizada na pessoa de Jesus Cristo. Não precisamos conduzir os nossos pedidos através de outro ao Pai, porque Cristo nos é suficiente. Ele, para nós, é o “Rei dos reis, e Senhor dos senhores” (Ap.19:6). Ele é o Deus Todo-Poderoso, ele é o Senhor da Glória, o Rei das Nações.

 

Não precisamos vacilar na fé em Cristo para irmos atrás de outros milhões no Céu, pois de joelhos declaramos que “a quem tenho eu no céu, senão a ti?”(Sl.73:25). Ninguém!!! Temos Cristo no Céu como o nosso socorro, e confiamos e descansamos nEle, pois sabemos que Ele é fiel para cumprir aquilo que Ele prometeu. Não temos no Céu uma “Nossa Senhora” para recorrermos em nossas aflições, pois Deus é o nosso único refúgio forte (Sl.71:7), socorro bem presente na angústia (Sl.46:1). Temos tanta confiança em Cristo, que não precisamos nos refugiar em um panteão pagão de “santos canonizados”.

 

Finalmente, as últimas considerações que eu tenho a fazer com este seu amigo é que ele abra mão de seu péssimo costume de distorcer propositalmente as passagens bíblicas, pois em Mateus 22:30 Jesus Cristo ensinou que os santos “SERÃO” (será que alguém prestou atenção no verbo futuro aqui?) como os anjos no Céu, e não que eles “SÃO” (passagem adulterada que muda o sentido da frase) como os anjos. Uma sutil adulteração que muda completamente o sentido do texto.

 

É evidente que esta última seria uma clara referência que os santos já estão no Céu como os anjos, só é muito triste e lamentável que o seu amigo tenha que lançar mão de desonestidade para colocá-los naquele lugar. Aliás, nada a mais que o reflexo do que o Catolicismo Romano sempre fez – a Igreja que vendeu a sua fé.

 

Por Cristo e por Seu Reino,

Lucas Banzoli.

 

 

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Por: Lucas Banzoli.

  

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