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A SOLA SCRIPTURA NA BÍBLIA
A SOLA SCRIPTURA NA BÍBLIA


 

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Este artigo faz parte de meu livro: "Em Defesa da Sola Scriptura"
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É praticamente impossível que alguém que esteja lendo um livro sobre a Sola Scriptura já não tenha se deparado com a famosa e ultrapassada frase repetida à exaustão por todo e bom católico: “Onde está a Sola Scriptura na Bíblia”? Os romanistas geralmente argumentam que a Sola Scriptura precisa estar na Bíblia, mas que não está na Bíblia. Em resposta a isso, deve ser observado que a Sola Scriptura não precisa estar na Bíblia para ser comprovadamente verdadeira, e que, mesmo assim, está na Bíblia.

 

A insistência dos papistas na tese de que a Sola Scriptura precisar estar na Bíblia parte de um falso pressuposto inventado por eles de que a Sola Scriptura é um princípio segundo o qual tudo tem que estar na Bíblia – o que, evidentemente, incluiria o próprio princípio de Sola Scriptura, como também qualquer outra coisa no Universo.

 

Este conceito, porém, só existe na mente de apologistas católicos que nunca estudaram o que Sola Scriptura significa em fontes primárias (ex: escritos dos reformadores ou concílios protestantes), ou que sabem e mesmo assim preferem deliberadamente distorcer e deturpar o verdadeiro sentido, que nunca foi o de que tudo tem que estar na Bíblia, mas sim que todas as doutrinas tem que constar nas Escrituras, como vimos no capítulo 1 deste livro. Portanto, os romanistas que afirmam que a Sola Scriptura precisa estar na Bíblia são ou ignorantes ou desonestos. A premissa de que “tudo” tem que estar na Bíblia nunca fez parte do verdadeiro conceito de Sola Scriptura nos autores protestantes. Não passa de um espantalho católico, criado por eles mesmos.

 

Sola Scriptura meramente significa que as doutrinas precisam estar na Bíblia, mas Sola Scriptura não é uma outra doutrina, mas simplesmente um lema, um princípio ao qual podemos chegar através da Bíblia ou de argumentos lógicos e racionais. Assim como a própria Escritura não é uma doutrina, mas é um livro que contém doutrinas, o lema de “Somente a Escritura” não é uma nova doutrina, mas somente um lema de que a Bíblia é a nossa regra de fé. Assim, a contestação católica não passa de uma caricatura daquilo que realmente entendemos por Sola Scriptura, porque ela parte de pressupostos falsos, ao seguir o esquema:

 

• Tudo precisa estar na Bíblia.

 

• Sola Scriptura também é algo, e, portanto, faz parte do “tudo”.

 

• Logo, Sola Scriptura precisa estar na Bíblia.

 

Mas nós já vimos que a premissa 1 é falsa, e que, portanto, a conclusão que segue as premissas também é. Assim também ocorre no segundo esquema:

 

• Pela Sola Scriptura, todas as doutrinas devem ser provadas pela Bíblia.

 

• Sola Scriptura é uma doutrina.

 

• Logo, Sola Scriptura deve ser provada pela Bíblia.

 

Mas a premissa 2 é falsa, pois Sola Scriptura é simplesmente um lema que fala sobre as doutrinas, mas não é uma nova doutrina além daquelas que se encontram nas Escrituras. A conclusão de Sola Scriptura pode ser perfeitamente provada sem ser pela Bíblia. Nós já passamos dois métodos. O primeiro:

 

• Os Pais da Igreja desconheciam completamente uma tradição que acrescentasse doutrinas que estivessem fora da Bíblia, e eles criam na Sola Scriptura.

 

• Se existisse uma tradição oral que pudesse fundamentar doutrinas não-bíblicas, os cristãos dos primeiros séculos certamente a conheceriam, pois seria impossível que ela passasse despercebida por todos eles, mas fosse “conhecida” por pessoas de data muito posterior. Mas nenhum deles conhecia.

 

• Logo, não é na tradição oral que devemos confiar para estabelecer doutrinas, mas na Sola Scriptura.

 

E o segundo:

 

• Existem duas formas de se chegar ao que foi ensinado originalmente por Jesus e por seus apóstolos: por aquilo que foi transmitido oralmente e por aquilo que foi escrito.

 

• Aquilo que foi transmitido oralmente se perdeu com o tempo e passou por acréscimos, mudanças e alterações ao longo dos séculos, ou seja: corrompeu-se. Igual ocorreu com a tradição oral judaica, que foi duramente repreendida por Jesus (Mt.15:3-6; Mc.7:3-9).

 

• Aquilo que foi transmitido por escrito – e que está guardado nas Sagradas Escrituras – conservou-se preservado e inalterável ao longo dos séculos até hoje.

 

• Portanto, se somente a transmissão escrita preservou-se, temos uma base sólida para o princípio da Sola Scriptura – somente as Escrituras.

 

Estes dois métodos foram amplamente comprovados nos capítulos anteriores, onde mostramos mais de 400 citações dos Pais da Igreja em defesa de todas as premissas aqui levantadas. Isso, por si só, já seria suficiente para provar que devemos confiar a doutrina somente ao que está escrito na Bíblia. Não seria necessário mais esforço. Mas, como os papistas insistem em pedir pela Bíblia a comprovação do princípio da Sola Scriptura, atenderemos com prazer a este pedido, mesmo sem necessidade.

 

 

• Não acrescentar nem diminuir

 

O princípio de não aumentar nem diminuir o que foi exposto nas Escrituras permeia todo o Antigo e Novo Testamento. Sempre que Deus lhes dava uma revelação por escrito, ele explicitamente dizia para não irmos além dela. Devemos lembrar que a Bíblia não ficou pronta da noite para o dia. A revelação foi progressiva, ela não surgiu de uma só vez. Primeiro veio o Pentateuco (os cinco primeiros livros de Moisés), depois os Profetas (maiores e menores) e por último os Evangelhos e as Epístolas (Novo Testamento).

 

Cada parte da revelação foi dada em um tempo específico, primeiro para o povo israelita na antiga aliança, e depois para o povo cristão na nova aliança. Não obstante que a revelação tenha sido progressiva, o fato é que sempre ao final de cada revelação Deus dizia solenemente para o povo não ultrapassar aquilo que havia sido escrito. O princípio de Sola Scriptura esteve explícito desde a primeira revelação, dada a Moisés (Lei), até a última, dada a João (Apocalipse).

 

No Pentateuco, por exemplo, nós lemos:

 

“Tudo o que eu te ordeno observarás para fazer; nada lhe acrescentarás nem diminuirás” (Deuteronômio 12:32)

 

“Não acrescentareis à palavra que vos mando, nem diminuireis dela, para que guardeis os mandamentos do Senhor vosso Deus, que eu vos mando” (Deuteronômio 4:2)

 

Não acrescentar nem diminuir nada daquilo que Deus havia lhes passado por escrito através de Moisés. Este era o princípio que permeava desde aqueles tempos as páginas do Antigo Testamento. O israelita que recebesse a Lei estava terminantemente avisado que estava proibido de acrescentar às palavras escritas outras que fossem de tradição oral ou de outros escritos. Em outras palavras, os israelitas estavam limitados à Sola Scriptura, de acordo com a revelação que já tinha sido lhes dada até então.

 

Nada que não estivesse na lei ou nos mandamentos deveria ser aceito pelo povo:

 

“À lei e aos mandamentos! Se eles não falarem conforme esta palavra, vocês jamais verão a luz!” (Isaías 8:20)

 

Em nenhum momento é nos dito que a regra de fé deles naquela época era a lei escrita e a tradição oral. A regra de fé naquela altura era somente aquilo que estava escrito – a lei e os mandamentos –, ou seja, Sola Scriptura (somente a Escritura). Foi exatamente porque era a Bíblia a única regra de fé que Jesus rejeitou vigorosamente a tradição oral “conservada” pelos judeus da época, através dos fariseus:

 

Mateus 5:13 – E por que vocês transgridem o mandamento de Deus por causa da tradição de vocês?

 

Mateus 15:6 – Assim vocês anulam a palavra de Deus por causa da tradição de vocês.

 

Marcos 7:3 – Assim vocês anulam a palavra de Deus, por meio da tradição que vocês mesmos transmitiram. E fazem muitas coisas como essa.

 

Marcos 7:6-7 – Bem profetizou Isaías acerca de vós, hipócritas, como está escrito: Este povo honra-me com os lábios, Mas o seu coração está longe de mim; em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos de homens.

 

Marcos 7:8 – Vocês negligenciam os mandamentos de Deus e se apegam às tradições dos homens.

 

Marcos 7:9 – Vocês estão sempre encontrando uma boa maneira para pôr de lado os mandamentos de Deus, a fim de obedecer às suas tradições!

 

Para entendermos a repreensão de Jesus à tradição dos fariseus, temos que entender o contexto. Os fariseus alegavam possuir uma tradição oral que remetia desde Moisés até aquela época, de forma inalterável e incorrupta – exatamente o mesmo que os católicos romanos alegam para com os apóstolos. Eles diziam ser os guardadores da tradição não-escrita por Moisés e alegavam que essa tradição tinha autoridade e deveria ser observada assim como a Escritura – também o mesmo que os católicos fazem.

 

Jesus, porém, ao invés de lhes elogiar por terem guardado fielmente a tradição oral, a combateu vigorosamente, por anular as Escrituras, a Palavra de Deus. Jesus se posicionou claramente contra a tradição oral daqueles tempos. Em outras palavras, Cristo foi nitidamente a favor da Sola Scriptura, pois aceitou somente a revelação escrita (a Sagrada Escritura, que foi citada por Cristo várias vezes), e condenou a tradição oral “preservada” pelos fariseus.

 

É digno de nota que Jesus nunca citou uma tradição oral como um respaldo para qualquer coisa que ele estivesse dizendo. O termo “está escrito” aparece 90 vezes no Novo Testamento, e muitas delas por Jesus. Ele nunca se baseou numa suposta autoridade da tradição oral, mas somente na Escritura. Quando o diabo o tentou no deserto, ele repetiu por três vezes passagens da Bíblia, e nenhuma vez citou qualquer tradição oral (Mt.4:1-11). O Dr. Robert Godfrey acertadamente observa:

 

“E como ele enfrentou a tentação? Ele não recorreu à tradição de Israel; não apelou para a autoridade dos rabinos ou do sinédrio; nem mesmo apelou à sua própria divindade ou à ajuda do Espírito Santo. Diante da tentação, nosso Salvador apoiou-se três vezes nas Escrituras. ‘Está escrito’, ele disse”[1]

 

Dito em termos simples, a fonte que Jesus usava era somente a Escritura (=Sola Scriptura), e não a Escritura+Tradição.

 

Jesus aceitava somente as Escrituras e rejeitava a chamada “tradição oral” de seus tempos porque sabia que Deus tinha proibido acrescentar qualquer coisa ao conteúdo já escrito (Dt.4:2; 12:32). Embora a revelação fosse progressiva, a fonte da revelação era sempre a mesma: a Bíblia. Quando Deus desejava estender a revelação, ele sempre fazia mediante autores inspirados que passariam aquele conteúdo adiante por escrito, fazendo parte das Escrituras divinas. Em termos simples, a natureza das Escrituras sempre foi a única regra de fé, mesmo quando a extensão das Escrituras ainda não havia atingido o seu limite final, com o último dos apóstolos, João.

 

O mesmo princípio de não acrescentar nem diminuir doutrinas ao que está escrito também é presente no Novo Testamento. Paulo disse:

 

“Irmãos, humanamente falando, ninguém pode anular um testamento depois de ratificado, nem acrescentar-lhe algo (Gálatas 3:15)

 

Ele também declarou:

 

“Irmãos, apliquei essas coisas a mim e a Apolo por amor a vocês, para que aprendam de nós o que significa: ‘Não ultrapassem o que está escrito’ (1ª Coríntios 4:6)

 

Paulo conhecia bem o significado da expressão “está escrito”, que sempre fazia alusão às Escrituras. A expressão “está escrito” é mais recorrente no Novo Testamento ao citar as Escrituras do que a expressão “a Escritura diz”. Paulo também conhecia muito bem a regra geral que permeia o Antigo e Novo Testamento acerca de não ir além daquilo que está escrito, sem retirar nada e sem acrescentar coisa alguma. Ele somente relembrou os coríntios deste princípio: não ultrapassar o que está escrito.

 

O que está escrito (Escrituras) é um limite, do qual ninguém pode ir além. Assim como um farol vermelho é um sinal de que não podemos ir adiante, a Bíblia é o limite para o cristão que deseja fundamentar doutrinas. Ninguém pode ir além da Bíblia. Ninguém pode ultrapassar o que está escrito. Tal princípio também foi repetido por João, ao escrever aquilo que era o último livro da Bíblia, o Apocalipse, que foi escrito em 95 d.C, época em que somente João ainda estava vivo, recebendo a revelação final que seria o desfecho de toda a Escritura:

 

“Declaro a todos os que ouvem as palavras da profecia deste livro: se alguém lhe acrescentar algo, Deus lhe acrescentará as pragas descritas neste livro. Se alguém tirar alguma palavra deste livro de profecia, Deus tirará dele a sua parte na árvore da vida e na cidade santa, que são descritas neste livro” (Apocalipse 22:18-19)

 

A Escritura, e não a tradição, era a regra de fé de Jesus e dos apóstolos. Quando Deus decidiu estender a revelação e levá-la adiante, ele o fez mediante o mesmo meio já empregado no Antigo Testamento: a Sagrada Escritura. A revelação chegou ao seu nível final em João. O Novo Testamento conclui as revelações de Deus para a humanidade. Diferentemente dos muçulmanos que creem em uma terceira revelação com Maomé, os cristãos sabem que a revelação terminou com a morte do último dos apóstolos.

 

 

• A tradição oral nos tempos de Jesus

 

Já mostramos textos bíblicos que mostram claramente que Jesus rejeitou a tradição oral de seus dias. Ele citou muitas vezes a Bíblia de seus dias (Antigo Testamento), e sempre fez respaldo à sua autoridade. Em contrapartida, Cristo nunca citou a tradição de seus dias a não ser quando foi para condená-la. Ele disse:

 

Vocês ouviram o que foi dito: ‘Ame o seu próximo e odeie o seu inimigo’. Mas eu lhes digo: Amem os seus inimigos e orem por aqueles que os perseguem, para que vocês venham a ser filhos de seu Pai que está nos céus. Porque ele faz raiar o seu sol sobre maus e bons e derrama chuva sobre justos e injustos” (Mateus 5:43-45)

 

Jesus estava citando uma tradição “guardada” pelos fariseus. De fato, a Bíblia diz para amar ao próximo, mas não diz para “odiar os inimigos”. Essa segunda parte foi um acréscimo oriundo da tradição oral farisaica. Cristo se opôs a ela e mostrou o verdadeiro padrão que um cristão deve viver. Ele voltou a criticar duramente a tradição dos judeus em outra ocasião:

 

“Bem profetizou Isaías acerca de vocês, hipócritas; como está escrito: ‘Este povo me honra com os lábios, mas o seu coração está longe de mim. Em vão me adoram; seus ensinamentos não passam de regras ensinadas por homens’. Vocês negligenciam os mandamentos de Deus e se apegam às tradições dos homens. Vocês estão sempre encontrando uma boa maneira para pôr de lado os mandamentos de Deus, a fim de obedecer às suas tradições! Pois Moisés disse: ‘Honra teu pai e tua mãe’, e ‘quem amaldiçoar seu pai ou sua mãe terá que ser executado’. Mas vocês afirmam que se alguém disser a seu pai ou a sua mãe: ‘Qualquer ajuda que vocês poderiam receber de mim é Corbã’, isto é, uma oferta dedicada a Deus, vocês o desobrigam de qualquer dever para com seu pai ou sua mãe. Assim vocês anulam a palavra de Deus, por meio da tradição que vocês mesmos transmitiram. E fazem muitas coisas como essa" (Marcos 7:6-13)

 

A tradição dos fariseus, que se assentavam na “cadeira de Moisés” (Mt.23:2) porque se consideravam seguidores dele, ia de encontro ao ensinamento bíblico sobre honrar pai e mãe, pois estavam desobrigando qualquer dever do filho para com os pais. Ele ainda acrescenta que eles faziam “muitas coisas como essa” (v.13), o que nos mostra que haviam muitas tradições igualmente corrompidas, que se perderam com o tempo, mas que ainda eram observadas pelos fariseus. 

 

Jesus nunca se posicionou a favor de qualquer tradição não-escrita. Ele nunca citou uma tradição oral como autoridade. Ele nunca disse fez citação a uma tradição não-escrita como um respaldo para qualquer argumento seu. Sempre quando Jesus fazia menção a alguma fonte autoritativa, era às Escrituras. Este princípio foi seguido de perto por Paulo e pelos demais apóstolos. Paulo nunca citou a tradição oral judaica como uma fonte de autoridade paralela às Escrituras. Ele nunca fez sequer menção a ela, embora tenha citado as Escrituras mais de cinquenta vezes. Ele ignorava completamente a tradição oral corrente entre os judeus, e nem de longe cria que ela era alguma autoridade de fé.

 

Assim, vemos que Jesus e os apóstolos não reconheciam a tradição judaica como autoridade, mas a Escritura judaica sim. Se era assim que vigorava nos tempos do Antigo Testamento, onde a tradição oral se perdeu e onde toda a doutrina era baseada somente no que estava escrito, devemos crer que o mesmo sistema passou a vigorar também nos tempos do Novo Testamento. A revelação era nova, mas a fonte de fé pela qual essa nova revelação entraria era a mesma: a Bíblia. Toda a Bíblia e somente a Bíblia sempre foi a regra de fé dos cristãos, mesmo quando a revelação ainda não havia tomado a sua forma final.

 

Os romanistas são forçados a alegar que a Sola Scriptura existia nos tempos do Antigo Testamento (pois nem eles próprios seguem a tradição judaica em matéria de fé), mas deixou de existir nos tempos do Novo Testamento, quando a regra de fé deixou de ser a Escritura para incluir a tradição oral junto. Eles também são obrigados a concluir que Deus quis que os israelitas na antiga aliança se baseassem somente na Bíblia e não nas corrompidas tradições orais daqueles tempos, mas que Ele mudou de estratégia na nova aliança e decidiu preservar a tradição para dividir lugar com a Bíblia. Tais conjecturas, no entanto, são anti-lógicas, e contrariam o modus operandi de Deus na primeira aliança.

 

Se Deus quis que na antiga aliança a Escritura fosse a única regra de fé para os israelitas, por que ele iria mudar radicalmente na nova aliança e decidir que a regra de fé seria dupla? Se ele não preservou a tradição oral dos judeus que diziam remeter a Moisés, por que iria preservar a tradição oral dos papistas que dizem remeter aos apóstolos?

 

E mais: se para os católicos a Bíblia era a única regra de fé no Antigo Testamento (pois eles não reconhecem a autoridade de nenhuma tradição ou magistério judeu naqueles tempos), e eles dizem o Antigo Testamento também não tinha nenhuma passagem de Sola Scriptura, então por que eles exigem passagens no Novo Testamento que exigem a permanência do mesmo princípio existente no Antigo?

 

Se o Antigo Testamento (segundo eles) não tem nenhuma passagem sobre a Bíblia ser a única regra de fé, mas a Bíblia era a única regra de fé assim mesmo, então por que o ônus da prova recai sobre os evangélicos em mostrar que o mesmo princípio permaneceu no Novo Testamento, ao invés de ter sido abruptamente mudado, como afirmam os romanistas? Se a Sola Scriptura nos tempos do AT era autoevidente e não necessitava de provas bíblicas, por que a Sola Scriptura no NT também não seria autoevidente sem a necessidade de versículos?

 

Se o católico alega que a Bíblia nunca foi a única regra de fé em tempo nenhum, então que nos mostre que outra autoridade partilhava o mesmo caráter autoritativo das Escrituras naquele tempo – lembrando que a tradição deles foi rejeitada por Jesus – e se alega que a Bíblia era a regra de fé, então que nos mostrem quais foram as razões pelas quais Deus decidiu mudar isso e onde o Novo Testamento mostra uma mudança de paradigma em relação ao Antigo nesta questão.

 

O ônus da prova está com eles, e não conosco. Exigir passagens bíblicas que provem a Sola Scriptura no NT é tão desnecessário quanto as provas bíblicas que provem a Sola Scriptura no AT, que eles creem mesmo sem as provas bíblicas, por acharem autoevidente. Então, enquanto os evangélicos creem que o princípio autoevidente no AT também permanece no NT – porque Deus não muda – eles creem em uma mudança abrupta que se opõe à Bíblia (que diz para não ultrapassar o que está escrito) e aos Pais da Igreja (que diziam o mesmo).

 

  

• A “tradição” oral de Pedro

 

No final do Evangelho de João vemos um relato interessante, onde este diz:

 

“E Pedro, voltando-se, viu que o seguia aquele discípulo a quem Jesus amava, e que na ceia se recostara também sobre o seu peito, e que dissera: Senhor, quem é que te há de trair? Vendo Pedro a este, disse a Jesus: Senhor, e deste que será? Disse-lhe Jesus: Se eu quero que ele fique até que eu venha, que te importa a ti? Segue-me tu. Divulgou-se, pois, entre os irmãos este dito, que aquele discípulo não havia de morrer. Jesus, porém, não lhe disse que não morreria, mas: Se eu quero que ele fique até que eu venha, que te importa a ti? Este é o discípulo que testifica destas coisas e as escreveu; e sabemos que o seu testemunho é verdadeiro” (João 21:20-24)

 

Estavam apenas Jesus e Pedro, e não foi Jesus quem espalhou o boato de que João não morreria, de onde se presume que foi Pedro que passou a transmitir oralmente entre os irmãos que João não morreria. Como vemos, João corrige por escrito aquilo que foi erroneamente transmitido oralmente por Pedro, sobre ele não morrer. Este ensino se espalhou rápido como uma “tradição” ainda em plena era apostólica, mesmo sendo um entendimento errado transmitido oralmente. Desde relato inferimos quatro coisas.

 

Primeiro que, se o Evangelho de João não existisse, provavelmente aquele erro teria prosseguido e tomado proporção maiores com o passar do tempo, com cada pessoa transmitindo oralmente uma informação que já começou errada. É certo que aqui apenas estava em jogo o fato de João morrer ou não morrer, nada mais sério. Mas e se fosse algo sério? E se envolvesse doutrina? Se o erro não fosse corrigido por escrito, qualquer coisa teria tomado proporções maiores e se corrompido oralmente. A Igreja Romana logo iria dizer que tal doutrina provém de tradição oral e creria nela, mesmo se fosse falsa.

 

Segundo, o fato de João ter corrigido por escrito uma transmissão oral errônea de Pedro nos mostra, mais uma vez, a superioridade da transmissão escrita sobre a transmissão oral. Aquilo que é transmitido oralmente pode tomar formas maiores, se transformar em boatos e cada qual ensinar uma tradição diferente, mas aquilo que está escrito fica marcado e definido para sempre. João não fez uso de tradição oral para corrigir outra tradição oral – o que só iria aumentar as dúvidas e incertezas em torno de diferentes tradições – mas decidiu corrigir por escrito, por considerar uma fonte mais segura que aquela.

 

Terceiro, isso nos mostra que a Igreja não aceitava como regra de fé qualquer coisa que fosse transmitida oralmente por um apóstolo e virado “tradição”. Se assim fosse, o boato de que João não morreria seria uma tradição extra-bíblica que estaria em pé de igualdade com as Escrituras, e ninguém poderia saber se João não morreria (tradição oral) ou se morreria (Escrituras). O fato de João ter dito para crer no que ele escreveu e rejeitar o que foi dito mostra que os cristãos da época faziam clara distinção entre a autoridade escrita em relação a qualquer outra fonte ensino.

 

Por fim, o relato nos mostra que o que é inspirado é o que foi escrito (2Tm.3:16), e não qualquer coisa dita por um apóstolo. Deus assegurou a inspiração das Escrituras, pois “toda a Escritura é inspirada por Deus” (2Tm.3:16), de onde provém a crença ortodoxa na inspiração e inerrância da Bíblia, mas Deus nunca disse que um apóstolo nunca poderia errar ao transmitir uma mensagem oralmente, ou que o ensino oral fosse igualmente inspirado, em pé de igualdade com as Escrituras. Se o ensino oral também fosse inspirado, a transmissão oral errônea que partiu de Pedro ganharia status de inspirada e entraria em contradição com a Bíblia. Esta é outra razão pela qual é a Bíblia, e não qualquer transmissão oral, a nossa regra de fé – só as Escrituras são inspiradas por Deus.

 

  

• A certeza daquilo que foi ensinado

 

O Evangelho de Lucas teria de tudo para ser apenas mais um importante evangelho se não fosse pela declaração do autor no início do livro, que diz:

 

“Muitos já se dedicaram a elaborar um relato dos fatos que se cumpriram entre nós, conforme nos foram transmitidos por aqueles que desde o início foram testemunhas oculares e servos da palavra. Eu mesmo investiguei tudo cuidadosamente, desde o começo, e decidi escrever-te um relato ordenado, ó excelentíssimo Teófilo, para que tenhas a certeza das coisas que te foram ensinadas (Lucas 1:1-4)

 

Como vemos, Lucas reconhece que haviam coisas que foram transmitidas oralmente pelas testemunhas oculares. Isso nenhum evangélico contesta. Isso é óbvio. Os apóstolos ensinaram oralmente aquilo que viram e ouviram do Mestre. Mas perceba que isso não foi o suficiente para Lucas. Ele não queria que aquilo ficasse reduzido à mera transmissão oral. Ele decidiu passar tudo por escrito, e por uma razão: para que Teófilo tivesse a certeza daquilo que lhe foi ensinado.

 

Se Lucas decidiu passar o conteúdo por escrito para que Teófilo tivesse a certeza do que lhe foi ensinado, é porque se não tivesse escrito não haveria esta certeza. Teófilo continuaria na incerteza e na insegurança, se não fosse por um relato ordenado e escrito. Isso nos mostra mais uma vez a completa superioridade da transmissão escrita sobre a transmissão oral. Lucas sabia muito bem disso. Ele sabia que se tudo ficasse reduzido ao que foi dito o conteúdo original poderia se perder e Teófilo poderia ser confundido, gerando insegurança.

 

Era necessário passar por escrito. Era necessário dar a certeza daquilo que foi ensinado. Era necessário dar segurança a algo que já havia sido pregado oralmente. Se a mera pregação oral já bastasse, Lucas nem precisaria ter escrito seu livro, pois creria que Teófilo já estaria suficientemente suprido com a tradição oral. Mas ele escreve pela única razão de passar a certeza. Certeza esta que, como sabemos, não existia em caso contrário.

 

Somente um cego não enxerga o princípio de Sola Scriptura aqui presente, como a conservação por escrito de um conteúdo a médio e longo prazo, pela incapacidade de uma tradição oral fazer o mesmo. Se isso aconteceu ainda em pleno século I, com os apóstolos ainda vivos, imagine em séculos posteriores, onde a possibilidade do ensino oral ser corrompido com o tempo é imensuravelmente superior, e onde apóstolos não estão mais vivos para corrigirem erros, como João fez com Pedro.

 

 

• A confirmação bíblica é necessária

 

Outra evidência bíblica do princípio de Sola Scriptura nas páginas do Novo Testamento é o texto de Atos 17:11, que diz:

 

“Os bereanos eram mais nobres do que os tessalonicenses, pois receberam a mensagem com grande interesse, examinando todos os dias as Escrituras, para ver se tudo era assim mesmo (Atos 17:11)

 

Como vemos, os bereanos foram elogiados por Lucas (o autor de Atos), por examinar todos os dias as Escrituras para confirmar aquilo que lhes era pregado. Eles não se conformavam meramente com a pregação oral, mas colocavam tudo à prova da Bíblia, se constava ou se não constava nas Escrituras. Em momento nenhum Lucas diz que essa atitude foi herética, inútil ou desnecessária; ao contrário, elogia os bereanos chamando-os de “mais nobres” que os tessalonicenses!

 

E isso que os tessalonicenses foram nada a menos do que os mais elogiados por Paulo (1Ts.1:2-10; 3:5-13), mas ficaram atrás dos bereanos, porque os de Bereia não aceitavam a mensagem que era pregada a não ser que fosse provada pelas Escrituras. Os evangélicos são como os cristãos bereanos: ao invés de aceitarmos qualquer coisa que nos é dita como proveniente de uma “tradição”, colocamos tudo à prova das Escrituras, que é a nossa regra de fé e a palavra final em toda doutrina. Se os católicos romanos fossem tão nobres como os bereanos foram, deixariam o romanismo e se aproximariam mais de um Cristianismo puro e simples.

 

 

• O evangelho não estava sujeito a acréscimos

 

A teoria de que a revelação não terminou com o último dos apóstolos e que novas doutrinas poderiam ser acrescentadas tardiamente foi proposta pelo famoso cardeal católico romano John Henry Newman, no século XIX, quando este se viu em uma encruzilhada da qual não conseguia sair a não ser que sustentasse que o evangelho ainda estava sujeito a acréscimos. Pelo menos demonstrando grande honestidade e sinceridade, ele reconheceu:

 

“O emprego de templos, e estes dedicados a certos santos, e enfeitados em ocasiões com ramos de árvores; incenso, lâmpadas e velas; ofertas votivas ao restabelecer-se de doenças; água benta; asilos; dias santos e estações, uso de calendários, procissões, bênçãos dos campos, vestimentas sacerdotais, a tonsura, a aliança nos casamentos, o virar-se para o Oriente, imagens numa data ulterior, talvez o cantochão e o Kyrie Eleison [o canto ‘Senhor, Tende Piedade’], são todos de origem pagã e santificados pela sua adoção na Igreja”[2]

 

Junto a isso, há muitas outras doutrinas e dogmas que o cardeal Newman não citou, mas que também fazem parte de uma “revelação” após o término do Novo Testamento. A saída que Newman encontrou para este problema é que acréscimos são permitidos, e a revelação não terminou. Assim sendo, qualquer prática ou doutrina pagã adotada pela Igreja Romana não era uma perversão ao evangelho cristão, mas somente um “avanço”, um “progresso”, através de novas revelações e de uma doutrina sempre “em desenvolvimento”.

 

Essa tese, no entanto, contraria flagrantemente o princípio cristão da Sola Scriptura e foi refutada por Paulo, quando disse:

 

“Maravilho-me de que tão depressa passásseis daquele que vos chamou à graça de Cristo para outro evangelho; qual não é outro, mas há alguns que vos inquietam e querem transtornar o evangelho de Cristo. Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema. Assim, como já vo-lo dissemos, agora de novo também vo-lo digo. Se alguém vos anunciar outro evangelho além do que já recebestes, seja anátema” (Gálatas 1:6-9)

 

Paulo repudiava qualquer evangelho que fosse além daquele que já havia sido pregado aos gálatas. A Escritura, mais uma vez, é apresentada como sendo o limite que o verdadeiro cristão não deve ultrapassar. Paulo foi tão rigoroso na aplicação deste princípio que disse que até mesmo se um anjo do Céu lhes aparecesse anunciando um evangelho diferente, era para ser rejeitado. Ninguém, nem sequer um anjo – e nem o cardeal Newman – tem o direito de ir além do evangelho bíblico. Ninguém pode dar um passo a mais. Newman e os demais romanistas não apenas deram um passo adiante, mas muitos. Eles não são anjos no Céu, mas, mesmo se fossem, deveríamos rejeitá-los.

 

 

• A Escritura é suficiente

 

A tese de que a Bíblia não é suficiente bate de frente com tudo aquilo que conhecemos pelo bom senso. Ela nos levaria a crer que Deus não conseguiu colocar em 66 livros sagrados um conteúdo minimamente suficiente para a salvação e um sistema doutrinariamente completo. Depois de 40 escritores inspirados, 1.189 capítulos e 31.103 versículos, tudo aquilo que foi escrito foi insuficiente, na opinião dos apologistas católicos.

 

Realmente é de se perguntar quem é que inspiraria tantos escritores para escrever tantos livros para que no final de tudo nada daquilo fosse suficiente. Ou Deus não é suficientemente capaz de colocar as doutrinas da fé por escrito em um livro tão enorme, ou os apologistas romanos estão blasfemando mais uma vez.

 

De fato, a simples alegação de que a Bíblia é doutrinariamente incompleta e insuficiente para a salvação é blasfêmia contra a Bíblia, e mais ainda contra Deus, o Autor da Bíblia, aquele que inspirou os livros sagrados, que eram bem reconhecidamente pelos Pais da Igreja chamados de “Escrituras divinas”. Seria como se você quisesse transmitir uma mensagem a alguém por escrito, mas, depois de escrever mais de 31 mil versos, não conseguiu suficientemente alcançar esse objetivo, e esses mais de 31 mil versos são insuficientes para aquilo que há de mais importante na fé. Além de eles tornarem a Bíblia em algo inútil, ainda fazem de Deus um fracasso na transmissão da mensagem.

 

A Escritura se silenciar em algo importante para a salvação é algo absurdo quando ela amplamente fala sobre:

 

• Salvação (Lc.3:6);

• Graça de Deus (Tt.2:11);

• Fé (2Co.5:7);

• Pecado (1Jo.5:17);

• Justificação (Rm.4:25);

• Doutrina (Tt.2:1);

• Ensino (1Tm.4:13);

• Vida eterna (1Jo.2:25);

• Ressurreição dos mortos (Mt.22:31);

• Juízo vindouro (At.24:25);

• Vida cristã (2Tm.3:12);

• Abnegação (Lc.14:27);

• Dedicação a Cristo (Rm.15:16);

• Herança em Cristo (Rm.8:17);

• Maturidade espiritual (Ef.4:13);

• Discernimento de espíritos (1Co.12:10);

• Profecias (1Ts.5:20);

• Dons do Espírito (Hb.2:4);

• Exortação (1Co.14:3);

• Comunhão (1Jo.1:3);

• Amor (1Jo.4:16);

• Paciência (Hb.6:15);

• Perseverança (2Pe.1:6);

• Tribulação (Rm.12:12);

• Provação (Tg.1:3);

• Tentação (Lc.22:40);

• Boas obras (1Tm.2:10);

• Caridade (1Co.13:4);

• Milagres (Mt.13:58);

• Deus Pai (Fp.2:11);

• Divindade de Cristo (Jo.1:1);

• Divindade do Espírito Santo (Ef.2:22);

• Deus subsistente em três pessoas (Mt.28:19);

• Ceia do Senhor (1Co.11:20);

• Aflição (Fp.4:14);

• Adversidades (Hb.12:14);

• Honra (1Tm.5:3);

• Linguajar dos crentes (Lc.6:45);

• Batalhar pela fé (Jd 3);

• Anjos (Lc.4:10);

• Demônios (Mt.9:34);

• Batalha espiritual (Ef.6:12);

• Segunda vinda de Cristo (2Ts.2:1);

• Línguas dos homens e dos anjos (1Co.13:1);

• Jesus como o Messias (Jo.4:26);

• Mensagem da reconciliação (2Co.15:19);

• Morte e ressurreição de Cristo (At.2:31);

• Condenação dos ímpios (Mt.23:33);

• Galardão dos salvos (1Co.3:14);

• Nova Jerusalém (Ap.21:1-3);

• Tribunal de Cristo (2Co.5:10);

• Oração (Rm.12:12);

• Cura (Mt.17:16);

• Vitória contra o maligno (1Jo.2:14);

• Destruição da carne (1Co.5:5);

• Morte espiritual (1Jo.5:17);

• Espírito Santo (At.13:52);

• Mente de Cristo (1Co.2:16);

• Loucura do mundo (1Co.1:27);

• Tribulação apocalíptica (Mt.24:21);

• Fim dos tempos (1Co.10:11);

• Heróis da fé (Hb.12);

• Herança prometida aos santos (Ef.1:18);

• Paciência nas tribulações (Rm.5:3);

• Sofrer por fazer o bem (1Pe.3:17);

• Disciplina humana e disciplina divina (Hb.12:8);

• Sabedoria de Deus e sabedoria do mundo (1Co.1:21);

• Estado eterno (Mt.25:46);

• A era que há de vir (Ef.1:21);

• O amor de Deus para conosco (Jo.3:16);

• A religião pura e imaculada para com Deus (Tg.1:27);

• A Palavra de Deus (At.12:24);

• Os ídolos falsos (1Jo.5:21);

• Inveja (Mt.27:18);

• Ciúmes (Rm.10:19);

• Ira (Hb.3:11);

• Violência (At.21:35);

• Paz (Rm.3:17);

• Filhos de Deus (Gl.3:26);

• Arrependimento para a salvação (2Co.7:10);

• Lei de semeadura e colheita (2Co.9:6);

• Frutos para o Reino (Mt.7:20);

• Lei do pecado e da morte (Rm.8:22);

• Lei do Espírito de vida (Rm.8:22);

• Sinceridade (Ef.6:5);

• Fraternidade (2Pe.1:7);

• Mundo espiritual e mundo visível (Hb.11:3);

• Sonhos (Mt.2:12);

• Promessas (Hb.11:33);

• Revelações (2Co.2:1);

• Deus que se fez carne (Rm.8:3);

• Repouso celestial (Hb.4:9);

• Verbo (Jo.1:1);

• Renúncia à impiedade (Tt.2:12);

• Concupiscências mundanas (Tt.2:12);

• Mentira (1Jo.2:21);

• Engano (1Pe.2:22);

• O Caminho (Jo.14:6);

• A Verdade (Jo.14:6);

• A Vida (Jo.14:6);

• A imutabilidade de Deus (Hb.6:17);

• Destruição de fortalezas espirituais (2Co.10:4);

• Espiritualidade (1Co.2:13);

• Religiosidade (Tg.1:26);

• Santidade (Lc.1:75);

• Pureza (1Tm.5:2);

• Evangelho puro e sincero (2Co.11:1-3);

• Adoração aos ídolos falsos (1Jo.5:21);

• Bênçãos espirituais de Deus (Ef.1:3);

• Maldição (Rm.3:14);

• Punição (2Co.2:6);

• Descendência natural e espiritual de Abraão (Gl.3:7);

• Único Deus verdadeiro (Jo.17:3);

• Principados e potestades (Cl.1:16);

• Lavoura e edifício de Deus (1Co.3:9);

• Confessar ou negar Jesus publicamente (1Jo.4:15);

• O sobrenatural da parte de Deus (Lc.1:37);

• Glorificar a Deus (Gl.1:24);

• Louvor a Deus (Hb.13:15);

• Adoração a Deus (Rm.12:1);

• Jejum (Mt.17:21);

• Oração no espírito (Ef.6:18);

• Permissão divina (Hb.6:3);

• Ser guiado pelo Espírito de Deus (Rm.8:14);

• Templo de Deus (1Co.3:17);

• Santuário do Espírito Santo (1Co.6:19);

• Igreja (Mt.18:17);

• Corpo de Cristo (1Co.12:27);

• Temor a Deus (Rm.3:8);

• Guardar os Seus mandamentos (1Jo.5:2);

• Mediação única de Cristo entre Deus e os homens (1Tm.2:5);

• Manifestação dos filhos de Deus (Rm.8:19);

• A voz de Deus (Hb.3:7);

• Descansar no Senhor (Sl.62:5);

• Sermos imitadores de Deus (Ef.5:1);

• Cair nas mãos do Deus vivo (Hb.10:31);

• Justiça de Deus (Tg.1:20);

• Tabernáculo de Deus entre os homens (Ap.21:1-3);

• Acepção de pessoas (Rm.2:11);

• Testemunho de Deus (1Jo.5:9);

• Anticristo (1Jo.2:22);

• Besta (Ap.13:1,2);

• Falso profeta (Ap.19:20);

• Espíritos que regem este mundo (1Jo.5:19);

• Limpos de coração (Mt.5:8);

• Nova Terra prometida (2Pe.3:13);

• Pacificadores (Mt.5:9).

• Hipocrisia (Mt.23:28);

• Honestidade (1Tm.2:2);

• Homem interior e exterior (Rm.7:22);

• Tristeza (Rm.9:2);

• Alegria (At.8:8);

• Regozijo (2Co.7:16);

• Reino dos céus (Mt.3:2);

• Reino de Deus (1Co.4:20);

• Ira de Deus (Cl.3:6);

• Misericórdia de Deus (Rm.9:16);

• Benignidade de Deus (Rm.2:4);

• Longanimidade de Deuss (Rm.2:4);

• Incredulidade (Mt.13:58);

• Novo nascimento (Jo.3:7).

 

Ou tudo isso que a Bíblia falou foi insuficiente, ou ela se expressou de forma vaga e inadequada. Qualquer uma destas duas alternativas não é apenas absurda, mas também injuriosa à Bíblia. Toda Escritura é divinamente inspirada e suficientemente capaz por sua inspiração divina para o ensino (doutrina), porque, como disse Paulo:

 

“Tudo que dantes foi escrito, para nosso ensino foi escrito, para que, pela constância e pela consolação proveniente das Escrituras, tenhamos esperança” (Romanos 12:4)

 

Paulo diz que o que foi escrito antes foi para o nosso ensino – mas os papistas adicionam que foi insuficientemente escrito. Ele diz também que a nossa constância e consolação provém das Escrituras, e que é por meio dela que nós temos esperança – mas uma esperança inútil, já que, para os romanistas, a Escritura sozinha não basta. Esperaríamos que Paulo citasse aquilo que é maior que a Escritura e que a complementa – a tradição – caso a Bíblia não fosse suficiente, mas ele cita apenas as Escrituras, colocando toda a nossa esperança, consolação e ensino naquilo que está escrito.

 

Se a fé em Jesus não fosse suficientemente clara na Escritura, Paulo não teria provado somente pela Bíblia que Jesus era o Cristo, mas teria feito uso de alguma tradição também:

 

"E Paulo, como tinha por costume, foi ter com eles; e por três sábados disputou com eles sobre as Escrituras" (Atos 17:2)

 

"Porque com grande veemência, convencia publicamente os judeus, mostrando pelas Escrituras que Jesus era o Cristo" (Atos 18:28)

 

Mas Paulo devia ter apenas insuficientemente provado que Jesus era o Cristo, pois ele só fez uso das Escrituras, e a Bíblia não é completa nem suficiente para a salvação. Paulo também disse que “pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus” (Ef.2:8), mas tudo o que ele escreveu era insuficiente para ser salvo. João escreve dizendo: “Meus filhinhos, estas coisas vos escrevo, para que não pequeis” (1Jo.2:1), mas na verdade tudo o que ele escreveu não era suficiente para que não pequemos e sejamos salvos!

 

O argumento católico de que a Bíblia não é uma “Teologia Sistemática” e que por isso não é um sistema completo de doutrinas falha em desconsiderar que as epístolas pastorais possam suficientemente conter a doutrina necessária para a salvação. Ao escrever às igrejas, Paulo e os demais apóstolos não estavam simplesmente “batendo papo” ou conversando sobre o jogo de Domingo, mas falando de doutrinas, exortando e admoestando na fé.

 

A epístola aos Romanos, por exemplo, é praticamente uma sistematização da doutrina da justificação e do pecado. Paulo passa todo o tempo doutrinando seus leitores sobre como o pecado atingiu a totalidade do homem caído e como Deus pode justificar este homem do pecado. Já o capítulo 15 de 1ª Coríntios é uma sistematização da doutrina da ressurreição. Paulo dedica o capítulo inteiro para falar quando, como e de que forma ocorrerá a ressurreição dos mortos, inclusive respondendo com detalhes aos questionamentos dos coríntios.

 

Os capítulos 24 de Mateus, 21 de Lucas e 14 de Marcos são uma “aula” de escatologia, sobre os eventos finais, assim como todo o livro de Apocalipse. Este assunto também é fortemente retomado nas duas epístolas de Paulo aos tessalonicenses. Todo o sermão do monte é uma aula de teor moral. A doutrina de Paulo sobre a Lei de Moisés pode ser mais bem observada em sua carta aos Gálatas, onde ele aborda com extensividade a circuncisão e outras práticas judaizantes.

 

A doutrina sobre o sacerdócio e Cristo é abordada com profundidade em toda a carta aos Hebreus; as exortações contra as doutrinas gnósticas estão fartamente presentes nas epístolas de João e doutrinas que envolvem temas como santificação, fé, perseverança e paciência são amplamente ressaltadas em toda a Bíblia. A Bíblia não precisa ser uma teologia sistemática para conter todas as doutrinas da fé. A doutrina está abundantemente contida dentro daquilo que conhecemos como livros históricos, livros proféticos, evangelhos e cartas pastorais. 

 

Em vista do ensinamento unânime das Escrituras e dos Pais, a conclusão mais lógica e razoável é que a Bíblia é um livro doutrinariamente completo e suficiente para a salvação, e que, portanto, nenhuma tradição “complementa” a Bíblia. É toda a Bíblia e somente a Bíblia aquilo que nos é suficiente e completo em si mesmo. Católicos acham que nem todas as doutrinas estão na Bíblia pela única razão de que não estão bem acostumados a ler a Bíblia.

 

E, se existe algo de tão importante para a salvação que não está contido na Bíblia, que os romanistas nos façam o tão generoso favor de nos dizer qual dessas doutrinas deles que não tem na Bíblia, ou o que eles descobriram de tão importante que nem precisa da Bíblia para explicar. Será que algum papista poderia nos ajudar nisto?

 

 

• 2ª Timóteo 3:14-17

 

A prova mais clara e contundente da autoridade única e suprema da Bíblia como regra de fé do cristão está em 2ª Timóteo 3:14-17, no famoso texto onde o apóstolo Paulo diz a Timóteo:

 

“Quanto a você, porém, permaneça nas coisas que aprendeu e das quais tem convicção, pois você sabe de quem o aprendeu. Porque desde criança você conhece as Sagradas Letras, que são capazes de torná-lo sábio para a salvação mediante a fé em Cristo Jesus. Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção e para a instrução na justiça, para que o homem de Deus seja perfeito e plenamente preparado para toda boa obra (2ª Timóteo 3.14-17)

 

É de se notar, em primeiro lugar, que Paulo estava destacando a fonte de ensino que Timóteo tinha aprendido desde criança, e diz para permanecer firme nela. Ele diz que Timóteo “sabe de quem o aprendeu” (v.14). Qualquer papista poderia inferir que aqui está a Bíblia e a tradição, que são as duas fontes de revelação deles. Mas Paulo ignora completamente a existência de qualquer tradição no ensino de Timóteo até então e coloca unicamente a Bíblia como sendo toda a fonte de ensino, de repreensão, de correção e instrução na justiça.

 

Se Paulo cresse que esta função não era somente da Bíblia (Sola Scriptura), o texto deveria ter ficado assim:

 

“Porque desde criança você conhece as Sagradas Escrituras e a Sagrada Tradição, que são capazes de torná-lo sábio para a salvação mediante a fé em Cristo Jesus. Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, porém insuficiente para a repreensão, para a correção e para a instrução na justiça, sendo necessária a Sagrada Tradição para que o homem de Deus seja perfeito e plenamente preparado para toda boa obra” (2ª Timóteo 3:15-17 na BSC)

 

Esta tradução, no entanto, só existe na BSC (Bíblia dos Sonhos dos Católicos)[3], e não na Escritura original, que dispensa a existência de qualquer tradição sagrada para o ensino, correção e instrução do homem para que este se torne perfeito e plenamente preparado para toda boa obra. Além de mostrar claramente a suficiência da Bíblia, o apóstolo também diz que com ela o homem de Deus se torna perfeito e plenamente preparado para toda boa obra.

 

Se a Bíblia não fosse suficiente, o apóstolo jamais teria dito que ela faz o homem de Deus “perfeito”, porque aquilo que é insuficiente não pode ser perfeito. Somente algo suficiente pode fazer o homem “perfeito”, pois a perfeição exige a completude, e algo insuficiente é algo imperfeito, pois ainda lhe falta algo. Portanto, se Paulo cria que a Bíblia é capaz de fazer o homem perfeito, ele obviamente não pensava que ela fosse insuficiente e incompleta, que carecesse do complemento de uma tradição paralela às Escrituras ou de um magistério em Roma.

 

“Perfeito” aqui vem da palavra grega “artios”, que significa[4]

 

739 αρτιος artios

de 737; TDNT - 1:475,80; adj

1) provido, suprido.

2) completo, perfeito. 

 

Portanto, Paulo aqui atesta e confirma que as Escrituras fazem o homem “completo, perfeito, provido, suprido” (significados de artios) para a salvação (v.15), ensino (v.16), correção (v.16), repreensão (v.16) e instrução na justiça (v.16)! Se as Escrituras fossem insuficientes, a Bíblia não faria o homem de Deus “completo”, mas incompleto; não faria com que ele fosse “suprido”, mas ainda o deixaria carente de uma tradição oral; e não o tornaria “perfeito”, mas imperfeito, visto que o homem só seria completo e perfeito para a salvação se fosse complementado com a tradição romana.  

 

Portanto, vemos que a linguagem de Paulo, do início ao fim, atesta a superioridade e completa suficiência das Escrituras para o ensino da fé. Isso está caracterizado desde o início, quando o apóstolo diz que as Escrituras:

 

“...são capazes [dunamai] de torná-lo sábio para a salvação” (v.15) 

 

Ele emprega aqui a palavra grega dunamai, que denota poder. Ele está dizendo que a Escritura ésuficientemente poderosa para fazer com que o homem seja sábio para a salvação. “Sábio” aqui é a tradução da palavra grega sophizo, que significa: 

 

4679 σοφιζω sophizo

de 4680; TDNT - 7:527,1056; v

1) tornar sábio, ensinar.

2) tornar-se sábio, ter entendimento. 

 

Em outras palavras, a Sagrada Escritura é poderosa (dunamai) para fazer o homem sábio, entendido (sophizo) para que seja salvo (soteria). Se as Escrituras não fossem suficientes para a salvação, Paulo não teria dito que elas eram poderosas para fazer com que o homem seja sábio para a salvação. Elas seriam incompletas, insuficientes, sem a tradição oral. Portanto, não seriam suficientemente poderosas, ou no máximo fariam o homem de Deus sábio para muitas coisas, mas nao para a salvação, no caso de que as Escrituras fossem insuficientes para a salvação, como pregam os papistas. 

 

Em seguida, Paulo diz que:

 

“...toda a Escritura é divinamente inspirada [theopneustos]” (v.16) 

 

“Divinamente inspirada” é a tradução de theopneustos, que significa:

 

2315 θεοπνευστος theopneustos

de 2316 e um suposto derivado de 4154; TDNT - 6:453,876; adj

1) inspirado por Deus.

1a) o conteúdo das Escrituras. 

 

Portanto, Paulo aponta a Escritura como sendo divinamente inspirada (theopneustos) por Deus, sem citar uma tradição oral extra-bíblica. E ele continua: 

 

“...e proveitosa para ensinar [didaskalia]” (v.16) 

 

“Ensinar” aqui é a tradução do termo grego didaskalia, que significa: 

 

1319 διδασκαλια didaskalia

de 1320; TDNT - 2:160,161; n f

1) ensino, instrução.

2) ensino.

2a) aquilo que é ensinado, doutrina.

2b) ensinamentos, preceitos. 

 

Paulo está apontando a suficiência das Escrituras em vista ao doutrinamento do homem para a salvação. Ele havia acabado de mostrar o ponto da sabedoria proveniente das Escrituras para a salvação (v.15), e agora sustenta que essas mesmas Escrituras são o que constituem o doutrinamento do cristão (v.16), o ensino, a instrução, os preceitos da fé genuína. Novamente, a tradição oral é deixada de fora e somente as Escrituras são apontadas como sendo o centro do doutrinamento humano com vista à salvação.  

 

E Paulo prossegue, dizendo: 

 

“...para a repreensão [elegchos]” (v.16) 

 

“Repreensão” (ou redarguir) é o correspondente ao grego elegchos, que significa: 

 

1650 ελεγχος elegchos

de 1651; TDNT - 2:476,221; n m

1) verificação, pela qual algo é provado ou testado.

2) convicção. 

 

Em outras palavras, Paulo aponta as Escrituras como sendo o material pelo qual algo é testado e verificado como sendo verdadeiro ou falso. A verificação da plausibilidade de qualquer doutrina deve passar pela peneira das Escrituras, que Paulo aponta como sendo o elegchos da fé cristã, isto é, o meio pelo qual verificamos (testamos, provamos) se a doutrina ensinada por alguém procede ou não procede.  

 

Os romanistas, infelizmente, não podem dizer a mesma coisa, pois eles pouco ou nada se importam se determinada doutrina é bíblica ou não-bíblica, tendo em vista que o bode expiatório deles (também conhecido como tradição oral) serve como base para todos os ensinamentos não-bíblicos cridos por eles. A Escritura não é o crivo deles. E Paulo continua: 

 

“...para a correção [epanorthosis]” (v.16) 

 

“Correção” aqui provém da palavra grega epanorthosis, que significa: 

 

1882 επανορθωσις epanorthosis

de um composto de 1909 e 461; TDNT - 5:450,727; n f

1) restauração a um estado correto.

2) correção, aperfeiçoamento de vida ou caráter. 

 

Sendo assim, o aperfeiçoamento do nosso caráter em nossa vida cristã, com vistas à restauração a um estado correto, provém das Escrituras Sagradas, e não de qualquer outro escrito ou tradição. São as Escrituras que tem o poder de restaurar o homem à imagem e semelhança de Deus.  

 

Paulo vai além e diz: 

 

“...para a instrução na justiça” (v.16) 

 

“Instrução na justiça” é, no grego, paideia ho em dikaiosune. A primeira palavra significa uma “instrução que aponta para o crescimento em virtude”[5], e a segunda significa: 

 

1343 δικαιοσυνη dikaiosune

de 1342; TDNT - 2:192,168; n f

1) num sentido amplo: estado daquele que é como deve ser, justiça, condição aceitável para Deus.

1a) doutrina que trata do modo pelo qual o homem pode alcançar um estado aprovado por Deus.

1b) integridade; virtude; pureza de vida; justiça; pensamento, sentimento e ação corretos.

2) num sentido restrito, justiça ou virtude que dá a cada um o que lhe é devido. 

 

Fica muito claro, portanto, que o padrão de justiça (em termos doutrinários e morais, tais como integridade, virtude, pureza, pensamentos e ações) é alcançado através das instruções que recebemos na Escritura Sagrada. Seria muito estranho que Paulo apontasse a Bíblia como sendo tudo isso, se ela fosse meramente aquilo que os católicos dizem a respeito dela: insuficiente e dependende do complemento da tradição.

 

E o apóstolo completa dizendo o que a Escritura faz do homem de Deus: 

 

“...plenamente preparado [agathos] para toda boa obra” (v.17) 

 

A Escritura é poderosa para fazer com que o homem se torne “plenamente preparado”, o que no grego é agathos, que quer dizer: 

 

18 αγαθος agathos

uma palavra primitiva; TDNT 1:10,3; adj

1) de boa constituição ou natureza.

2) útil, saudável.

3) bom, agradável, amável, alegre, feliz.

4) excelente, distinto.

5) honesto, honrado. 

 

Ou seja: plenamente honesto, honrado, excelente, distinto, útil, saudável, bom, agradável, amável, alegre, feliz! É difícil vermos os limites dos benefícios de agathos na vida do cristão. E Paulo diz que a Escritura faz o homem “plenamente agathos”, isto é, completamente tudo isso que são os significados de agathos! Portanto, torna-se ingênuo e descabido inferir que a Escritura não é suficiente na vida do cristão, se Paulo diz que ela faz o homem perfeito e plenamente preparado.

 

Para Paulo, a Escritura era tão única, suprema e suficiente que com ela podemos alcançar a plenitude na fé e a plena instrução doutrinária e ensino cristão. Ele não diz que ela faz o homem apto para “algumas” boas obras, como se outras dependessem do complemento da tradição, mas “todas”, sem lhe faltar nada. Ela não deixa o homem “imperfeito”, como se precisasse de algo mais, mas “perfeito” (artios). Se isso não é Sola Scriptura, seria impossível que Paulo expressasse este sentido com ainda mais exatidão.

 

Quando Paulo diz que ela faz com que o homem seja plenamente habilitado para “toda a boa obra”, no grego está exartizo, que significa: 

 

1822 εξαρτιζω exartizo

de 1537 e um derivado de739; TDNT - 1:475,80; v

1) completar, terminar.

1a) suprir com perfeição. 

 

As Escrituras suprem com perfeição as nossas necessidades espirituais, em todos os sentidos vistos nos versos anteriores. Diante de tudo isso, é incoerente e até absurdo dizer que a Escritura é insuficiente e carente de uma tradição oral para que o homem seja suficientemente doutrinado para a salvação. Paulo nem sequer cita a tradição oral aqui, e atesta a completa suficiência das Escrituras de todas as formas possíveis.   

 

 

• Refutando Objeções: Somente o Antigo Testamento?

 

As formas que os papistas encontraram para refutar a evidência de 2ª Timóteo 3:14-17 demonstram claramente que eles não entenderam nem o argumento nem o conceito de Sola Scriptura. Basicamente, eles se resumem a dizer que Paulo estava se referindo apenas ao Antigo Testamento, e que, se nossa argumentação for verdadeira, então o Antigo Testamento por si só já seria suficiente, sem o Novo Testamento.

 

Em resposta a isso, em primeiro lugar é necessário dizer que Paulo citou como “Escritura” o Evangelho de Lucas, e Pedro fez referência às próprias epístolas de Paulo como sendo tratadas já naquela época como Escritura Sagrada. Paulo, por exemplo, faz menção a um trecho presente em Lucas e o chama de “Escritura”, assim como faz com um trecho do livro veterotestamentário de Deuteronômio:

 

“Devem ser considerados merecedores de dobrados honorários os presbíteros que presidem bem, com especialidade os que se afadigam na palavra e no ensino. Pois a Escritura declara: ‘Não amordaces o boi, quando pisa o trigo’. E ainda: ‘O trabalhador é digno do seu salário’” (1ª Timóteo .5:18)

 

Paulo cita duas passagens da Escritura, sendo que a primeira [não amordaces o boi] está em Deuteronômio 25:4, e a segunda [o trabalhador é digno do seu salário] está em Lucas 10:7. Ele diz que "...a Escritura declara", então cita uma parte de Deuteronômio. Depois faz uma pausa, “…e ainda [a Escritura declara]…”, então cita um verso do Evangelho de Lucas. O primeiro registro da “Escritura” está no Antigo Testamento, em Deuteronômio 25:4, mas a segunda, “o trabalhador é digno do seu salário”, nós encontramos somente em Lucas. Não há sequer um único local do Antigo Testamento que diga qualquer coisa parecida com isso.

 

A evidência é ainda mais esmagadora quando analisamos os manuscritos em grego e percebemos que até mesmo a própria transcrição que Paulo faz do Evangelho de Lucas é rigorosamente a mesma, sem mudar nada em relação ao original, em uma transcrição praticamente ipsis litteris (pelas mesmas letras):

 

• 1ª Timóteo 5.18:

 

“legei gar ê graphê boun aloônta ou phimôseis kai axios o ergatês tou misthou autou

 

• Lucas 10.7:

 

“en autê de tê oikia menete esthiontes kai pinontes ta par autôn axios gar o ergatês tou misthou autou tsb=estin mê metabainete ex oikias eis oikian”

 

Diante disso, até o próprio historiador eclesiástico Eusébio de Cesareia reconheceu que “Paulo costumava mencionar o Evangelho de Lucas”[6]. Negar isso é rejeitar o óbvio. Acrescenta-se a isso o fato de que tais palavras se encontram em 1ª Timóteo, carta que foi escrita, evidentemente, antes de 2ª Timóteo, quando Paulo escreve 2Tm.3:14-17. Portanto, se ele considerava o Evangelho de Lucas como Escritura Sagrada, e Lucas faz parte de um Novo Testamento, é óbvio que Paulo não tinha em mente apenas o Antigo Testamento quando escreveu aquilo, mas também o Antigo Testamento.

 

A segunda evidência de que os primeiros cristãos já consideravam os escritos apostólicos como Escritura vem de Pedro, ao considerar os escritos de Paulo como Escritura, assim como o Antigo Testamento. Ele disse:

 

“Suas cartas contêm algumas coisas difíceis de entender, as quais os ignorantes e instáveis torcem, como também o fazem com as demais Escrituras, para a própria destruição deles” (2ª Pedro 3:16)

 

Pedro colocou os escritos de Paulo no mesmo patamar de autoridade das Escrituras do Antigo Testamento. Ele não disse “as Escrituras”, mas “as demais Escrituras”, o que nos mostra claramente que Pedro não considerava somente o Antigo Testamento como Escritura, mas os escritos de Paulo também. A segunda carta de Paulo e Timóteo é da mesma época (67 d.C) da segunda epístola de Pedro (anterior a 68 d.C), o que nos mostra mais uma vez que, já naqueles tempos, os apóstolos consideravam o Novo Testamento como Escritura Sagrada, e que na compreensão deles a Bíblia não era limitada ao Antigo Testamento.

 

Por fim, temos que ressaltar que o que estava em jogo em 2ª Timóteo 3:14-17 não era a extensão das Escrituras, mas sim a natureza das Escrituras. Mesmo que nem todos os livros sagrados já tivessem sido escritos (como o Apocalipse, por exemplo), a natureza da Bíblia é a mesma: inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção e para a instrução na justiça, para que o homem de Deus seja perfeito e plenamente preparado para toda boa obra. Isso diz respeito à natureza das Escrituras, seja daquilo que já havia sido escrito, seja daquilo que ainda iria ser escrito.

 

A natureza inspirada das Escrituras e sua utilidade independem da sua extensão. O livro de Gênesis não se tornou inspirado somente depois do Apocalipse terminar de ser escrito, mas sempre foi inspirado desde que foi escrito. A natureza da Escritura não depende da sua extensão, e era da sua natureza, e não da extensão, que Paulo fazia referência.

 

Logicamente, aos antigos que só tinham o Antigo Testamento era o Antigo Testamento a regra de fé que podia fazer o homem perfeito, e para nós que já possuímos ambos os Testamentos temos ambos os Testamentos como regra de fé. Independe da extensão da Escritura, a natureza dela sempre foi inspirada e sempre pôde levar o homem de Deus à perfeição e a torná-lo plenamente capacitado para toda boa obra.

 

Assim sendo, o contra-argumento romanista falha tanto em desconsiderar que naquela altura os escritos neotestamentários já eram considerados Escritura, como também por inverter o sentido do texto paulino em considerar a extensão e não a natureza da Bíblia como o foco em questão. O argumento, então, permanece inabalável.

 

 

• Refutando Objeções: Útil não é suficiente?

 

Os apologistas romanos também afirmam que o verso 16 usa a expressão “útil”, e não “suficiente”. De fato, a expressão “útil” não significa necessariamente que algo seja suficiente, pois depende do contexto. Em alguns casos, o objeto útil é também suficiente, como quando dizemos que a água é útil para matar a sede, quando sabemos que ela também é suficiente para isso. E, diante do contexto (como vimos anteriormente), tudo aponta para o fato de que em 2ª Timóteo 3:16 o “útil” também é suficiente, ou senão toda a lógica do texto seria quebrada, e assim ficaria:

 

“...toda Escritura é divinamente inspirada porém insuficiente para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça para que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente instruído para toda a boa obra”

 

Alguém em sã consciência daria algum crédito à lógica do texto acima? Está a interpretação católica do “insuficiente” de acordo com o sentido expresso pelo texto diante de seu contexto imediato? É lógico que não. O texto estaria dizendo o contrário daquilo que diz, transmitindo um sentido oposto ao que transmite. Agora analise o texto no sentido de suficiência:

 

“...toda Escritura é divinamente inspirada e suficiente para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça para que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente instruído para toda a boa obra”

 

Com o “suficiente” no texto no lugar do “insuficiente”, o sentido do texto muda? Não. Ele transmite alguma mudança expressiva em relação ao que é expresso pela palavra “útil”? Claro que não. Então, diante do contexto, o único sentido cabível para o uso do “útil” é no sentido de suficiência, e não de insuficiência. Os papistas atropelam o contexto e de quebra ainda conseguem fazer o maior exemplo de eisegese conhecido pelo homem, ao tentarem interpretar o texto de maneira diferente do óbvio do próprio texto. Um apologista católico, por exemplo, chegou ao cúmulo de dizer:

 

“A Escritura poderia ser mais um instrumento dentro de uma série de outros que tornam o homem de Deus perfeito. As Escrituras poderiam complementar sua lista de itens necessários ou poderiam ser o item mais proeminente da lista, mas seguramente não eram a única ferramenta de sua lista”

 

Se isso não é um exemplo típico de eisegese, em uma interpretação tendenciosa e claramente manipulada, não sei mais o que é. Isso é puro fruto de eisegese, que é quando se força o texto para fazer com que uma passagem diga o que na verdade não se acha ali, e não exegese, que é quando se extrai o significado de um texto mediante legítimos métodos de interpretação. Os papistas simplesmente empurram a tradição para dentro de um texto que nada fala sobre tradição, mas que cita a Escritura unicamente. Isso é nitidamente uma adulteração do texto, um tiro na exegese e um atropelo nas regras de interpretação bíblica.

 

O desespero em se encontrar a tradição em um texto onde só se fala do início ao fim da Escritura é mais que patente. Seria menos vergonhoso e vexatório se não se dignassem a interpretar nada do que se interpretassem empurrando conceitos, palavras e sentidos que simplesmente não se encontram no texto em lugar nenhum. Ou os apologistas católicos precisam de um excelente oftalmologista para curar seu problema de miopia, ou precisam de mais vergonha na cara e honestidade na hora de interpretar os versos bíblicos.

 

Não satisfeitos com isso, eles ainda se lançam ao campo da analogia, para complicarem ainda mais as coisas para o lado deles. Um dos apologistas católicos afirmou:

 

“Poderíamos dizer algo como ‘O Tratado de Medicina Interna do Harrison (livro texto de referência na prática médica mundial) torna nossa prática médica perfeita, logo estamos aptos a qualquer procedimento médico’. Obviamente tal afirmativa não pode significar que tudo o que o médico precisa seja o TMIH. Este é um item entre vários outros, ou o mais proeminente. O médico também necessita de um estetoscópio, um tensiômetro, um otoscópio, um oftalmoscópio, técnicas cirúrgicas, etc. Estes outros itens são pressupostos pelo fato de estarmos falando de um médico, e não de um leigo. Logo, seria incorreto presumir que somente o TMIH torna o médico perfeito, a única ferramenta necessária”

 

Esta analogia, ao ser analisada com mais atenção, prova exatamente o contrário daquilo que eles pretendem, pois mistura alhos com bugalhos. Trabalhando em cima desta mesma analogia criada por eles, o Tratado de Medicina Interna de Harrison é suficiente para dar todo o conhecimento teórico aos médicos. Da mesma forma, a Sagrada Escritura é suficiente para dar todo o conhecimento teórico aos cristãos. Ou seja: a doutrina.

 

O resto que ele cita são objetos físicos, materiais, que os médicos usam. Não é um acréscimo teórico, como é a tradição romana! A Bíblia é suficiente para fazer o homem perfeito em conhecimento teórico, mas se ele não orar, se não pregar a Palavra aos outros, se não levar esse evangelho adiante, de nada adiantará. Da mesma forma, o Tratado de Medicina Interna de Harrison é suficiente para fazer um médico perfeito em conhecimento teórico, mas se ele não tiver os equipamentos básicos para colocar isso a efeito de nada adiantará.

 

Em outras palavras, não se trata de acréscimo de teoria que esteja fora do livro de Harrison (ou acréscimo de doutrinas que estejam fora das Escrituras), mas de meios para levar esse evangelho (ou a medicina) na prática. Podemos dizer que um evangelista no Brasil para levar o evangelho à Índia precisa de avião, mas isso obviamente não significa que o avião é um acréscimo de teoria (doutrina) e que por isso a Bíblia é insuficiente. Portanto, tal analogia não passa de um tiro no pé e se volta contra eles mesmos quando analisada com mais atenção.

 

Por fim, como se não bastasse distorcerem gritantemente a Bíblia e as analogias, eles também se metem no campo das palavras bíblicas, dizendo que a palavra “perfeito” também aparece em Tiago 1:4 ao dizer que a paciência faz o homem perfeito. Segundo eles, isso “refuta” o fato de que a Bíblia faz o homem perfeito, porque a paciência sozinha não é capaz de fazer isso. Tal argumentação falha logo de cara ao percebermos que, no original grego, diferentes palavras são usadas nos dois casos. O Dr. Robert Godfrey corretamente observou:

 

“Algumas vezes eles se referem a Tiago 1:4, Mateus 19:21 ou Colossenses 1:28 e 4:12 como textos paralelos, alegando que a palavra ‘perfeito’ em 2ª Timóteo 3:17 não tem o sentido de suficiente. Tais passagens, entretanto, não são paralelas; uma palavra grega completamente diferente é usada. Onde 2ª Timóteo 3:17 usa exartizo, que corresponde a ser adequado para uma tarefa, essas outras passagens usam a palavra grega taleios, que se refere à maturidade ou ter alcançado um fim desejado”[7]

 

Além de tomarem o mesmo padrão para palavras diferentes, eles também distorcem o contexto, que não diz que a paciência faz o homem perfeito, mas sim que a paciência deve ter a sua obra perfeita:

 

“Sabendo que a prova da vossa fé opera a paciência. Tenha, porém, a paciência a sua obra perfeita, para que sejais perfeitos e completos, sem faltar em coisa alguma” (Tiago 1:3-4)

 

A NVI (Nova Versão Internacional) corretamente traduz seguindo o sentido do verso e diz:

 

“Vocês sabem que a prova da sua fé produz perseverança, e a perseverança deve ter ação completa, a fim de que vocês sejam maduros e íntegros, sem lhes faltar coisa alguma” (Tiago 1:3-4)

 

Ou seja: o que Tiago estava dizendo é que a paciência (ou perseverança) deve ter uma ação completa, e que depois de ter essa ação completa é que podemos ser maduros (“perfeitos”), e não que a paciência por si só já é suficiente para tornar o homem perfeito. Para não dizerem que estamos usando uma “versão protestante tendenciosa”, a versão católica “Ave Maria” transmite o mesmo conceito, ao dizer:

 

“Sabendo que a prova da vossa fé produz a paciência. Mas é preciso que a paciência efetue a sua obra, a fim de serdes perfeitos e íntegros, sem fraqueza alguma” (Tiago 1:3-4)

 

E a versão da CNBB também:

 

“Mas é preciso que a perseverança complete a sua obra em vocês, para que sejam homens completos e autênticos, sem nenhuma deficiência” (Tiago 1:4)

 

Em momento nenhum é dito: “tenha a paciência e você já é perfeito”, mas sim que a paciência precisa efetuar uma obra completa para que aí sim sejamos perfeitos. Em outras palavras, há um processo até a fé gerar paciência, e até a paciência completar a sua obra. Se e somente se deixarmos Deus fazer a obra completa em nós, perseverando até o fim, é que seremos perfeitos. Que o processo não envolve somente a paciência isso fica nítido diante do contexto, que fala sobre primeiro ter fé (v.3), depois esta fé gerar paciência (v.3), e depois esta paciência gerar ação completa, através da perseverança (v.4).

 

E tudo isto não diz respeito à doutrina, mas ao caráter. A Bíblia é totalmente suficiente para a perfeita doutrinação do homem, da mesma forma que a fé, a paciência e a perseverança juntas são suficientes para o perfeito caráter moral do indivíduo. Os textos estão em sentidos diferentes, tratando de aspectos diferentes e usando palavras diferentes. Só um desvairado usaria Tiago 1:4 como um caso análogo a 2ª Timóteo 3:16-17.

 

 

• Últimas considerações

 

Há muito nas Escrituras que nos mostra de forma direta ou indireta o princípio de Sola Scriptura presente no Antigo e no Novo Testamento. Embora o princípio em si possa ser provado sem a necessidade de passagens bíblicas, ele é abundante em passagens bíblicas. Não devemos ir além do que está escrito, seja para diminuir ou para acrescentar algo. Se alguém pregar um evangelho que vá além do que já está na Bíblia, deve ser considerado anátema.

 

A Bíblia, e não a Bíblia e a tradição, é suficiente para fazer o homem de Deus perfeito e plenamente capacitado para toda boa obra. É ela o crivo pelo qual os cristãos de Bereia e os cristãos atuais devem submeter todas as doutrinas. É à lei e ao testemunho que os verdadeiros fieis devem buscar cada averiguação da verdade proclamada. É no que está escrito, e não no que meramente foi dito, que podemos ter a certeza daquilo que foi ensinado. Era a Bíblia, e somente a Bíblia, a regra de fé de Jesus e dos apóstolos. É isso o que a Bíblia ensina. É isso que é Sola Scriptura.

 

Paz a todos vocês que estão em Cristo.

 

Por Cristo e por Seu Reino,

Lucas Banzoli.

 



[1] GODFREY, Robert. Sola Scriptura: Numa época sem fundamentos, o resgate do alicerce bíblico. Editora Cultura Cristã: 2000,  p. 22.

[2] Essay on the Development of Christian Doctrine.

[3] Este verso da BSC é uma excelente criação de Matheus Oliveira, e pode ser vista neste link junto a outros vários textos criados por mim: <http://heresiascatolicas.blogspot.com.br/2013/10/a-biblia-dos-sonhos-dos-catolicos.html>

[4] De acordo com a Concordância de Strong, assim como as demais citações.

[5] De acordo com a Concordância de Strong, 3809.

[6] História Eclesiástica, Livro IV, 4:7.

[7] GODFREY, Robert. Sola Scriptura: Numa época sem fundamentos, o resgate do alicerce bíblico. Editora Cultura Cristã: 2000,  p. 21.

 

 

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