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POR QUE EXISTE O MAL?
POR QUE EXISTE O MAL?

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A pergunta: “Por que o mal existe” já vem sendo perpetuada desde tempos antigos, sendo que muitas pessoas se questionam se foi Deus quem criou o mal ou se ele não tem poder para eliminá-lo do mundo. Há, contudo, muitas questões para ponderarmos aqui. Tudo o que Deus faz, ou permite, ele o permite com alguma razão. No tópico “Entendendo os desígnos de Deus” vimos o quão lógico, ético e Soberano é o nosso Senhor até mesmo em questões aparentemente irresolúveis. O mal é mais uma dessas questões. Porque Deus não elimina imediatamente o mal do mundo, mas permite que ele ocorra? A seguir alguns esclarecimentos de minha parte quanto ao assunto:

 

 

1) Livre Arbítrio. Antes de qualquer objeção, devemos sempre lembrar que Deus nos concedeu o livre-arbítrio. O que é o livre-arbítrio? É o poder de escolha que Deus concedeu aos seres humanos. Estes não são robôs, mas podem escolher entre seguir a Deus ou não. Isso é de extrema importância para compreendermos a própria natureza do mal. O mal entrou no mundo quando o homem escolheu afastar-se de Deus e seguir os seus próprios caminhos. Por que Deus permitiu que o mal entrasse no mundo? Porque ele nos deu essa decisão de escolha. Tudo o que Deus criou ele dotou de livre-arbítrio, a decisão de escolher entre segui-lo ou não. De outra forma, Deus iria ter criado “robôs” que o seguiam simplesmente porque não tem outra escolha.

 

Se fosse para fazer isso, então nem criaria nada. Seguiríamos a Deus por obrigação, e não por escolha. Deus fez com que verdadeiramente tivéssemos o livre-arbítrio e escolher se gostaríamos ou não de segui-lo. O fato de Deus ter nos concedido o livre-arbítrio, entre poder escolher entre o bem e o mal, entre servir a Deus ou não, explica o porquê da existência do mal: Deus não quis interferir no livre-arbítrio que Ele concedeu a nós. A fonte do mal é o nosso livre-arbítrio. Se Deus fosse eliminar todo mal, então teria de eliminar o nosso livre-arbítrio. E se ele eliminasse o nosso livre-arbítrio, não teríamos mais a capacidade de amar ou de fazer o bem. Este não seria mais um mundo moral.

 

2) Selecionados por Deus. Outro fator importante a ser considerado é o que Paulo escreve em Romanos 11:5 - “Assim, hoje também há um remanescente escolhido pela graça”. Não, ele não estava dando uma explicação para o mal. Mas estava fazendo uma declaração de fundamental importância para compreendermos os desígnios de Deus. Deus nos criou na Terra, mas o nosso lar futuro é celestial. Por que Deus não criou todo mundo no Céu direto? Porque só os melhores, os mais merecedores são os que se fazem dignos de entrar neste lugar. Aqueles que seguem o testemunho de Jesus e perseveram nos seus mandamentos, este é aquele que Deus dá, pela sua graça, o direito de entrar na vida eterna, o Paraíso junto com Cristo Jesus nosso Senhor. Evidentemente, o local desta “seleção” não poderia ser um lugar onde o mal não existe. Isso não exigiria a mínima perseverança e fé.

 

3) Habitação passageira x Habitação eterna.Como nós saberíamos que o Céu é um lugar bom, de recompensa, se nós não temos nenhum comparativo? No Céu “Ele lhes enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram”.(Ap.21:4). Evidentemente o lugar passageiro, esta terra atual, deveria ter luto, pranto, dor e lágrima. Se não tivesse estas coisas passageiras não saberíamos o quão maravilhoso é o lugar eterno que Deus preparou para nós. A nossa tribulação pequena e passageira em nada se comparará com a vida eterna que Deus nos concede por Sua graça. Somente se passássemos por um lugar predominantemente mal poderíamos ter noção do que verdadeiramente significa o dom da vida eterna que Deus nos dá. O principal problema daqueles que pregam que Deus não é capaz de conter o mal, é que esquecem-se de que esta terra não é de forma nenhuma aquilo que Deus preparou para nós. Muito pelo contrário, é um local passageiro em um contraste com o próprio Paraíso, sendo este sim o local da nossa verdadeira habitação, a eterna.

 

4) Nós temos um adversário. Não, nós não estamos sozinhos no universo. Existem seres angelicais, assim como anjos caídos. E estes podem interferir no nosso mundo, causando o mal, pois Satanás é a personificação do mal, ele é mal por natureza. Como disse o apologista norte-americano Norman Geisler, no livro “Não tenho fé suficiente para ser ateu”, “a existência do mal não prova que Deus não existe, só pode provar que o diabo existe”. As razões pelas quais Deus não extermina o diabo ainda podem ser vistas no tópico “Por que o diabo existe”. Pode parecer irônico, mas Satanás tem uma tarefa a cumprir enquanto ainda pode interferir em nosso mundo. O diabo ainda não foi destruído porque não é ainda chegada a sua hora. Deus tem controle sobre tudo e sobre todos, e a sua hora irá chegar. Enquanto ainda convivermos com um inimigo, que é predominantemente mal, teremos que suportar o mal no mundo.

 

5) Vencendo o campeonato. Compararemos a nossa vida terrena com um time de futebol que ganha o campeonato nacional. Será que o capitão do time vencedor — que também foi o artilheiro do campeonato — desfruta da vitória muito mais do que aquele reserva que nunca entrou em campo? É claro que sim. Embora o reserva esteja feliz por fazer parte do time vencedor, a vitória é muito mais saboreada pelo capitão que também leva o prêmio de artilheiro porque ele contribuiu para isso e perseverou durante o ano todo para obtê-la. Ao persistir diante de todas as dificuldades e dores de se jogar, ele na verdade aumentou sua capacidade de desfrutar da vitória. E ela tornou-se ainda mais saborosa quando ele recebeu o troféu de artilheiro do campeonato. O céu será muito semelhante a um vestiário de time vencedor (mas sem o cheiro!). Todos estaremos felizes por estar ali, mas alguns terão uma capacidade ainda maior de desfrutar dele e receberão também mais prêmios que outros. O prazer de desfrutar da vitória só tem sentido se neste campeonato (no caso, a nossa vida terrena) fosse um lugar de dificuldades que encontrasse lutas que por sua vez produzisse a perseverança.

 

6) Aperfeiçoados pelo mal. Se Deus impedisse a dor todas as vezes que tivéssemos algum problema, então nos tornaríamos as criaturas mais negligentes e egoístas do Universo. Nunca aprenderíamos com o sofrimento. Aprender com o sofrimento? Exatamente, você acabou de ver outra razão pela qual Deus não põe fim ao mal exatamente agora. Você pode me citar uma lição duradoura que tenha aprendido do prazer? Eu poderia lhe dar uma hora; duvido que possa relatar muitas coisas. Se você pensar sobre isso, vai descobrir que praticamente toda lição valiosa que já aprendeu resultou de alguma dificuldade em sua vida. Na maioria dos casos, a má sorte ensina enquanto a boa sorte engana.

 

De fato, você não apenas aprende lições com o sofrimento, como ele é praticamente a única maneira pela qual pode desenvolver as virtudes. Você não pode desenvolver coragem a não ser que esteja em perigo. Não pode desenvolver perseverança a não ser que tenha obstáculos no caminho. Não vai aprender como ser servo a não ser que exista alguém a quem servir. A compaixão nunca será compreendida se não houver uma pessoa que esteja passando por uma necessidade ou enfrentando o sofrimento. É como diz aquela expressão: "Sem dor, não tem valor". Mas uma vez que Deus tem razões para não banir o mal exatamente agora, você precisa desenvolver virtudes para esta vida e para a depois desta. Este mundo é um lar desconfortável, mas é uma grande academia para a vida futura.

 

7) O mal como a ausência do bem. O mal não tem uma existência própria, mas na verdade, é a ausência do bem. Por exemplo, os buracos são reais, mas somente existem em outra coisa. À ausência de terra, damos o nome de buraco, mas o buraco não pode ser separado da terra. Quando Deus criou todas as coisas, é verdade que tudo o que existia era bom. Uma das boas coisas criadas por Deus foram criaturas que tinham a liberdade em escolher o bem. Para que tivessem uma real escolha, Deus deveria permitir a existência de algo além do bem para escolher. Então Deus permitiu que esses anjos livres e humanos escolhessem o bem ou o não-bem (mal).

 

Quando um mau relacionamento existe entre duas coisas boas, a isso chamamos de mal, mas não se torna uma “coisa” que exige ter sido criado por Deus. Uma outra ilustração talvez possa ajudar. Se eu fosse perguntar a uma pessoa comum “o frio existe?”, sua resposta provavelmente seria sim. Entretanto, isto não é correto. O frio não existe. O frio é a ausência de calor. Da mesma forma, o escuro não existe. O escuro é a ausência de luz. E ainda da mesma forma, o mal é a ausência do bem, ou melhor, o mal é a ausência de Deus. Deus não teve que criar o mal, mas ao invés disso, apenas permitir que houvesse a ausência do bem, quando a humanidade se afastou da comunhão com Ele.

 

 

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Por: Lucas Banzoli.

 

Material de apoio: http://www.gotquestions.org/Portugues/Deus-criou-mal.html

 

Livro: “Não tenho fé suficiente para ser ateu”, de Norman Geisler e Frank Turek.

 

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