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SACRIFÍCIOS QUE AGRADAM A DEUS
SACRIFÍCIOS QUE AGRADAM A DEUS

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AMPUTAÇÃO RADICAL

 

“Se a sua mão ou o seu pé o fizerem tropeçar, corte-os e jogue-os fora. É melhor entrar na vida mutilado ou aleijado do que, tendo as duas mãos ou os dois pés, ser lançado no fogo eterno. E se o seu olho o fizer tropeçar, arranque-o e jogue-o fora. É melhor entrar na vida com um só olho do que, tendo os dois olhos, ser lançado no fogo do inferno” (Mateus 18-8-9)

 

Essa é provavelmente a passagem bíblica em que Cristo prega mais enfaticamente e radicalmente contra o pecado. Ele diz que, se necessário for, temos que cortar mãos, pés e arrancar olhos, se isso vai nos levar ao inferno por nossos pecados. Pois muito mais vale uma eternidade com Ele do que ir para o fogo do inferno por causa das nossas próprias transgressões.

 

Durante muito tempo eu oscilei na interpretação deste específico verso bíblico. Primeiramente eu o interpretava literalmente. Depois de um tempo, seguindo a linha de interpretação mais popular deste verso, passei a crer que o sentido real era puramente simbólico. Agora, a conclusão que eu chego não pode ser outra: a passagem é simbólica e literal!

 

Sim, ela é figurada quando a tomamos em primeira ordem. Não é porque você está em pecado agora que você deve imediatamente cortar os seus próprios membros. Cristo jamais esteve com uma espécie de facão na mão quando dizia para os pecadores se aproximarem dele, a fim de serem purificados. O nosso corpo é “templo do Espírito Santo” (1Co.6:19) e, como tal, devemos cuidar dele, pois os membros do nosso corpo não são nossos, mas do Espírito, conforme Paulo diz:

 

“Acaso não sabem que o corpo de vocês é santuário do Espírito Santo que habita em vocês, que lhes foi dado por Deus, e que vocês não são de si mesmos?” (1 Coríntios 6:19)

 

Em outro lugar, Paulo é enfático em declarar que o nosso corpo é santuário de Deus, habitação do Espírito Santo, e que, por isso, Deus destruirá aqueles que destruírem o seu próprio corpo:

 

“Vocês não sabem que são santuário de Deus e que o Espírito de Deus habita em vocês? Se alguém destruir o santuário de Deus, Deus o destruirá; pois o santuário de Deus, que são vocês, é sagrado” (1 Coríntios 3:16-17)

 

Portanto, não devemos pensar que Cristo estava dizendo que a única, primeira e melhor solução para um pecador é imediatamente arrancar os olhos ou se cortar. Cristo quer primeiramente nos livrar do pecado através de um genuíno arrependimento, que nos leva à vida eterna. E esse arrependimento gera o perdão dos pecados e uma vida nova, transformada.

 

Se a amputação radical fosse a primeira medida a ser tomada por um pecador que vêm a Cristo, então teríamos inúmeros registros na Bíblia Sagrada de ex-perseguidores da Igreja (como Saulo), recém-convertidos, ex-judaizantes e até mesmo apóstolos se mutilando a todo momento. Jesus não estava dizendo para você se livrar da culpa do pecado por meio de uma mutilação de membros! Ele prefere muito mais que você ore e busque a Ele com um coração arrependido do que mutilar o corpo que pertence a Deus, sendo morada do Espírito Santo.

 

O que Cristo estava dizendo era simbólico no sentido de que ele quer que saibamos que isso é uma coisa séria, não é algo que se brinque. Amputação radical, em um sentido espiritual, é o caminho a percorrer. Você tem que cortar aquilo que te faz cair em pecado. Muitos alegam orar, orar, orar mais ainda, mas não vê mudanças nem tampouco melhoras na sua vida espiritual e em sua luta contra o pecado.

 

Algumas vezes nem mesmo a perseverança ou o arrependimento parecem fazer algum efeito. Muitas vezes o problema reside no fato de que tais pessoas estão realmente decididas a deixar o pecado, mas não tomam reais medidas para que o fato não mais ocorra. Se a internet é o problema, e você não consegue se controlar, então corte-a!

 

Se o problema é a televisão, então corte o tempo em que você passa assistindo ela. Se a tentação é no trabalho, procure um outro lugar. Se o problema é violência e essa violência vem influenciada por jogos violentos ou filmes do mesmo tipo, corte-os também. É neste sentido primário que devemos entender as palavras de Cristo: Devemos cortar fora tudo aquilo que nos faz cair em tentação!

 

O problema de muitos que caem na pornografia, por exemplo, é que não tomam uma atitude séria com relação ao pecado em que caiu. Embora muitas vezes tenham um sincero desejo de fugir deste pecado, apenas pedem perdão a Deus e dizem que não vão fazer de novo da próxima vez. Então, voltam ao computador e pecam mais centenas de vezes. E o mesmo se repete sucessivamente.

 

Se uma atitude fosse tomada, além do simples pedido de perdão, aí sim você estaria realmente cumprindo integralmente as palavras de Cristo. Ele não nos diz apenas para nos arrependermos, nem apenas para pedirmos perdão a quem ofendemos, nem apenas para orarmos por eles. Isso tudo é extremamente importante, mas não podemos esquecer-nos de um dos principais focos em seu discurso: Temos também que cortar, mutilar, jogar fora as pedras que estão no nosso caminho e que nos fazem tropeçar, caindo em tentação.

 

Jesus também disse:

 

Pois quem quiser salvar a sua vida a perderá; mas quem perder a vida por minha causa, este a salvará”(Lucas 9:24)

 

E se isso significa que você tenha que perder a internet, perder o emprego, perder uma namorada, para se tornar puro e viver uma vida pura, então perca! Por que de que adianta ganhar essas coisas, mas perder a sua alma porque você não vai abrir mão de um pecado que o levará ao inferno? Nenhuma pessoa sexualmente imoral irá para o Céu. Corte o que for necessário cortar e que o faça tropeçar, pois Cristo satisfaz muito mais do que qualquer pecado.

 

O que Cristo diz também pode ser interpretado literalmente para aqueles que se rejeitam a cortarem certos prazeres e a abrirem mão de algumas coisas que gostam de praticar. Se alguém rejeita as palavras de Cristo e prefere continuar vivendo uma vida da sua própria maneira, o que ele diz se torna literal para essa pessoa, pois realmente é muito melhor uma amputação literal do que o fogo do inferno. Uma amputação poderia ser muito ruim para essa vida, mas se você ignora o arrependimento e não quer parar de pecar, é melhor entrar na vida “mutilado ou aleijado do que, tendo as duas mãos e os dois pés, ser lançado no inferno” (Mt.18:8).

 

Algumas pessoas, por não pararem de pecar e perderem os limites do bom senso e da lei de consciência, ficaram tão acostumadas e escravizadas ao pecado que seria realmente mais benéfico para eles arrancarem os próprios olhos para deixar de olhar tudo quanto é tipo de imoralidade sexual, e cortar as próprias mãos e pés para deixar de agir maldosamente, agredindo os outros, seja com palavras ou com ações. Se isso for realmente necessário, antes isso (em última instância) do que parar no inferno por causa dos pecados que vão se acumulando cada vez mais.

 

Tomara a Deus que nenhum de nós seja necessário tomar tal atitude severa e extrema, conseguindo melhorar muito antes de chegar a tal ponto, quando esse ensino de Cristo se torna literal para os pecadores. Mas se não começarmos imediatamente a abrirmos mão e cortarmos aquilo que nos faz cair, por mais útil ou benéfico que nos pareça ser, não sobrará outra alternativa senão a amputação radical, ou o fogo do inferno. O ensino é duro, mas é real.

 

Ou nós tomamos uma posição hoje com relação a isso, negando a nós mesmos e perdendo a nossa própria vida por amor a Cristo, ou então, se não abrirmos mão agora, seremos obrigados a fazer isso futuramente, quando as medidas poderão ser bem mais drásticas para compensar o tempo perdido. E se nós não tomarmos medida nenhuma nem hoje e nem amanhã, aí a perdição é certa.

 

É fato que muitas vezes não abrimos mão imediatamente daquilo que nos leva à queda porque parece bom aos nossos olhos e, em certo sentido, é até mesmo útil. A internet serve para muitas coisas boas, se for bem usada. Ela pode inclusive servir para propagar o Reino de Deus através da pregação do evangelho no mundo globalizado em que estamos hoje inseridos. Mas se ela estiver servindo de “pedra de tropeço”, corte-a. Você não vai chegar em um momento em que se achará “forte o suficiente” para ver o que quiser e permanecer fime; você vai chegar a um momento em que estará fraco o suficiente para confessar que não pode olhar para tais coisas, e desistir delas.

 

O pecado nos rodeia de perto (Hb.12:1), e se sabemos exatamente onde ele se aproveita de nossas fraquezas, podemos nos antecipar a isso e levar vantagem sobre a tentação. Jesus não era nem um pouco bôbo, ele ficou jejuando durante quarenta dias e quarenta noites no deserto, antes de ser tentado pelo diabo. Pense no sacrifício que ele fez, e de como ele abriu mão de algo que é naturalmente bom aos nossos olhos (o alimento físico).

 

Ele abriu mão disso, e em pleno deserto, porque sabia que isso seria necessário para ajuda-lo a vencer a tentação que estava para vir. Se Jesus fez tudo isso para nos deixar de exemplo, será que você não pode nem ao menos limitar ou abandonar jogos, lugares, sites, redes sociais ou até mesmo empego ou qualquer coisa mais importante que, mesmo sendo útil em muitas circunstâncias, podem contribuir também significativamente para cair em pecado?

 

Alguém poderia alegar, dizendo que Jesus só conseguiu isso (40 dias sem comer nada) porque ele era Deus. Certamente, porém ele se fez homem como nós, “em todos os aspectos” (Hb.2:17), para nos deixar o exemplo a ser seguido. Até hoje, sul-coreanos e outras pessoas fazem jejum de quarenta dias naturalmente. Alguns não conseguem chegar a tanto, chegam a vinte dias, outros mais ou menos, dependendo do tanto que cada um consegue suportar.

 

A questão fundamental aqui não é nem tanto no jejum em si (embora evidentemente também esteja incluído, pois é um meio para se matar a carne), mas sim no que podemos fazer a Deus para deixar o pecado. Vencer as tentações não é fácil, até Jesus sabia disso, motivo pelo qual ele teve que se preparar tanto antes daquele momento. Ele não ficou comendo, bebendo, se divertindo, jogando baralho e festejando no tempo da tentação. Ele preferiu se isolar, ir ao deserto, fazer quarenta dias de jejum e vencer o diabo na base da Palavra de Deus.

 

Que isso nos sirva de exemplo, para que possamos abrir mão, pelo menos enquanto não estamos em condição de recebê-lo, certas coisas que mais servem como pedra de tropeço ou perda de tempo do que adoração ao Senhor por meio do nosso corpo. Não se ganha luta sem sacrifícios. Batalhas são ganhas com base na luta, na perseverança. É por isso que os israelitas constantemente ofereciam sacrifícios ao Senhor antes ou depois de uma batalha.

 

O próprio Deus chegou ao extremo de sacrificar o Seu próprio Filho por amor a nós. Este deveria ser por si só o maior e suficiente exemplo para nós mesmos. Não é prazer de nenhum pai ver o seu filho sendo morto, nem tampouco era desejo da natureza de Cristo ir para a morte de cruz, sendo que ele mesmo clamou ao Pai para que, se possível fosse, afastasse dele aquele cálice (Mc.14:36), mas que, acima de tudo, fosse feita a vontade do Pai (Mc.14:36).

 

Embora Cristo tenha dado a sua vida “por livre e espontânea vontade” (Jo.10:18), a vontade do Pai foi cumprida em Cristo, na cruz. Este foi o maior exemplo de sacrifício e amor que alguém poderia fazer por nós. Um Rei dos Céus que de sua glória se desfez para habitar em um corpo mortal, sujeito a todas as fraquezas humanas, mas sendo fiel até a morte, e morte de cruz.

 

Pense em tão grande amor que levou o Pai a abrir mão de algo tão grande, e que levou o próprio Filho a abrir mão de todos os seus direitos como Deus, a se tornar humano como nós. Se Deus abriu mão daquilo que lhe era de mais valioso, por que não deveríamos abrir mão de coisas menores e menos relevantes, e que ainda por cima nos levam ao pecado?

 

Muitas batalhas não são seladas porque deixa de existir aquele fator tão fundamental e importante que é o do sacrifício, abrir mão de algo importante que nós desejamos, por um Bem Supremo que é agradar a Deus vivendo uma vida de santidade. As pessoas querem e pensam que vão vencer as batalhas e superarem os obstáculos sem nenhum sacrifício, sem abrir mão de nada que goste de se apegar, vencendo com as mesmas armas que tinha antes.

 

Não é isso que a Palavra nos ensina. Ela nos ensina a “renunciarmos à impiedade e às paixões mundanas e a viver de maneira justa e piedosa nesta era presente, enquanto aguardamos a bendita esperança: a gloriosa manifestação de nosso grande Deus e Salvador, Jesus Cristo” (Tito 2:12,13).

 

Paulo exorta a Timóteo:

 

“Foge também das paixões da mocidade, e segue a justiça, a fé, o amor, a paz com os que, de coração puro, invocam o Senhor” (2 Timóteo 2:22)

 

Que essa mensagem possa ressoar nos ouvidos de todo aquele que busca de fato seguir o caminho da piedade, abrindo mão daquilo que nos serve de tropeço ou que pode nos levar a isso, a fim de que possamos entrar na glória não como aleijados espirituais que nunca conseguíram uma estabilidade e vitória constante contra o pecado, mas sim como um povo eleito, sacerdócio real, nação santa e escolhida de Deus, chamados para proclamar as grandezas Daquele que nos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz.

 

Paz a todos vocês que estão em Cristo.

 

Por Cristo e por Seu Reino,

Lucas Banzoli.

 

 

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